tag:blogger.com,1999:blog-23399759.post-77731053976425804792007-02-04T00:00:00.000Z2007-02-04T17:33:08.284ZReferendo de 11 de Fevereiro<div align="center"><a href="http://bp1.blogger.com/__Q1JAjQippw/RcVGgx3XsDI/AAAAAAAAAAc/5I3jp1r77qc/s1600-h/2_138_14878_mulher_triste.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5027502087984361522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/__Q1JAjQippw/RcVGgx3XsDI/AAAAAAAAAAc/5I3jp1r77qc/s320/2_138_14878_mulher_triste.jpg" border="0" /></a> <strong><em>"<span style="font-size:85%;">Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"</span></em><br /><br /></strong><div align="center"><em><span style="font-size:85%;"></span></em></div><div align="justify">Esta é a questão sobre a qual os portugueses são chamados a pronunciar-se no referendo do próximo dia 11. Uma pergunta que parece simples mas que esconde um mundo de outras questões bem mais complexas. </div><div align="justify"><br /></div><div align="justify"></div><div align="justify">Na base deste referendo está, ou deveria estar apenas, uma alteração ao Código Penal, artº 142, que descriminaliza a prática de aborto por parte das mulheres até ás 10 semanas. Mas eis que depois se lança para a fogueira da opinião pública o direito à vida, o conceito de vida, a expressão de interesses de confissões religiosas, etc... </div><div align="justify"><br /></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Desde já confesso que respondo <strong>SIM </strong>a esta questão porque penso que as mulheres não devem ver criminalizada uma situação que para elas será sempre violenta. Não acredito que nenhuma mulher tome de ânimo leve a decisão de recorrer a este método e não acredito que, mesmo com o melhor dos acompanhamentos médicos, ele não lhe deixe marcas psicológicas que a acompanham ao longo da vida. </div><div align="justify"><br /></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Mas o que me preocupa é o que não está em discussão neste referendo: a Educação Sexual nas escolas que é inexistente, o aconselhamento e planeamento familiar que não funciona, os incentivos ao aumento da taxa de natalidade, etc... Talvez os fundos investidos nesta campanha de referendo fossem muito melhor investidos nestas áreas pois com uma melhor formação o recurso ao aborto seria substancialmente reduzido. </div><div align="justify"><br /></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">A Organização Mundial de Saúde defende que: “Os governos têm de avaliar o impacto dos abortos inseguros, reduzir a necessidade de abortar e proporcionar serviços de planeamento familiar alargados e de qualidade, deverão enquadrar as leis e políticas sobre o aborto tendo por base um compromisso com a saúde das mulheres e com o seu bem-estar e não com base nos códigos criminais e em medidas punitivas. (...) As mulheres que desejam por termo à gravidez deverão ter um pronto acesso a informação fidedigna, aconselhamento não-directivo e em paralelo, devem ser prestados serviços para a prevenção de uma gravidez indesejada assim como a resolução e reposta face a possíveis complicações” </div><div align="justify"><br /></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Esperemos que, qualquer que seja o sentido da votação do próximo dia 11, muito se evolua neste dominio nos próximos anos no nosso país. Estamos aqui, como em muito outros sectores, a anos-luz dos nossos parceiros comunitários. </div><div align="justify"><br /></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">A todos só peço uma coisa: <strong>Quer votem Sim ou Não, Votem!</strong> Não fiquem em casa e expressem nas urnas os vossos sentimentos.</div></div>Vasco Tavaresnoreply@blogger.com