tag:blogger.com,1999:blog-23399759.post-51911313942583239762007-02-08T03:54:00.000Z2007-02-08T03:56:09.022ZMINA DO ESPADANAL E BIBLIOTECA<a href="http://bp1.blogger.com/_2YiqoxrDQJE/RcqfAj7bOcI/AAAAAAAAAAY/WiDcILTRvfg/s1600-h/hhh.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029006765905885634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_2YiqoxrDQJE/RcqfAj7bOcI/AAAAAAAAAAY/WiDcILTRvfg/s320/hhh.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Lidos os comentários sobre o meu post "Salvem a Mina", vamos a mais alguns factos:<br /><br />À Câmara compete decidir o que quer fazer da Mina. Urgentemente.<br />Se a vende e por que preço, ou troca, porquê e com quem. Ainda, se a deixa ao abandono. Ou, como tem acontecido, dela não se lembrará nos próximos tempos. Quer a venda, troque, abandone ou esqueça, há uma questão fulcral - quando e até quando.<br /><br />Eu, não hesitaria: angariaria o dinheiro necessário (não é difícil, depende da imaginação, conhecimentos e vontade) para a restaurar, manter e reprojectar com outras funções. Obviamente que para recolher esses apoios a Câmara terá de possuir um discurso determinado e consubstanciado que suporte um (inexistente?!) projecto. Mas a Câmara não tem urgência nem projecto.<br /><br />Nesse local poderá ser instalado por exemplo um complexo cultural polivalente: Arquivo e Museu Municipal, salas para exposições, anfiteatro, História da Mina, amplo jardim com zonas pedonal e de lazer... Só temo que para a História da Mina e do Concelho não existam documentos suficientes, tal o laxismo durante décadas. Daí, o meu antigo artigo "Escrever a História", neste blog, alertando para o facto de ninguém estar a "recolher" o Passado e o Presente do Concelho.<br /><br />Para "A Mina", sei que um ex-vereador teve rara visão e projecto. Lamenta-se que tivesse renunciado ao cargo. O "caso Mina" é um entre tantos, no país, governado por ministros ou autarcas incompetentes, sem "rasgos", temerosos nas necessárias rupturas sociais, ambientais e culturais.<br />Caro leitor: já leu o site "Rio Maior" e enviou o seu apoio?<br /><br />Não resisto recordar e a propósito: Aquele edifício, passe as proporções e localizações, faz-me lembrar um outro, mas em Londres, e que hoje é tão-só a <strong>Tate Modern</strong>! Também uma antiga (e muito maior) "factory", recuperada e hoje "centro" da arte contemporânea mundial!<br /><br />Por óbvio, ninguém sensato, quer fazer da Mina um centro de arte nacional e competitivo, mas pode, repito, possuir áreas polivalentes também para a contemporaneidade.<br />Em 1978, fui um dos 10 artistas portugueses convidados para a I Bienal de Arte de Cerveira. Chegámos à vila que mais parecia uma aldeia semi-deserta, com população desconfiada perante os artistas e muitos dos meus amigos chegaram a esboçar regressos a Lisboa e ao Porto. Mas ficaram. E hoje, após tantas bienais, Cerveira transformou-se - e de que maneira! - devido à arte. Caso único no país: a Cultura fez evoluir uma vila e colocá-la numa obrigatória rota turística, económica e cultural...<br />Rio Maior nunca será Londres nem Cerveira, mas tem que se distinguir e impor para além da "cidade do desporto". Atenção às gerações!...<br /><br />Um comentador ao meu anterior post colocou a seguinte questão: será que os membros da Comissão Para a Defesa do Património têm interesses pessoais na zona? E acrescenta: "se não tivessem, não fariam parte da Comissão concerteza, pois os interesses financeiros estão sempre acima de qualquer património, cultura ou país". Eu compreendo a sua apreensão, face ao que infelizmente se passa neste país.<br /><br />Meu caro, esclareço desde já: fui recentemente convidado para a CPDP e aceitei, no passado dia 01 de Fevereiro. Não tenho um milímetro de terra nessa zona para vender. Nem vou comprar para transaccionar mais tarde, como por exemplo alguém tem feito na zona da Ota... Aceitei, tão-só porque quero e poderei ser útil ao desenvolvimento da cidade e do Concelho.<br /><br />Quanto à Biblioteca Municipal:"Assim" abrirá as portas nos horários normais e extraordinários, enquanto houver dinheiro, tolerância(!) para a sua existência e alguma "carolice".<br />De facto, e por o que me têm contado, necessita doutra dinâmica e dum outro "olhar"-entendimento da autarquia para com esse preciosíssimo bem comunitário.<br /><br />A "oposição" actualmente eleita fará o que a soma do seu grau cultural e cívico lhe exigir para não ficar calada nem quieta. Ou seja, pouco, também e reconheça-se, porque manietada por uma (frágil) maioria partidária institucionalizada nos centros de decisão concelhios e vigilante sobre eventuais pré-rupturas e pensamentos próprios dos cidadãos ou associações.<br />Melhores dias virão! - mas para que isso aconteça, as populações têm que pensar muito mais nos seus interesses do que nos interesses doutros...<br />Escolhendo "mudança"! Exigindo Desenvolvimento, Conhecimento e Cultura!<br /><br />Recordo-me bem que em 2001, o Sr. Presidente da Câmara anunciou numa entrevista ao "Região", que a partir do anterior mandato, o Concelho passaria do "betão" para a fase do intelecto! As populações esperam usufruir regular e metodicamente, dessa promessa, sublinho, por cumprir.<br />Passados três meses sobre a sua inauguração, a Casa da Cultura continua encerrada. A Câmara nada explica nem anuncia. E os deputados e vereadores da oposição não são capazes de fazer agendar tão premente e preocupante caso? E as rádios e o jornal locais não pesquisam nem indagam ? E os cidadãos não perguntam e calam-se?</div>Manoel Barbosahttp://www.blogger.com/profile/10936784508840660531noreply@blogger.com