Terça-feira, Fevereiro 20, 2007

Leia, Pense e Decida

Leu o texto acima?? É um artigo de opinião publicado na edição de 2ª Feira do jornal "A Bola" assinado pelo antigo internacional português Paulo Sousa.

Curiosamente publicado no mesmo dia em que um email do "Rio Maior Basket", clube dedicado ao basquetebol, chegava a diversas redacções da região com o seguinte ponto, que passo a transcrever:
"As dificuldades de um clube na ‘dita’ Cidade do Desporto!!!
Com muitos anos ligados ao desporto na cidade de Rio Maior, è com enorme tristeza que vejo algumas coisas estranhas numa Cidade que se intitula com ‘’Cidade do Desporto’’. Tendo a perfeita noção das dificuldades económicas existentes no nosso país, e por consequência na nossa cidade.
O Rio Maior Basket, è um projecto que procura revitalizar o basquetebol na Cidade, depois de alguns projectos que acabaram por terminar, derivado a algumas situações mal geridas nos clubes onde existiu o basquetebol.
Durante a primeira temporada (2005/2006), o clube conseguiu ter duas equipas de seniores, uma masculina e outra feminina a participar nos campeonatos Nacionais da categoria. Tendo como únicos apoios por parte da Câmara Municipal a disponibilização de transportes para as deslocações nos jogos na condição de visitante, e instalações para os treinos e jogos na cidade de Rio Maior.
Com a entrada da segunda temporada (2006/2007), o Rio Maior Basket inscreveu 6 equipas na Federação Portuguesa de Basquetebol, com todas estas equipas o clube têm inscritos cerca de 80 atletas. Contando assim com os escalões de minibasquetebol, iniciados femininos e masculinos, juniores masculinos, seniores femininos e masculinos. Com tudo isto aumentaram assim os encargos correspondentes para a manutenção de todas estas equipas nos respectivos campeonatos.
Para fazer face a todos estes encargos, a comissão administrativa apresentou um projecto a Câmara Municipal de Rio Maior em Março de 2006, para exploração da imagem do Pavilhão Polidesportivo e organização dos Programas Pós Curriculares para os alunos do 1° ciclo da Cidade, tentando assim ser auto-suficiente em termos financeiros, abdicando assim dos normais subsídios camarários. Solicitando contudo os espaços e transportes para o normal funcionamento das equipas. Com espanto a Comissão Administrativa foi contactada por parte dos responsáveis pelo departamento de desporto da Câmara a dizer que o projecto não seria aprovado e que tinha que seguir os normais passos para atribuição de subsídios. Dada a conjuntura económica da Câmara esse mesmo subsídio foi um valor algo baixo para o funcionamento de um clube, e só chegou em Dezembro. Ficando assim o apoio por parte da Câmara, nesse subsídio, cedência de instalações para treinos e jogos, e transportes para alguns jogos dos escalões de Seniores.
Em Janeiro 2007 o clube è contactado telefonicamente por parte dos serviços camarários, contacto esse com o objectivo de comunicar que não mais havia cedência de transportes por parte da Câmara, situação que era para todos os clubes e associações do Concelho. Mas a comissão administrativa do clube têm conhecimento que alguns clubes continuam a utilizar os transportes cedidos pela Câmara. Também neste mês, foi solicitado junto da Desmor para se ligar o aquecimento, para um jogo que se realizou para a Taça de Portugal, este pedido foi negado por dificuldades económicas.
Em Fevereiro de 07, chegou um comunicado a dizer que dadas as condições económicas da Desmor, não se podiam realizar treinos com menos de 7 elementos. Esquecendo-se que no basquetebol os planteis têm em norma 10 a 14 elementos, e que a maioria das situações de treino resumem-se em situações de 3 contra 3. Não esquecendo que foi utilizado o mesmo critério para todas as modalidades que treinam dentro dos Pavilhões. Também vimos a partir desse mesmo comunicado os treinos passarem a efectuarem-se com iluminação reduzida.
Face a todas estas dificuldades, tem sido com a ajuda preciosíssima por parte dos pais dos atletas dos escalões de formação, que tem sido possível a estes manterem-se em competição. Nos escalões de seniores, tem sido com esforço conjunto entre técnicos e atletas que è possível as deslocações para os jogos a realizar fora da nossa cidade.
Mas como ainda não haviam problemas suficientes para as equipas de seniores poderem competirem, ainda se junta agora o problema do Pavilhão Polidesportivo não ter condições para se efectuarem jogos, e como consequência o clube vê-se forçado a procurar outras soluções para realização dos mesmos. Este fim-de-semana os jogos realizaram-se no pavilhão Gimnodesportivo, pavilhão este que para se efectuarem jogos tem pouquíssimas condições para a realização dos mesmos.
Com todas estas vicissitudes particulares existentes na dita ‘’Cidade do Desporto’’, um clube que procura dignificar o bom-nome da nossa Cidade e dar uma boa formação para as populações jovens do nosso concelho, vê-se assim privado das condições mínimas para o seu bom funcionamento.
Mas como todos sabemos, na dita ‘’Cidade do Desporto’’, todos os que vierem de fora e pedirem para poderem usufruir dos espaços existentes na Cidade, tudo lhe è imediatamente posto à ordem, nem que por isso tenha que se prejudicar quem pratica desporto na nossa Cidade.
Face a tudo isto, não seria mais fácil apoiar todos os Clubes que pretendam ter projectos credíveis para se poderem implementar no Desporto Nacional, baseados em formação desportiva da gentes jovens do nosso Concelho. Em vez de se patrocinar eventos e clubes que pouco ou nada dinamizam a nossa Cidade no panorama desportivo Nacional. "
Eu já tirei as minhas ilações... Tire também as suas!

Domingo, Fevereiro 18, 2007

FRIMOR I


Tenho a sensação, ano após ano, que a FRIMOR tenta mas não consegue livrar-se de espartilhos e duma programação-matriz "à mão" e por tal fácil de programar e de executar.
Rareiam rupturas, quase não existem criatividades motivantes, não se conhecem pensamentos profundos nem se usufruem decisões acertadas.
Poucos meses antes "do" 1 de Setembro a Câmara fala com pessoas, com associações, aceita algumas propostas, alguém dá uma ou mais entrevistas e o resultado destas e do evento é outro-tanto e o mesmo do certame anterior...
O labor dos intervenientes na montagem e direcção é evidente, mas trocá-lo-ia percentualmente por uma inovadora e cativante FRIMOR.
Falta de imaginação. Evidente. Laxismo. Também e notório.
Não basta um recente pavilhão. É preciso vivificá-lo com uma imagem forte, marcante, com conteúdos exaltantes. Para retornos sociais, culturais e comerciais no ano seguinte.

Do aparato visual e operacionalidade de dezenas de toldos iguais, extrai-se a necessidade e o bom-senso. Não basta exibir, premiar e vender cebola. Esse ícone, esse temporário "ex-líbris" tem de ser mais e melhor Enaltecido, comercialmente recolocado na região e no país. Precisa de eficaz marketing. No pavilhão, faltam conteúdos históricos, sociológicos, culturais.

Há uns anos, especialmente para a Feira de Setembro, a Câmara, porque sem imaginação para pegar a sério na raiz do problema - Feira, entendeu "reconstituir historicamente","a vida" ao tempo de D. Miguel. Como eu previ, esse tipo de evento estava condenado a três-quatro "evocações". Por falta de História, de espaço urbano igualmente histórico-cenográfico, por adulterações e outras diversificadas inconsistências... Valeu, porém, uma (insustentada) intenção e o compreensível esforço.

Teria sido mais útil, oportuna e consentânea a reconstituição e reintrodução na cidade, de épocas caracterizantes da antiga "Feira de Setembro". Espaços não faltam. O centro da cidade seria redescoberto e conhecido, visitado, vivificado, recordado e possivelmente apetecido por forasteiros. O comércio agradeceria.
A FRIMOR, integrada, o pavilhão e espaços limítrofes ficariam para outras mostras: indústria, turismo, comércio, desporto, economia, cultura, associações, freguesias, outros serviços e agricultura devidamente exibidas. Hoje, teríamos uma "antiga", renovada e identitária Feira.
Criando um "corredor" feirante, exibicional, turístico e cultural desde a Rua Dr. Francisco Barbosa e Casa de D. Miguel até ao pavilhão, ou vice-versa. Como "dantes".
"A Feira" tem de voltar a ser reanimada, trabalhada e orientada por um grupo de cidadãos. Este modelo de feira montada e accionada pela Câmara não serve!
Não exalta nem projecta o Concelho!
Senhores autarcas, se quiserem, chamem e apoiem essas pessoas. Trabalhem talentosamente com as associações. Mas muito sinceramente duvido que queiram. E deixem de partidarizar tudo e (quase) todos.

(continua)

Domingo, Fevereiro 11, 2007

Resultado Final: SIM

E neste final de noite de domingo soube-se que o sim ganhou no referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.


Longe de mim, ao contrário de outros, bradar vitória, saltar pular e aplaudir. Porque este é um referendo sobre uma questão moral, de decisão individual, e não nos podemos esquecer do elevado nº de votantes do não.

Resta-nos agora esperar pela regulamentação a ser imposta pelo poder legislativo, a aprovar brevemente na Assembleia da Républica, e devemos ter a consciência que esta decisão será geradora de uma mudança social no nosso Portugal.

Para quem quiser consultar aqui deixo os resultados do referendo no concelho de Rio Maior.

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

MINA DO ESPADANAL E BIBLIOTECA


Lidos os comentários sobre o meu post "Salvem a Mina", vamos a mais alguns factos:

À Câmara compete decidir o que quer fazer da Mina. Urgentemente.
Se a vende e por que preço, ou troca, porquê e com quem. Ainda, se a deixa ao abandono. Ou, como tem acontecido, dela não se lembrará nos próximos tempos. Quer a venda, troque, abandone ou esqueça, há uma questão fulcral - quando e até quando.

Eu, não hesitaria: angariaria o dinheiro necessário (não é difícil, depende da imaginação, conhecimentos e vontade) para a restaurar, manter e reprojectar com outras funções. Obviamente que para recolher esses apoios a Câmara terá de possuir um discurso determinado e consubstanciado que suporte um (inexistente?!) projecto. Mas a Câmara não tem urgência nem projecto.

Nesse local poderá ser instalado por exemplo um complexo cultural polivalente: Arquivo e Museu Municipal, salas para exposições, anfiteatro, História da Mina, amplo jardim com zonas pedonal e de lazer... Só temo que para a História da Mina e do Concelho não existam documentos suficientes, tal o laxismo durante décadas. Daí, o meu antigo artigo "Escrever a História", neste blog, alertando para o facto de ninguém estar a "recolher" o Passado e o Presente do Concelho.

Para "A Mina", sei que um ex-vereador teve rara visão e projecto. Lamenta-se que tivesse renunciado ao cargo. O "caso Mina" é um entre tantos, no país, governado por ministros ou autarcas incompetentes, sem "rasgos", temerosos nas necessárias rupturas sociais, ambientais e culturais.
Caro leitor: já leu o site "Rio Maior" e enviou o seu apoio?

Não resisto recordar e a propósito: Aquele edifício, passe as proporções e localizações, faz-me lembrar um outro, mas em Londres, e que hoje é tão-só a Tate Modern! Também uma antiga (e muito maior) "factory", recuperada e hoje "centro" da arte contemporânea mundial!

Por óbvio, ninguém sensato, quer fazer da Mina um centro de arte nacional e competitivo, mas pode, repito, possuir áreas polivalentes também para a contemporaneidade.
Em 1978, fui um dos 10 artistas portugueses convidados para a I Bienal de Arte de Cerveira. Chegámos à vila que mais parecia uma aldeia semi-deserta, com população desconfiada perante os artistas e muitos dos meus amigos chegaram a esboçar regressos a Lisboa e ao Porto. Mas ficaram. E hoje, após tantas bienais, Cerveira transformou-se - e de que maneira! - devido à arte. Caso único no país: a Cultura fez evoluir uma vila e colocá-la numa obrigatória rota turística, económica e cultural...
Rio Maior nunca será Londres nem Cerveira, mas tem que se distinguir e impor para além da "cidade do desporto". Atenção às gerações!...

Um comentador ao meu anterior post colocou a seguinte questão: será que os membros da Comissão Para a Defesa do Património têm interesses pessoais na zona? E acrescenta: "se não tivessem, não fariam parte da Comissão concerteza, pois os interesses financeiros estão sempre acima de qualquer património, cultura ou país". Eu compreendo a sua apreensão, face ao que infelizmente se passa neste país.

Meu caro, esclareço desde já: fui recentemente convidado para a CPDP e aceitei, no passado dia 01 de Fevereiro. Não tenho um milímetro de terra nessa zona para vender. Nem vou comprar para transaccionar mais tarde, como por exemplo alguém tem feito na zona da Ota... Aceitei, tão-só porque quero e poderei ser útil ao desenvolvimento da cidade e do Concelho.

Quanto à Biblioteca Municipal:"Assim" abrirá as portas nos horários normais e extraordinários, enquanto houver dinheiro, tolerância(!) para a sua existência e alguma "carolice".
De facto, e por o que me têm contado, necessita doutra dinâmica e dum outro "olhar"-entendimento da autarquia para com esse preciosíssimo bem comunitário.

A "oposição" actualmente eleita fará o que a soma do seu grau cultural e cívico lhe exigir para não ficar calada nem quieta. Ou seja, pouco, também e reconheça-se, porque manietada por uma (frágil) maioria partidária institucionalizada nos centros de decisão concelhios e vigilante sobre eventuais pré-rupturas e pensamentos próprios dos cidadãos ou associações.
Melhores dias virão! - mas para que isso aconteça, as populações têm que pensar muito mais nos seus interesses do que nos interesses doutros...
Escolhendo "mudança"! Exigindo Desenvolvimento, Conhecimento e Cultura!

Recordo-me bem que em 2001, o Sr. Presidente da Câmara anunciou numa entrevista ao "Região", que a partir do anterior mandato, o Concelho passaria do "betão" para a fase do intelecto! As populações esperam usufruir regular e metodicamente, dessa promessa, sublinho, por cumprir.
Passados três meses sobre a sua inauguração, a Casa da Cultura continua encerrada. A Câmara nada explica nem anuncia. E os deputados e vereadores da oposição não são capazes de fazer agendar tão premente e preocupante caso? E as rádios e o jornal locais não pesquisam nem indagam ? E os cidadãos não perguntam e calam-se?

Domingo, Fevereiro 04, 2007

Referendo de 11 de Fevereiro

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

Esta é a questão sobre a qual os portugueses são chamados a pronunciar-se no referendo do próximo dia 11. Uma pergunta que parece simples mas que esconde um mundo de outras questões bem mais complexas.

Na base deste referendo está, ou deveria estar apenas, uma alteração ao Código Penal, artº 142, que descriminaliza a prática de aborto por parte das mulheres até ás 10 semanas. Mas eis que depois se lança para a fogueira da opinião pública o direito à vida, o conceito de vida, a expressão de interesses de confissões religiosas, etc...

Desde já confesso que respondo SIM a esta questão porque penso que as mulheres não devem ver criminalizada uma situação que para elas será sempre violenta. Não acredito que nenhuma mulher tome de ânimo leve a decisão de recorrer a este método e não acredito que, mesmo com o melhor dos acompanhamentos médicos, ele não lhe deixe marcas psicológicas que a acompanham ao longo da vida.

Mas o que me preocupa é o que não está em discussão neste referendo: a Educação Sexual nas escolas que é inexistente, o aconselhamento e planeamento familiar que não funciona, os incentivos ao aumento da taxa de natalidade, etc... Talvez os fundos investidos nesta campanha de referendo fossem muito melhor investidos nestas áreas pois com uma melhor formação o recurso ao aborto seria substancialmente reduzido.

A Organização Mundial de Saúde defende que: “Os governos têm de avaliar o impacto dos abortos inseguros, reduzir a necessidade de abortar e proporcionar serviços de planeamento familiar alargados e de qualidade, deverão enquadrar as leis e políticas sobre o aborto tendo por base um compromisso com a saúde das mulheres e com o seu bem-estar e não com base nos códigos criminais e em medidas punitivas. (...) As mulheres que desejam por termo à gravidez deverão ter um pronto acesso a informação fidedigna, aconselhamento não-directivo e em paralelo, devem ser prestados serviços para a prevenção de uma gravidez indesejada assim como a resolução e reposta face a possíveis complicações”

Esperemos que, qualquer que seja o sentido da votação do próximo dia 11, muito se evolua neste dominio nos próximos anos no nosso país. Estamos aqui, como em muito outros sectores, a anos-luz dos nossos parceiros comunitários.

A todos só peço uma coisa: Quer votem Sim ou Não, Votem! Não fiquem em casa e expressem nas urnas os vossos sentimentos.

Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

Salvar a Mina


O Grupo de Estudos Riomaiorenses (GER) tem um muito bom site na internet: "Rio Maior".
Nele, encontramos praticamente todo o património histórico edificado no Concelho.
Dinamizado pelo arquitecto Nuno Alexandre Rocha, o GER formou recentemente a Comissão Para a Defesa do Património, da qual fazem parte Nuno A. Rocha, António Feliciano Jr., Eva Neves, João A. Calado da Maia, João de Castro, José da Silva Pulquério e Manuel Sequeira Nobre. Significativa, a presença de três ex-presidentes da Câmara.

Ora, a Comissão Para a Defesa do Património (CPDP) está neste momento a recolher assinaturas para a Petição para a Classificação do Património Mineiro Riomaiorense, que será oportunamente enviada à Câmara Municipal, de quem se espera medidas adequadas de modo a salvar "A Mina" e legá-la às gerações futuras para fins, por que não, culturais?
Que muito bem serviria para um Centro Cultural polivalente (também com a História da Mina, se recuperável) e nele inserido o tão urgente Museu e Arquivo Municipal!!!
Que útil, um excelente Parque/Jardim à volta!
"A Mina", realce-se, é Património de Interesse Municipal (IPPAR, 05 de Julho de 2006).
"A Mina", note-se, está inventariada pela Ordem dos Arquitectos no Inquérito à Arquitectura em Portugal no Séc. XX.
"A Mina", orgulhamo-nos, está na base de dados da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

"A Mina" pode desaparecer, dado que os seus espaços e área adjacente, estão à venda. Pelo município. Um dia, talvez no lugar do raro património que nos resta e identifica, se erga um enorme armazém ou ou hiper-mercado. Tudo é possível – o dinheiro manda, os senhores autarcas nem sequer vacilam e a História fenece.

"A Mina", ou melhor, o Complexo da Mina do Espadanal, tem que ser salvo, recuperado e entregue aos munícipes!
Mesmo que tivéssemos muitos e bons monumentos (infelizmente não existem), "A Mina", pela sua História e extraordinária área edificada, teria de permanecer "entre os seus".

Caro conterrâneo, passa por si um outro futuro. Saia da inércia. Consulte "Rio Maior" na internet, leia a Petição e...se assim entender, envie o seu apoio. O meu já lá está.

Um apelo pessoal aos senhores presidente e vereadores: "vasculhem" os meios necessários, porque eles existem; contactem com as pessoas entendidas no caso; interessem-se (de vez em quando) pelo Património, pela Cultura, pelo Futuro salvaguardando o Passado.