Quarta-feira, Maio 23, 2007

Rio Maior pode fechar...

O presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Silvino Sequeira, garantiu ontem que quando o clube (UDRM) liquidar a dívida de 23 mil euros às finanças os subsídios camarários - cerca de 50 mil euros - serão pagos.
O Rio Maior está mergulhado num vazio directivo, já que o presidente Saturnino Esperto não se recandidata às eleições deste mês e não há listas para nova Direcção. O dirigente, que assumiu a liderança há três anos, já afirmou que o "o clube deve fechar portas para o ano", uma possibilidade que Silvino Sequeira admitiu. "Rio Maior é a cidade do desporto devido ao ensino superior e não do clube de futebol ou basquetebol", preconizou o autarca.

in A BOLA, 23/05/2007


O clube tem dividas às finanças e a Câmara só pagará depois da sua liquidação: Certo.


Os clubes devem viver apenas dos seus rendimentos e não da subsidiodependência: Certo.


Mas a frase "Rio Maior é a cidade do desporto devido ao ensino superior e não do clube de futebol ou basquetebol" esta deixo sem comentários...
Eu ficaria ofendido se fosse praticante desportivo nesta cidade ou, melhor dizendo, como ex-praticante desportivo sinto-me ofendido por todos aqueles carolas que ajudaram a desenvolver o desporto nesta cidade e que hoje são esquecidos (Adelino Figueiredo Lima, Prof. Amilcar Andrade, Joaquim Faria Ribeiro, José Pedro Inês Canadas, Fernando Casimiro Pereira da Silva, António José Agostinho Aguiar (Chanita), Henrique de Oliveira, Albino Aguiar, Américo Sequeira, Avelino Martins, Manuel Lopes Faustino, Diamantino e Jorge Madeira, Rui Pimpão Pinto, António Quevedo, Vitor Romão, Manuel Tavares Lopes, entre muitos outros).

Para uma cidade que acordou para os olhares mundiais do desporto graças ao atletismo e a uma certa medalha obtida no ano de 1990 em Plovid, Bulgária, parece que nem esta modalidade entra agora nas contas do autarca.



PS: São fracas as memórias do ex-presidente da Assembleia Geral de um certo clube... ou então só se reavivam quando delas se pode tirar algum proveito.

6 Comments:

At Quinta-feira, 24 Maio, 2007, Anonymous Pedro Pinheiro said...

Partindo do princípio que as afirmações do Sr. Presidente não estão descontextualizadas, penso que será mais um "piscar de olhos" à comunidade representativa da ESDRM.

Quanto à suposta ofensa para os clubes, associações, atletas, treinadores e dirigentes, nada que me surpreenda vindo do meio político. Não há problema: venha de lá mais uma medalha, um clube famoso, uma selecção ou uma delegação de visita ao complexo desportivo e teremos de novo a "Cidade do Desporto" reabilitada. Bem pelo menos nas fotografias para a comunicação social convém que assim seja.

Tanto o próprio Presidente, como muitas outras pessoas, as leigas e as supostamente entendidas na matéria, ainda não perceberam nem querem perceber o significado e as diferenças entre Desporto, Exercício Físico e Actividade Física. Parece que é tudo o mesmo. Mas não é! E esse é um dos principais motivos pelo qual Rio Maior não é referência em termos de índices de prática desportiva. E querem que acreditemos que o nosso concelho é uma referência em termos de instalações desportivas. Não é nem, nunca será! De facto, temos um complexo desportivo em quer boa parte das instalações têm qualidade, mas nada disto foi pensado e planeado de raiz. Pelo contrário, foi crescendo à medida que chegavam apoios comunitários e estatais e hoje temos um complexo desportivo municipal desequilibrado, com poucos lugares de estacionamento, sem espaços suficientes e adequados para circular a pé em zonas pedonais com árvores, relva e mobiliário urbano adequado e, mais grave, nem de perto nem de longe, as receitas obtidas permitem fazer face às despesas com a manutenção, não sendo de estranhar recentes polémicas com a iluminação artificial dos pavilhões, o piso do pavilhão polidesportivo e o aspecto exterior do mesmo, a vedação do campo relvado junto à Ribeira de S. Gregório, e o acesso pedonal às piscinas junto à EBI Marinhas do Sal.

Mas não há problema, basta o Paulo Sousa ou outro "amigo" fazer o favor de escrever mais uma crónica altamente elogiosa ao nosso complexo desportivo e tudo estará bem.

Por isso, esqueçam o que eu aqui escrevi. São só delírios de quem conhece, no terreno, a evolução do DESPORTO em Rio Maior desde 1986.

Bons treinos,

Pedro Pinheiro

 
At Sexta-feira, 25 Maio, 2007, Anonymous Anónimo said...

O caro Presidente da Autarquia não tem memória fraca, tem é memória selectiva...

 
At Sábado, 26 Maio, 2007, Anonymous Anónimo said...

Caro Vasco

Aceito os considerandos relativos à importância que essas pessoas tiveram no desenvolvimento do desporto. Não podem, nem devem nunca ser esquecidas, são a nossa história.
Mas também concordará que a actualidade do desporto já exige outro tipo de intervenientes, com o devido respeito.
A chegada de Neil Amestrong à Lua foi de facto um passo importante para a humanidade. Mas actualmente o que interessa é a ida a Marte. E isso exige novos conhecimentos, novas tecnologias, enfim.. outros recursos.

Esta é a minha opinião

 
At Domingo, 27 Maio, 2007, Blogger Vasco Tavares said...

Concerteza meu caro... Até porque o tempo dos chamados "carolas" no desporto já teve os seus dias. Hoje os clubes exigem dirigentes com preparação e formação porque as responsabilidades que se assumem hoje em dia não são compativeis com uma gestão em cima do joelho.
Eu sou daqueles que afirma que os clubes não podem viver acima das suas possibilidades económicas, pois isso significará sempre a breve prazo a sua asfixia e morte. Também sou daqueles que são contra a subsidiodependência. Eu não quero que o meu clube receba subsidios embora possa considerar aceitável que, por intermédio de um protocolo, o clube seja ressarcido das despesas inerentes a determinadas funções sociais em que se substitui ao estado (na promoção da actividade física por exemplo).
Mas meu caro pra chegarmos a Marte é preciso também que seja o Estado, via Governo e Autarquias, a dar o exemplo. Todas as transferências de verbas devem ser transparentes e limpas, protocoladas com exigência de resultados.
Na actual situação da União Desportiva de Rio Maior a CMRM tem muita responsabilidade. Sempre deu sem exigir resultados, sem fiscalizar. Todos nós sabemos que as verbas transferidas eram destinadas ao "apoio ao futebol de formação" e também sabemos que a esse pouco chegava.
Afinal quanto dos 72.000€ recebidos pela UDRM no ano de 2006 foram investidos na equipa de juniores que acabou por conseguir subir ao 2º escalão nacional??

Mas a verdadeira razão para a situação financeira dos clubes de Rio Maior tem origem numa outra causa também: A casmurra "aposta no desporto" que cegou os responsáveis autárquicos nos últimos 20 anos para uma realidade concelhia, um tecido empresarial e económico débil, que não produz liquidez suficiente para alimentar os clubes desportivos.

É curioso constatar que só com Ota o Dr. Silvino Sequeira pareça ter acordado para a importância do estimulo à fixação de empresas e quadros no concelho.

 
At Terça-feira, 29 Maio, 2007, Anonymous Anónimo said...

isto tá bnito...
então onde estão os comments que não aparecem nos devidos posts???
censura!!!!
fica-lhes mal... paciêcia
(só digo isto pq alguns dos meus comentários não aparecem, e não contém linguagem desapropriada, só algumas verdades... ou não)
Qto ao desporto, penso que está na altura de repensar o futebol no concelho, o UDRM é parecido com o Benfica e Porto, e o que se quer em rio maior é um Sporting, ou seja apostar nos nossos jovens que tantas alegrias nos dão e deixar de apostar em jogadores que nada tem a ver com o concelho, isto para que nós tenhamos vontade de novamente ir ver o "nosso" União.`
Á uns anos estavamos na 2ª divisão mas tinhamos lá riomaiorenses, tinhamos homens do concelho que nos faziam ir ao estádio pq eram uma referência... eu por mim falo
um abraço (espero que publiquem)

 
At Quinta-feira, 27 Setembro, 2007, Anonymous Anónimo said...

nao fechou rio maior....mas fechou o blog pelo que parece..
ehehehe

 

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