Quem que a Mina?

"O Mirante", jornal da Chamusca, de 04 de Abril, revela o futuro incerto da Mina de Rio Maior.
(ver site deste jornal, ou blog "Rio Maior")
O Sr. presidente Silvino, "esclareceu que já foram equacionadas algumas situações mas ainda não há uma decisão definitiva."
Não divulgou que "situações".
A Mina, ou seja, todo o couto mineiro num total de 11 hectares, foi adquirido pela câmara em 1999. Comprou, "paralisou-o" como propriedade dos munícipes e post oito anos, quando se pensava que a imaginação, o dever de preservar e relevar a História, catapultar entusiasmos e vivências futuras surgiriam, eis que até hoje não sabe o que dele fazer, nele instalar, projectar algo de útil à sociedade. Espera-se que os vereadores, membros da Assembleia Municipal e munícipes, estejam atentos, expectantes, inquietos e actuantes.
O jornal, adianta que «a venda de terrenos foi incluída no orçamento municipal para 2007 e nos últimos tempos foi discutida a sua venda à cadeia de hipermercados E. Leclerc, que ali pretendia instalar uma superfície comercial e um parque de estacionamento para 400 lugares. O autarca refere que essa "foi apenas uma das hipóteses"».
Acresce que o executivo camarário entende que a área contígua ou imediatamente envolvente é indispensável para novo parque automóvel...
Fica também garantido pelo presidente "que qualquer solução terá de ter em conta a preservação do património histórico, nomeadamente as grandes referências que são a chaminé e a entrada da mina." Nada mais para o Sr. presidente: só(!?) a chaminé e a entrada como referências!?
E elucida: "a preservação histórica não pode no entanto impedir outros investimentos na zona." Ora aqui está uma frase (mais uma) inquietante, porque pode e deve ser interpretada pela sua aparente vacuidade e...ambiguidade. Simples, e na mouche! - a "chaminé da Mina" já treme...
Nesse espaço, repito, se houvesse vontade, discernimento e capacidades dos autarcas, poderia ser instalado o Arquivo e Museu Municipal, Áreas de Lazer e para Exposições Temporárias, Complexo Cultural Polivalente, História da Mina e da Geologia do Concelho, Pólo para a Juventude, etc, etc. Silvino não sabe(?) o que fazer com esta "marca" e património histórico do Concelho. Na senda das há muito paradas investigações arqueológicas (Villa Romana, Capela, etc.), temo que o ex-professor secundário de História deixe correr o tempo...até à decisão final, tipo: a Mina custou X, a câmara vendeu-a por muito mais, o município ficou a ganhar. Pura economia de mercado dos tempos devoradores que correm - o facilitismo. Sem pudor.
Uma MEMÓRIA do Concelho assim transaccionada. Sem dó nem piedade.
Estranha-se que o Sr. presidente (pela permanente ausência da Srª vereadora da cultura para as mega-"matérias"), não proporcione um esclarecimento à população através, por exemplo, dos jornais locais. Mais estranha, a passividade dos autarcas da "oposição".
Não creio que o espaço da Mina seja adquirido por qualquer grande cadeia de hipermercados. Nem quero sonhar que um conhecido especulador-construtor imobiliário compre todo o espaço, nele edifique andares, jardins, parque automóvel, e...deixe "como memória" para os habitantes do Concelho a chaminé e a entrada como "fachada". Seria um pesadelo. Ou...uma realidade a prazo? Ou...uma realidade a prazo.
Estou já bastante expectante por saber quem vai adquirir, construir e... gerir ! - parece que a partir de 2009 o desemprego vai aumentar, e um (ou mais um) emprego e novo estatuto social...
(A hipotética construção do aeroporto na Ota, "levaria" para Rio Maior centenas de novos residentes, segundo alguém prevê.)
Entretanto, se o leitor quiser juntar a sua assinatura às de centenas de riomaiorenses que já assinaram a Petição para a Salvação da Mina, faça-o a partir do blog "Rio Maior" - Comissão para o Estudo, Defesa e Valorização do Património Cultural e Natural do Concelho de Rio Maior. Acredita-se na possibilidade de travar a venda desse património a particulares. O Futuro passa (também) por si.
Fazem parte desta Comissão: António Feliciano Jr., João Afonso Calado da Maia, João de Castro, Manuel Nobre, Nuno Alexandre Rocha, entre outros riomaiorenses.
(ver site deste jornal, ou blog "Rio Maior")
O Sr. presidente Silvino, "esclareceu que já foram equacionadas algumas situações mas ainda não há uma decisão definitiva."
Não divulgou que "situações".
A Mina, ou seja, todo o couto mineiro num total de 11 hectares, foi adquirido pela câmara em 1999. Comprou, "paralisou-o" como propriedade dos munícipes e post oito anos, quando se pensava que a imaginação, o dever de preservar e relevar a História, catapultar entusiasmos e vivências futuras surgiriam, eis que até hoje não sabe o que dele fazer, nele instalar, projectar algo de útil à sociedade. Espera-se que os vereadores, membros da Assembleia Municipal e munícipes, estejam atentos, expectantes, inquietos e actuantes.
O jornal, adianta que «a venda de terrenos foi incluída no orçamento municipal para 2007 e nos últimos tempos foi discutida a sua venda à cadeia de hipermercados E. Leclerc, que ali pretendia instalar uma superfície comercial e um parque de estacionamento para 400 lugares. O autarca refere que essa "foi apenas uma das hipóteses"».
Acresce que o executivo camarário entende que a área contígua ou imediatamente envolvente é indispensável para novo parque automóvel...
Fica também garantido pelo presidente "que qualquer solução terá de ter em conta a preservação do património histórico, nomeadamente as grandes referências que são a chaminé e a entrada da mina." Nada mais para o Sr. presidente: só(!?) a chaminé e a entrada como referências!?
E elucida: "a preservação histórica não pode no entanto impedir outros investimentos na zona." Ora aqui está uma frase (mais uma) inquietante, porque pode e deve ser interpretada pela sua aparente vacuidade e...ambiguidade. Simples, e na mouche! - a "chaminé da Mina" já treme...
Nesse espaço, repito, se houvesse vontade, discernimento e capacidades dos autarcas, poderia ser instalado o Arquivo e Museu Municipal, Áreas de Lazer e para Exposições Temporárias, Complexo Cultural Polivalente, História da Mina e da Geologia do Concelho, Pólo para a Juventude, etc, etc. Silvino não sabe(?) o que fazer com esta "marca" e património histórico do Concelho. Na senda das há muito paradas investigações arqueológicas (Villa Romana, Capela, etc.), temo que o ex-professor secundário de História deixe correr o tempo...até à decisão final, tipo: a Mina custou X, a câmara vendeu-a por muito mais, o município ficou a ganhar. Pura economia de mercado dos tempos devoradores que correm - o facilitismo. Sem pudor.
Uma MEMÓRIA do Concelho assim transaccionada. Sem dó nem piedade.
Estranha-se que o Sr. presidente (pela permanente ausência da Srª vereadora da cultura para as mega-"matérias"), não proporcione um esclarecimento à população através, por exemplo, dos jornais locais. Mais estranha, a passividade dos autarcas da "oposição".
Não creio que o espaço da Mina seja adquirido por qualquer grande cadeia de hipermercados. Nem quero sonhar que um conhecido especulador-construtor imobiliário compre todo o espaço, nele edifique andares, jardins, parque automóvel, e...deixe "como memória" para os habitantes do Concelho a chaminé e a entrada como "fachada". Seria um pesadelo. Ou...uma realidade a prazo? Ou...uma realidade a prazo.
Estou já bastante expectante por saber quem vai adquirir, construir e... gerir ! - parece que a partir de 2009 o desemprego vai aumentar, e um (ou mais um) emprego e novo estatuto social...
(A hipotética construção do aeroporto na Ota, "levaria" para Rio Maior centenas de novos residentes, segundo alguém prevê.)
Entretanto, se o leitor quiser juntar a sua assinatura às de centenas de riomaiorenses que já assinaram a Petição para a Salvação da Mina, faça-o a partir do blog "Rio Maior" - Comissão para o Estudo, Defesa e Valorização do Património Cultural e Natural do Concelho de Rio Maior. Acredita-se na possibilidade de travar a venda desse património a particulares. O Futuro passa (também) por si.
Fazem parte desta Comissão: António Feliciano Jr., João Afonso Calado da Maia, João de Castro, Manuel Nobre, Nuno Alexandre Rocha, entre outros riomaiorenses.

3 Comments:
Referir um ponto que também consta do artigo do "Mirante" e que me parece igualmente importante.
Diz Silvino Sequeira que os serviços do municipio realizaram um levantamento das obras indispensáveis para a limpeza e visita em segurança da zona da Fábrica de Briquetes e Boca da Mina, estudos que terão concluido que seria necessário um investimento de cerca de 2 milhões de euros para essa operação.
Ora tantas vezes foi discutido publicamente este assunto nos últimos tempos, inclusivamente na última Assembleia Municipal, e nunca este estudo foi mencionado??
Que obras inclui, quais os custos associados a cada uma, a orcamentação é real ou puramente empirica??
A bem da transparência porque não divulga a Câmara Municipal os dados deste estudo? Será que os vereadores da oposição o conhecem? Não deveriam os deputados municipais conhecer o estudo também? E porque não o comum riomaiorense interessado no futuro da sua terra. Bastava para tal que este, como muitos outros documentos, estivesse disponível no site do municipio.
Mas enfim, lá chegará o tempo em que não será preciso pedir....
É de lamentar que esta questão relacionada com a venda do complexo mineiro tenha agravado, para pior, as relações institucionais entre Junta de Freguesia de Rio Maior e Câmara Municipal. Tanto quanto sei, foi a JFRM que solicitou ao IPPAR que emitisse parecer sobre o interesse patrimonial deste complexo para futura classificação como património de interesse municipal. Esta decisão por parte de JFRM vei invalidar qualquer possivel negócio com a tal grande superficie o que foi alvo de grande discusão na última Assembleia Municipal com a Senhora da Junta mas o Presidente da CMRM não levou a melhor, porque contra factos não existem argumentos e a constituição da tal comissão de defesa e salvaguarda do património de RM veio reforçar a urgência em fazer uma uma pausa e: PENSAR RIO MAIOR.
então se é assim, parabéns à junta !!
que haja alguém com tino e visão estratégica para rio maior.
os actuais só vêm urbanizações e asfalto. Fazem hoje aquilo que vão desfazer amanhã. Como não pensam, como não planificam (ou o fazem em cima do joelho!!...), temos os lindos resultados qu temos ! A propósito: está preparada alguma comissão para comemorar o 1º ano de inauguração cine-teatro e do estacionamento ?
eu bem me parecia que a cultura que abunda nas tasquinhas era mais que suficiente para este atraso de concelho !
Tais gestores autarquicos, tais munícipes !!
Ó Manoel Barboza, fuja deste concelho a sete pés ! Olhe que isto não mastra mas mói !!!
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