FRIMOR II

Quem fizer uma análise comparada das programações dos certames transactos com o de 2006,fica rapidamente com a sensação de ser "sempre o mesmo".
Estagnou no modelo. Raramente evoluiu ou apresentou alternativas. Não cativa. E periga o futuro duma feira centenária.
Uma das soluções para erradicar de vez esse descomprometimento organizativo, será pensar-estruturar o evento meses antes de Setembro, por exemplo a partir de Maio. Criando grupos específicos: estratégia, marketing, montagem, direcção. A Associação Comercial e Industrial poderá desempenhar essa função organizativa, em conjugação com a Câmara.
Deve-se aproveitar eficazmente, durante sete-oito dias, a excepcional localização geo-estratégica do Concelho, chamando a si (muitas mais) pessoas, potenciais investidores e comerciantes "de fora".
Proximamente, ocorrerão as Tasquinhas: este certame, meritório pela excepcional quantidade de visitantes e de consumidores, tem de se manter, mas a Câmara não deve privilegiá-lo em detrimento duma FRIMOR, este sim, o momento adequado para mostrar o "cartão de visita" da vida concelhia. Se houver talento, imaginação, trabalho e vontades, estes dois acontecimentos anuais podem complementar-se. Assim sendo, muito ajudarão o comércio, a indústria, o turismo possível e...o complexo desportivo.
Pertenço a uma geração de riomaiorenses residentes "fora" do concelho, para quem "o 1 de Setembro" estaria reservado com uma quase obrigatória ida "à Feira de Setembro". Hoje é diferente. A mesma e outras gerações estão-lhe indiferentes ou preferem outras rotas, outros eventos. Culpa, da estagnação da Feira.
Também fiz parte do grupo "de" Alfeu Gonçalves Marques, Amândio Rodrigues de Sousa, António Feliciano Júnior, Manuel Granada, Américo Sequeira, Heitor Couto, João Lopes e outros riomaiorenses que criaram no início dos anos 70,a FRIMOR, não rompendo totalmente com o Passado. Foram muitos dias e esgotantes noites de árduo (e gratuito) trabalho, fugaz alimentação, preocupações crescentes, falta de recursos,"directas",etc. Mas tínhamos imaginação, discernimento, aventura, perseverança. Hoje, fica-se com a sensação que fartos ou razoáveis meios tolhem a imaginação(se a há),acomodam necessários esforços intelectuais(raros),suavizam e evaporam inovações...
Os tempos são outros, obviamente. Cabe à Câmara decidir por quanto tempo mais deseja manter a FRIMOR "ligada à máquina" concelhia.
Em que moldes. Com quem. Para quê?
Estagnou no modelo. Raramente evoluiu ou apresentou alternativas. Não cativa. E periga o futuro duma feira centenária.
Uma das soluções para erradicar de vez esse descomprometimento organizativo, será pensar-estruturar o evento meses antes de Setembro, por exemplo a partir de Maio. Criando grupos específicos: estratégia, marketing, montagem, direcção. A Associação Comercial e Industrial poderá desempenhar essa função organizativa, em conjugação com a Câmara.
Deve-se aproveitar eficazmente, durante sete-oito dias, a excepcional localização geo-estratégica do Concelho, chamando a si (muitas mais) pessoas, potenciais investidores e comerciantes "de fora".
Proximamente, ocorrerão as Tasquinhas: este certame, meritório pela excepcional quantidade de visitantes e de consumidores, tem de se manter, mas a Câmara não deve privilegiá-lo em detrimento duma FRIMOR, este sim, o momento adequado para mostrar o "cartão de visita" da vida concelhia. Se houver talento, imaginação, trabalho e vontades, estes dois acontecimentos anuais podem complementar-se. Assim sendo, muito ajudarão o comércio, a indústria, o turismo possível e...o complexo desportivo.
Pertenço a uma geração de riomaiorenses residentes "fora" do concelho, para quem "o 1 de Setembro" estaria reservado com uma quase obrigatória ida "à Feira de Setembro". Hoje é diferente. A mesma e outras gerações estão-lhe indiferentes ou preferem outras rotas, outros eventos. Culpa, da estagnação da Feira.
Também fiz parte do grupo "de" Alfeu Gonçalves Marques, Amândio Rodrigues de Sousa, António Feliciano Júnior, Manuel Granada, Américo Sequeira, Heitor Couto, João Lopes e outros riomaiorenses que criaram no início dos anos 70,a FRIMOR, não rompendo totalmente com o Passado. Foram muitos dias e esgotantes noites de árduo (e gratuito) trabalho, fugaz alimentação, preocupações crescentes, falta de recursos,"directas",etc. Mas tínhamos imaginação, discernimento, aventura, perseverança. Hoje, fica-se com a sensação que fartos ou razoáveis meios tolhem a imaginação(se a há),acomodam necessários esforços intelectuais(raros),suavizam e evaporam inovações...
Os tempos são outros, obviamente. Cabe à Câmara decidir por quanto tempo mais deseja manter a FRIMOR "ligada à máquina" concelhia.
Em que moldes. Com quem. Para quê?

6 Comments:
Caro Manoel Barbosa, desista...
não vê que agora já não só luta contra a Câmara Municipal mas tb contra o PSD Rio Maior. Não vê que Silvono Sequeira está no poder à mtos anos por tudo isto, é que do lado da oposição é assim, começam com um grande fôlego (por altura das eleições) e depois fazem como os outros, deixam tudo ao abandono.
Já não vale a pena andar a falar do abandono da Frimor, do abandono às Associações, o abandono da cultura, o abandono das instalações... porquê?????
Porque vc tb foi abandonado...
Sabe os senhores do PSD Rio Maior são como dizem os da televisão... "ele falam falam falam mas... nã fazem nada". Vejamos as ultimas eleições autárquicas, andavam por aí escondiditos, de repente sairam à rua (pq estavam em campanha) apareceram na biblioteca para fazerem figura no Jornal mais vendido do concelho, a apreciarem o "belo" trabalho do Prof. Feliciano (eles que por aqui disseram mal das suas exposições), mas lá estavam eles que nem o Paulinho das feiras, ganharam a Junta de Rio Maior, iupiiii ganhámos alguma coisa importante, então vamos mostrar trabalho, um blog... e... onde estão, onde está o entusiasmo. Esse é o problema do PSD RM, não dão a cara, não se mostram, nao se dão a conhecer, e depois como querem que o povão vote neles, ninguém os conhece, ninguém sabe do que eles são capazes. Acredito plenamente que o Rola com a atitude que tomou de não virar a cara e aceitar cargos, que ganhou mtos votos, pq aparece, dá a cara pelo concelho, fala às pessoas... e secalhar as pessoas já conhecem ou reconhecem os atributos que levaram o PSD RM a apostar nele pa presidente. As eleições conquistam-se nas freguesias...
Por isso, caro amigo Barbosa, os seus posts tem mta razão e qualidade, mas não perca mais tempo pq este Blog foi abandonado pelos seus criadores...
Um abraço... (um amigo)
Deixei aqui uma mensagem, mas como era desagradável por conter verdades, decidiram não a colocar, ela não tinha palavrões, apenas a minha opinião. Onde está o debate livre que tanto apelaram... Um abraço e adeus até nunca mais.
que tristeza tá este blog laranja e sem liberdade...
Meu caro Anónimo,
nem a sua mensagem é desagradável, nem (ainda que o fosse) seria mais desagradável que outras que aqui recebemos e prontamente publicámos.
Não há censura no Rio da Ponte, o que mais que pode haver é um ligeiro atraso em dias complicados para vir aqui actualizar os comentários. Para além das suas duas mensagens, estavam mais duas em espera.
Continue a escrever porque, mesmo que haja uma menor actividade dos outros bloggers, o empenho e as boas ideias do amigo Manoel Barbosa e as visitas dos comentadores justificam a existência de um Rio mais sereno mas nem por isso parado.
Prometo para breve uma posta sobre poupança de dinheiro na CMRM.
Ouvi falar em Frimor em vésperas de Tasquinhas, o que nos leva a falar de Feiras. Uma feira nos modos que estas pretendem ser é também uma mostra daquilo que as gentes que a fazem e vivem são. E as nossas Feiras são isso mesmo. A de Setembro definha ano após ano e a de Março ( e agora Abril)vive à conta do copo, do petisco, e da boa vontade de quem a faz de facto, os Riomaiorenses das Associações. A Câmara limita-se a ceder o espaço e a viver à custa do palco que a festa lhe dá. Sem qualquer organização imaginativa e construtiva, inovadora, que dê o toque da diferença e afirmação pelo projecto de futuro, é vê-los a passear por entre a multidão e a acenar às mesas, como se tudo o que ali está a eles ( e só a eles se devesse e agora houvesse que se lhes tirar o chapéu e vergar a espinha ), quando na realidade foram atrás dos acontecimentos a reboque, numa organização meramente informal e arcaica, amadora para quem vive Feiras desde o século passado. Há ainda uma diferença: em Setembro mal aparecem e andam envergonhados ( o presidente vai na inauguração e não mais se vê). Em Março, aparecem todos os dias de sorriso de orelha a orelha ( e o presidente anda pelo pavilhão acima e abaixo, com aquele ar cansado como quem diz: " Epá isto deu-me muito trabalho... foi difícil... mas consegui. Vocês tão todos aqui graças a mim. Viva o sporting...
Caros Anónimos,
por absoluta falta de tempo e porque os vossos comentários merecem de facto uma minha resposta um pouco extensa, só lhes poderei responder na próxima quarta-feira.
Cá vos espero.
Mas, entretanto, notem: quando eu projecto uma "luta", levo-a até ao fim !
Tenho-as vencido e perdido muito poucas. Rio Maior e o Concelho merecem o nosso tempo, as nossas ideias, algum do nosso trabalho e acima de tudo Riomaiorensismo!
Abraço
Amigos Anónimos,
entendi que o meu comentário prometido para aqui, deverá ser um
"post"-artigo de opinião. A partir de sábado ou domingo, façam favor de o ler.
Abraço
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