Leia, Pense e Decida

Leu o texto acima?? É um artigo de opinião publicado na edição de 2ª Feira do jornal "A Bola" assinado pelo antigo internacional português Paulo Sousa.Curiosamente publicado no mesmo dia em que um email do "Rio Maior Basket", clube dedicado ao basquetebol, chegava a diversas redacções da região com o seguinte ponto, que passo a transcrever:
"As dificuldades de um clube na ‘dita’ Cidade do Desporto!!!
Com muitos anos ligados ao desporto na cidade de Rio Maior, è com enorme tristeza que vejo algumas coisas estranhas numa Cidade que se intitula com ‘’Cidade do Desporto’’. Tendo a perfeita noção das dificuldades económicas existentes no nosso país, e por consequência na nossa cidade.
O Rio Maior Basket, è um projecto que procura revitalizar o basquetebol na Cidade, depois de alguns projectos que acabaram por terminar, derivado a algumas situações mal geridas nos clubes onde existiu o basquetebol.
Durante a primeira temporada (2005/2006), o clube conseguiu ter duas equipas de seniores, uma masculina e outra feminina a participar nos campeonatos Nacionais da categoria. Tendo como únicos apoios por parte da Câmara Municipal a disponibilização de transportes para as deslocações nos jogos na condição de visitante, e instalações para os treinos e jogos na cidade de Rio Maior.
Com a entrada da segunda temporada (2006/2007), o Rio Maior Basket inscreveu 6 equipas na Federação Portuguesa de Basquetebol, com todas estas equipas o clube têm inscritos cerca de 80 atletas. Contando assim com os escalões de minibasquetebol, iniciados femininos e masculinos, juniores masculinos, seniores femininos e masculinos. Com tudo isto aumentaram assim os encargos correspondentes para a manutenção de todas estas equipas nos respectivos campeonatos.
Para fazer face a todos estes encargos, a comissão administrativa apresentou um projecto a Câmara Municipal de Rio Maior em Março de 2006, para exploração da imagem do Pavilhão Polidesportivo e organização dos Programas Pós Curriculares para os alunos do 1° ciclo da Cidade, tentando assim ser auto-suficiente em termos financeiros, abdicando assim dos normais subsídios camarários. Solicitando contudo os espaços e transportes para o normal funcionamento das equipas. Com espanto a Comissão Administrativa foi contactada por parte dos responsáveis pelo departamento de desporto da Câmara a dizer que o projecto não seria aprovado e que tinha que seguir os normais passos para atribuição de subsídios. Dada a conjuntura económica da Câmara esse mesmo subsídio foi um valor algo baixo para o funcionamento de um clube, e só chegou em Dezembro. Ficando assim o apoio por parte da Câmara, nesse subsídio, cedência de instalações para treinos e jogos, e transportes para alguns jogos dos escalões de Seniores.
Em Janeiro 2007 o clube è contactado telefonicamente por parte dos serviços camarários, contacto esse com o objectivo de comunicar que não mais havia cedência de transportes por parte da Câmara, situação que era para todos os clubes e associações do Concelho. Mas a comissão administrativa do clube têm conhecimento que alguns clubes continuam a utilizar os transportes cedidos pela Câmara. Também neste mês, foi solicitado junto da Desmor para se ligar o aquecimento, para um jogo que se realizou para a Taça de Portugal, este pedido foi negado por dificuldades económicas.
Em Fevereiro de 07, chegou um comunicado a dizer que dadas as condições económicas da Desmor, não se podiam realizar treinos com menos de 7 elementos. Esquecendo-se que no basquetebol os planteis têm em norma 10 a 14 elementos, e que a maioria das situações de treino resumem-se em situações de 3 contra 3. Não esquecendo que foi utilizado o mesmo critério para todas as modalidades que treinam dentro dos Pavilhões. Também vimos a partir desse mesmo comunicado os treinos passarem a efectuarem-se com iluminação reduzida.
Face a todas estas dificuldades, tem sido com a ajuda preciosíssima por parte dos pais dos atletas dos escalões de formação, que tem sido possível a estes manterem-se em competição. Nos escalões de seniores, tem sido com esforço conjunto entre técnicos e atletas que è possível as deslocações para os jogos a realizar fora da nossa cidade.
Mas como ainda não haviam problemas suficientes para as equipas de seniores poderem competirem, ainda se junta agora o problema do Pavilhão Polidesportivo não ter condições para se efectuarem jogos, e como consequência o clube vê-se forçado a procurar outras soluções para realização dos mesmos. Este fim-de-semana os jogos realizaram-se no pavilhão Gimnodesportivo, pavilhão este que para se efectuarem jogos tem pouquíssimas condições para a realização dos mesmos.
Com todas estas vicissitudes particulares existentes na dita ‘’Cidade do Desporto’’, um clube que procura dignificar o bom-nome da nossa Cidade e dar uma boa formação para as populações jovens do nosso concelho, vê-se assim privado das condições mínimas para o seu bom funcionamento.
Mas como todos sabemos, na dita ‘’Cidade do Desporto’’, todos os que vierem de fora e pedirem para poderem usufruir dos espaços existentes na Cidade, tudo lhe è imediatamente posto à ordem, nem que por isso tenha que se prejudicar quem pratica desporto na nossa Cidade.
Face a tudo isto, não seria mais fácil apoiar todos os Clubes que pretendam ter projectos credíveis para se poderem implementar no Desporto Nacional, baseados em formação desportiva da gentes jovens do nosso Concelho. Em vez de se patrocinar eventos e clubes que pouco ou nada dinamizam a nossa Cidade no panorama desportivo Nacional. "
Com muitos anos ligados ao desporto na cidade de Rio Maior, è com enorme tristeza que vejo algumas coisas estranhas numa Cidade que se intitula com ‘’Cidade do Desporto’’. Tendo a perfeita noção das dificuldades económicas existentes no nosso país, e por consequência na nossa cidade.
O Rio Maior Basket, è um projecto que procura revitalizar o basquetebol na Cidade, depois de alguns projectos que acabaram por terminar, derivado a algumas situações mal geridas nos clubes onde existiu o basquetebol.
Durante a primeira temporada (2005/2006), o clube conseguiu ter duas equipas de seniores, uma masculina e outra feminina a participar nos campeonatos Nacionais da categoria. Tendo como únicos apoios por parte da Câmara Municipal a disponibilização de transportes para as deslocações nos jogos na condição de visitante, e instalações para os treinos e jogos na cidade de Rio Maior.
Com a entrada da segunda temporada (2006/2007), o Rio Maior Basket inscreveu 6 equipas na Federação Portuguesa de Basquetebol, com todas estas equipas o clube têm inscritos cerca de 80 atletas. Contando assim com os escalões de minibasquetebol, iniciados femininos e masculinos, juniores masculinos, seniores femininos e masculinos. Com tudo isto aumentaram assim os encargos correspondentes para a manutenção de todas estas equipas nos respectivos campeonatos.
Para fazer face a todos estes encargos, a comissão administrativa apresentou um projecto a Câmara Municipal de Rio Maior em Março de 2006, para exploração da imagem do Pavilhão Polidesportivo e organização dos Programas Pós Curriculares para os alunos do 1° ciclo da Cidade, tentando assim ser auto-suficiente em termos financeiros, abdicando assim dos normais subsídios camarários. Solicitando contudo os espaços e transportes para o normal funcionamento das equipas. Com espanto a Comissão Administrativa foi contactada por parte dos responsáveis pelo departamento de desporto da Câmara a dizer que o projecto não seria aprovado e que tinha que seguir os normais passos para atribuição de subsídios. Dada a conjuntura económica da Câmara esse mesmo subsídio foi um valor algo baixo para o funcionamento de um clube, e só chegou em Dezembro. Ficando assim o apoio por parte da Câmara, nesse subsídio, cedência de instalações para treinos e jogos, e transportes para alguns jogos dos escalões de Seniores.
Em Janeiro 2007 o clube è contactado telefonicamente por parte dos serviços camarários, contacto esse com o objectivo de comunicar que não mais havia cedência de transportes por parte da Câmara, situação que era para todos os clubes e associações do Concelho. Mas a comissão administrativa do clube têm conhecimento que alguns clubes continuam a utilizar os transportes cedidos pela Câmara. Também neste mês, foi solicitado junto da Desmor para se ligar o aquecimento, para um jogo que se realizou para a Taça de Portugal, este pedido foi negado por dificuldades económicas.
Em Fevereiro de 07, chegou um comunicado a dizer que dadas as condições económicas da Desmor, não se podiam realizar treinos com menos de 7 elementos. Esquecendo-se que no basquetebol os planteis têm em norma 10 a 14 elementos, e que a maioria das situações de treino resumem-se em situações de 3 contra 3. Não esquecendo que foi utilizado o mesmo critério para todas as modalidades que treinam dentro dos Pavilhões. Também vimos a partir desse mesmo comunicado os treinos passarem a efectuarem-se com iluminação reduzida.
Face a todas estas dificuldades, tem sido com a ajuda preciosíssima por parte dos pais dos atletas dos escalões de formação, que tem sido possível a estes manterem-se em competição. Nos escalões de seniores, tem sido com esforço conjunto entre técnicos e atletas que è possível as deslocações para os jogos a realizar fora da nossa cidade.
Mas como ainda não haviam problemas suficientes para as equipas de seniores poderem competirem, ainda se junta agora o problema do Pavilhão Polidesportivo não ter condições para se efectuarem jogos, e como consequência o clube vê-se forçado a procurar outras soluções para realização dos mesmos. Este fim-de-semana os jogos realizaram-se no pavilhão Gimnodesportivo, pavilhão este que para se efectuarem jogos tem pouquíssimas condições para a realização dos mesmos.
Com todas estas vicissitudes particulares existentes na dita ‘’Cidade do Desporto’’, um clube que procura dignificar o bom-nome da nossa Cidade e dar uma boa formação para as populações jovens do nosso concelho, vê-se assim privado das condições mínimas para o seu bom funcionamento.
Mas como todos sabemos, na dita ‘’Cidade do Desporto’’, todos os que vierem de fora e pedirem para poderem usufruir dos espaços existentes na Cidade, tudo lhe è imediatamente posto à ordem, nem que por isso tenha que se prejudicar quem pratica desporto na nossa Cidade.
Face a tudo isto, não seria mais fácil apoiar todos os Clubes que pretendam ter projectos credíveis para se poderem implementar no Desporto Nacional, baseados em formação desportiva da gentes jovens do nosso Concelho. Em vez de se patrocinar eventos e clubes que pouco ou nada dinamizam a nossa Cidade no panorama desportivo Nacional. "
Eu já tirei as minhas ilações... Tire também as suas!

4 Comments:
Felizmente, de vez em quando, e cada vez com maior frequência, vão surgindo pessoas e instituições que denunciam o que está mal na "Cidade do Desporto"(???), sem receio de perderem o emprego ou de serem prejudicadas de forma directa ou indirecta como represália pela ousadia.
Talvez alguns se recordem e outros passem a saber, mas no ano lectivo de 1999/2000, era eu professor contratado na EBI Fernando C.P. Silva em Rio Maior e o Departamento de Educação Física denunciou na comunicação social regional (tenho os recortes de jornal guardados)o estado deplorável em que se encontrava o Parque Desportivo situado entre a referida escola e a Escola Secundária, impossibilitando a sua utilização em condições de segurança. Também dessa vez a estratégia foi a mesma: utilizou-se a comunicação social e outros meios ao dispor para manipular a opinião pública. Colocaram-se panfletos na caixa do correio dos munícipes para denegrir a imagem dos professores, inventaram-se calúnias e o então órgão de gestão em conjunto com a Coordenadora da Área Educativa onde Rio Maior se insere lançaram ameaças ao professor que assumiu e denunciou publicamente que algo ia mal na "Cidade do Desporto"(???). Por isso, os dirigentes do Rio Maior Basket podem esperar pela pancada, porque o "pau" foi mas voltará com maior balanço.
Parabéns pela coragem e boa sorte.
Pedro Pinheiro
Prezado Pedro,
... e rio maior continua no seu melhor ! Não faz mal que não haja central rodoviária, que o cine teatro continue de portas fechadas, que o parque subterrâneo continue fechado... nada faz mal ! Mas quando se toda na ferida, isso é uma grande chatice.
Lembro-me vagamente da história da EBI Fernando Casimiro.
... mas as elogiosas palavras de Paulo Sousa e a correspondente face negra vão espelhando o que se passa por rio maior. recentemente o jornal "região " publicou excertos de conversas com jovens a propósito do que ia mal ou bem em rio maior. Os jovens disseram que o cine teatro não abre e idem para a central rodoviaria.
não consigo confirmar, mas parece que alguém da autarquia telefonou para a mãe de um jovem, lamentando que ele tivesse dito mal da câmara !!!
ora diga lá se isto não é mesmo rio maior !!!!
Resumindo aquilo que muitos não querem dizer, alguns não querem admitir, outros não querem saber e aqueles que nós bem sabemos quem são querem ocultar: há coisas que vão muito mal, ou de todo, não vão, mas é preciso desviar as atenções, concentrado-as em algum foclore barato e bem encomendado.
Acredito que para quem visita e usufrui dos equipamentos desportivos de Rio Maior seja tudo muito simples e fácil, mas para alguns que trabalham diariamente na área da actividade física (escolas e clubes) não será assim tão simples.
E pergunto: onde irão decorrer as aulas práticas de Educação Física (ginástica em particular e quando chover) da escola Fernando Casimiro quando a ESDRM se mudar para o Pavilhão Multiusos? Onde irão decorrer as aulas práticas de Educação Física (ginástica, badminton,voleibol)da Escola Secundária planeadas para o Pavilhão Polidesportivo quando este entrar (urgentemente) em obras de substituição do actual piso danificado?
Mais exemplos se encontrariam na "Cidade do Desporto"(???) mas ficamos, para já, por estes.
Cumprimentos,
Pedro Pinheiro
Pedro Pinheiro e demais.
Os meus sinceros parabéns. Descobrir que o Pai Natal não existe é sempre um momento marcante na vida de alguém.
Qualquer dia ainda alguém há-de "descobrir" algo que se chame marketing político e perceberá que em política o que se parece ser é mais importante do que aquilo que se é.
sim, é verdade. Vivemos todos na "Cidade do Desporto".
Ò povo ignorante!!
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