FRIMOR I
Tenho a sensação, ano após ano, que a FRIMOR tenta mas não consegue livrar-se de espartilhos e duma programação-matriz "à mão" e por tal fácil de programar e de executar.
Rareiam rupturas, quase não existem criatividades motivantes, não se conhecem pensamentos profundos nem se usufruem decisões acertadas.
Poucos meses antes "do" 1 de Setembro a Câmara fala com pessoas, com associações, aceita algumas propostas, alguém dá uma ou mais entrevistas e o resultado destas e do evento é outro-tanto e o mesmo do certame anterior...
O labor dos intervenientes na montagem e direcção é evidente, mas trocá-lo-ia percentualmente por uma inovadora e cativante FRIMOR.
Falta de imaginação. Evidente. Laxismo. Também e notório.
Não basta um recente pavilhão. É preciso vivificá-lo com uma imagem forte, marcante, com conteúdos exaltantes. Para retornos sociais, culturais e comerciais no ano seguinte.
Do aparato visual e operacionalidade de dezenas de toldos iguais, extrai-se a necessidade e o bom-senso. Não basta exibir, premiar e vender cebola. Esse ícone, esse temporário "ex-líbris" tem de ser mais e melhor Enaltecido, comercialmente recolocado na região e no país. Precisa de eficaz marketing. No pavilhão, faltam conteúdos históricos, sociológicos, culturais.
Há uns anos, especialmente para a Feira de Setembro, a Câmara, porque sem imaginação para pegar a sério na raiz do problema - Feira, entendeu "reconstituir historicamente","a vida" ao tempo de D. Miguel. Como eu previ, esse tipo de evento estava condenado a três-quatro "evocações". Por falta de História, de espaço urbano igualmente histórico-cenográfico, por adulterações e outras diversificadas inconsistências... Valeu, porém, uma (insustentada) intenção e o compreensível esforço.
Teria sido mais útil, oportuna e consentânea a reconstituição e reintrodução na cidade, de épocas caracterizantes da antiga "Feira de Setembro". Espaços não faltam. O centro da cidade seria redescoberto e conhecido, visitado, vivificado, recordado e possivelmente apetecido por forasteiros. O comércio agradeceria.
A FRIMOR, integrada, o pavilhão e espaços limítrofes ficariam para outras mostras: indústria, turismo, comércio, desporto, economia, cultura, associações, freguesias, outros serviços e agricultura devidamente exibidas. Hoje, teríamos uma "antiga", renovada e identitária Feira.
Criando um "corredor" feirante, exibicional, turístico e cultural desde a Rua Dr. Francisco Barbosa e Casa de D. Miguel até ao pavilhão, ou vice-versa. Como "dantes".
"A Feira" tem de voltar a ser reanimada, trabalhada e orientada por um grupo de cidadãos. Este modelo de feira montada e accionada pela Câmara não serve!
Não exalta nem projecta o Concelho!
Senhores autarcas, se quiserem, chamem e apoiem essas pessoas. Trabalhem talentosamente com as associações. Mas muito sinceramente duvido que queiram. E deixem de partidarizar tudo e (quase) todos.
(continua)
Rareiam rupturas, quase não existem criatividades motivantes, não se conhecem pensamentos profundos nem se usufruem decisões acertadas.
Poucos meses antes "do" 1 de Setembro a Câmara fala com pessoas, com associações, aceita algumas propostas, alguém dá uma ou mais entrevistas e o resultado destas e do evento é outro-tanto e o mesmo do certame anterior...
O labor dos intervenientes na montagem e direcção é evidente, mas trocá-lo-ia percentualmente por uma inovadora e cativante FRIMOR.
Falta de imaginação. Evidente. Laxismo. Também e notório.
Não basta um recente pavilhão. É preciso vivificá-lo com uma imagem forte, marcante, com conteúdos exaltantes. Para retornos sociais, culturais e comerciais no ano seguinte.
Do aparato visual e operacionalidade de dezenas de toldos iguais, extrai-se a necessidade e o bom-senso. Não basta exibir, premiar e vender cebola. Esse ícone, esse temporário "ex-líbris" tem de ser mais e melhor Enaltecido, comercialmente recolocado na região e no país. Precisa de eficaz marketing. No pavilhão, faltam conteúdos históricos, sociológicos, culturais.
Há uns anos, especialmente para a Feira de Setembro, a Câmara, porque sem imaginação para pegar a sério na raiz do problema - Feira, entendeu "reconstituir historicamente","a vida" ao tempo de D. Miguel. Como eu previ, esse tipo de evento estava condenado a três-quatro "evocações". Por falta de História, de espaço urbano igualmente histórico-cenográfico, por adulterações e outras diversificadas inconsistências... Valeu, porém, uma (insustentada) intenção e o compreensível esforço.
Teria sido mais útil, oportuna e consentânea a reconstituição e reintrodução na cidade, de épocas caracterizantes da antiga "Feira de Setembro". Espaços não faltam. O centro da cidade seria redescoberto e conhecido, visitado, vivificado, recordado e possivelmente apetecido por forasteiros. O comércio agradeceria.
A FRIMOR, integrada, o pavilhão e espaços limítrofes ficariam para outras mostras: indústria, turismo, comércio, desporto, economia, cultura, associações, freguesias, outros serviços e agricultura devidamente exibidas. Hoje, teríamos uma "antiga", renovada e identitária Feira.
Criando um "corredor" feirante, exibicional, turístico e cultural desde a Rua Dr. Francisco Barbosa e Casa de D. Miguel até ao pavilhão, ou vice-versa. Como "dantes".
"A Feira" tem de voltar a ser reanimada, trabalhada e orientada por um grupo de cidadãos. Este modelo de feira montada e accionada pela Câmara não serve!
Não exalta nem projecta o Concelho!
Senhores autarcas, se quiserem, chamem e apoiem essas pessoas. Trabalhem talentosamente com as associações. Mas muito sinceramente duvido que queiram. E deixem de partidarizar tudo e (quase) todos.
(continua)

3 Comments:
A ideia é mais ou menos boa.
No entanto é preciso começar a pensar neste assunto "cebola" doutra forma.
Num futuro próximo, é certo que a cebola na feira será como o alho, isto é não terá a importancia que ainda lhe querem atribuir.
Teremos que antecipar a realidade próxima, teremos que pensar em ter uma feira que interesse realmente a Rio Maior, e não algo feito a papel quimico todos os anos, mas com tendencia para ficar sempre pior, e só não desaparece por vergonha.
Mas, decerto que o figurino só mudará quando houver mudanças mais profundas, esperemos até 2009.
lamemtavelmente este texto, em dez dias só teve um comentário...
manoel barboza,
afinal o probelma é da autarqui ou da participação dos riomaiorenses na causa comum ?
e se a culpa for dos riomaiorenses, será que vale a pena andarmos a perder tempo com uma terra de "satisfeitos", de acomodados, de tótós ?
Caro "pronto",
o problema da FRIMOR é, na sua génese, detectável na inércia camarária. Apostou e privilegiou as Tasquinhas. Esqueceu-se propositadamente da Feira.
Não há desculpas tipo "dois certames num ano", porque o tempo entre um e outro é suficiente para os pensar, programar e dirigir.
A FRIMOR é recuperável. È o momento ideal para divulgar todas as potencialidades do Concelho!
Obviamente que "vale a pena" lutar para nos sentirmos bem connosco, dando algo à sociedade. Melhor: deve-se lutar pelas nossas ideias, oferecer os nossos préstimos, potenciar as capacidades duns e doutros.
Os riomaiorenses não estão acomodados. Quando um dia se virem livres de diversificados espartilhos e sentirem que diferentes e muito melhores autarcas querem que vivam globalmente satisfeitos e motivados, desejarão eventos, participarão civicamente, recuperarão afectos em relação às suas origens e aos espaços onde residem.
Como certamente sabe, resido fora de Rio Maior. Com alguma regularidade, encontro-me com riomaiorenses residentes na área de Lisboa. Falamos também do Concelho. Mas alguns (só alguns) dos meus amigos, não querem, rejeitam, participar nesse particular tema: Rio Maior. Confrange, mas entendo-os. Vem isto a propósito do seguinte: auto-estima, afecto pelas origens! Que pode manifestar-se de vários modos. Por exemplo, dando-lhe algo: ideias pelo menos....
E a Juventude tem de sentir-se útil pela sua pujança -- o que não tem acontecido. Não (lhe) basta uma festa (a)partidária ou um evento de música rock anual, onde se gastam milhares de contos como propaganda.
Tenho concluído que melhores, muito melhores dias surgirão oportunamente.
Falta debater o Concelho -- o que vai acontecer !
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