Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Uma Queda Anunciada

Em Novembro uma fenda anunciava a queda. Nesse mesmo mês a Escola Superior de Desporto abandonava as instalações da antiga Escola Comercial, ex-biblioteca Laureano Santos, e mudava-se para a antiga Escola Primária nº 1, ex-Centro de Juventude Riomaiorense.

Apesar de ser conhecido o problema ninguém tomou, em devido tempo, a decisão de tentar controlar a situação e impedir a derrocada. E assim desde Dezembro que se encontra como a foto documenta um edifício que é parte da história da cidade. Como quase ninguém vê os danos, tapados pelos edifícios em frente, deixa-se arrastar a situação, degradar ainda mais.

Em Maio de 2003 Silvino Sequeira dizia ao jornal “O Mirante”: “Gostava de ter o meu nome na história local. Pelo que tenho feito em nome do interesse público acho que a História de Rio Maior terá de ter pelo menos uma alínea sobre o Silvino Sequeira”.
Terá mais que uma alínea com certeza e o historiador decerto questionará o facto de o seu colega, licenciado em História, permitir a continua degradação dos monumentos locais (Vila Romana, Fontes e Fontanários históricos, Instalações da Mina do Espadanal, Capela de Nª. Srª. da Victória e às ruínas do Paço Senhorial Medieval, etc..)

Como diz o meu caro amigo Manuel Barbosa toda a gente se esquece da cultura nesse nosso concelho e também do potencial turístico que poderia resultar do correcto aproveitamento dos seus monumentos.

5 Comments:

At Quarta-feira, 10 Janeiro, 2007, Anonymous pronto said...

Caro Vasco,
podemos estar descansados que daqui por 10-15 anos silvino sequeira será o presidente das oportunidades perdidas. No ambiente termos a triste canalização da ribeira de S. Gregório e o estado em que se encontra o rio Maior. Na área do urbanismo teremos a urbanização das traseira da Paulo VI e da Pá Ribeira, qual cópia da Reboleira dos anos 60. Na área do ordenamento do território temos a dresgulação do binómio cidade- espçao rural, quer pela falta de resposta ao desaparecimento da agricultur, quer pelos fluxos diários que foi permitindo, fazendo com que as aldeias se fossem transformando em dormitórios da cidade. Não criando, por exemplo respostas educativas em alguns núcleos rurais, o poderia contribuir para novas centralidades, para lá da cidade.Na área da cultura e do património, desde o monumento nacional da Gruta da Sra. da Luz até ao património histórico-cultural, tudo se foi secando. Até as Marinhas do Sal, um verdadeiro eco-museu continua ao Deus dará. Ofertas culturais felizmente temos bastantes em Alcobaça, Caldas da Rainha, Cartaxo e Santarém !!!
Fica o investimento teimoso e gastador no desporto, como se fazer hotéis, campos de futebol e centros de estágios fosse uma competência autarquica.
Portanto, SS será o presidente que no pós-25 de Abril mais oportunidades perdidas conseguiu reunir.
Nem Ota vai escapar a mais uma oportunidade perdida porque muitos outros concelhos estão melhor posicionados para usufruir de alguns benefícios. De Ota vamos levar com os aviões a baixa altitude!!! Em termos de desenvolvimento económico e empresarial, quando um PC refer como exemplo de dinamismo empresarial, uma empresa que vive da especulação imobiliária e não de uma efectiva e multiplicadora criação de riqueza, nós temos tudo dito quanto ao conceito de desenvolvimento deste senhor que nos calhou na rifa. Bolas, e eu até votei nele no 1º mandato !!!
É mesmo tristonho que o homem não se enxergue e queira ficar com uma linhazitas ha história local. Também terá lá um lugar como o Presiewnte que mais se agarrou ao poder !!!

 
At Quinta-feira, 11 Janeiro, 2007, Anonymous pronto said...

se os riomaiorenses nem sequer se motivam a escrever neste blog ou em qualquer outro veículo de informação, quando uma parte significativa e afectiva do seu património está a cair, é porque esta terra tem a camara e o pc que merece.
raio que os parta...

 
At Sexta-feira, 12 Janeiro, 2007, Blogger Snake said...

Regresso a este espaço.
infelizmente por um motivo triste.
Nunca entrei na biblioteca de rio maior porque sempre que por aí passava era aos fins de semana, para rever família que por aí ficu quando os meus pais vieram para Coimbra.
Mas lembro-me de um tio meu dizer que tinha estudado nesse edifício.

É uma pena que esteja nesse estado e ninguem faça nada!

As minhas lides bloguisticas andam em baixo como se pode ser pelo estado estacionário do meu próprio blog. Tentarei cá vir mais vezes.

 
At Terça-feira, 16 Janeiro, 2007, Anonymous Anónimo said...

Há quedas... e quedas !

Fala-se do que cai e do que se abandona, e também será conveniente sempre, lembrar o que se ergueu de novo e está ao abandono.

1 - Casa da Cultura.
Estando fechada só serviu até agora, para demonstrar como se gasta e esbanja o dinheiro do País para nada, ou melhor para caprichos pessoais e irresponsáveis. Pois todos já perceberam que a Cãnmara não tem dinheiro nem ideias para a pôr a funcionar.

2 - Parque de Estacionamento.
O "Subterrâneo", estará fechado porquê e para quê.
Ninguém sabe e ninguém diz ou explica aos utentes quando abre.
O que se terá passado, será que as mediadas foram mal tiradas e, os carros não cabem lá dentro.
Esperamos que pelo menos consigam entrar metade do que foi prometido no placard da obra.
Mais um caso grave de má gestão de recursos públicos, porque se fossem os privados a geri-lo talvez abrisse ainda antes de inaugurar.

3 - Estação Rodoviária.
Mas afinal o que se passa com esta obra de bandeira. Porque não começa a ser utilizada pela RN.
Será que se esqueceram de ligar a electricidade ou da água, ou será mais grave ainda esta espera.
Poderiam ser claros e corajosos e dizer aos riomaiorenses os porquês.
Onde estão os espaços para a manobra dos autocarros.. ai esta requalificação.
Onde estarão os estacionamentos para os autocarros, então e para os utentes?
Fala-se também que falta uma estação de serviço para os autocarros.
Dá a ideia clara de que aqui andaram os autocarros à frente dos bois.

4 - Complexo Mineiro Espadanal.
Agora querem vender este património da nossa história recente a uma "grande superficie comercial" para tentar salvar a face dos vários erros de planeamento entretanto cometidos, para mais uma vez canalizar estes valores para o enorme défice financeiro entretanto acumulado.
Esperamos que tenham o bom senso de o não venderem, porque se for vendido ficaremos sem património e sem dinheiro.

 
At Terça-feira, 16 Janeiro, 2007, Anonymous Anónimo said...

O Sr.Presidente da Câmara disse à dias numa entrevista, que a sua gestão responsável conseguiu através de um grande esforço de contenção pagar a todos os Fornecedores até à data de 30 de Novembro.
... Porque as pessoas têm necessidade de ver na Câmara uma entidade responsável e séria, cumpridora das suas responsabilidades perante terceiros, etc etc.

Só foi pena o Sr. Pres. não ter a falada coragem de dizer a verdade toda, porque os riomaiorenses assim o merecaiam.
Dizer que, para cumprir o respectivo pagamento fez o "enorme esforço finaceiro" de contrair mais um empréstimo junto da banca a 15 anos? com os respectivos 5 anos de carência?
Ou seja trocou uma divida asfixiante de 2-3 anos, por uma divida suave de 15 anos.
Grande esforço realmente, ou não fosse esta prática correcta e comum na gestão de qualquer entidade.
No entanto o que fica é a forma como o fez e não a forma como o deveria ter feito em termos de dizer a verdade e contar a história toda.
Pois de habilidades destas já estamos todos cheios.
Bem, mas a Assembleia Municipal já estava tão cansada pelo adiantado da hora que, votou com a queda da cabeça para o lado de tanto sono.

 

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