ASSOCIAÇÕES CULTURAIS - I

"Primeiro, estranha-se; Depois entranha-se".
Este, foi o slogan de Fernando Pessoa (esse mesmo, o genial poeta!) para a Coca-Cola, quando a bebida norte-americana tentou pela primeira vez escorrer em Portugal. Sabe-se, Salazar (o que vai vencer "O Maior Português de Sempre") proibiu-a! Caetano (o tímido liberal) nem sequer ligou ao assunto, e o "fruto proibido" começou timidamente a ser consumido em pequenas doses. Era uma festa-orgia cultural, quando alguém saboreava, afinal, a inocência-em-garrafa!
A Cultura-Culta (C-C) proporcionada pela autarquia riomaiorense nos já muitos inócuos anos, não tem (es)corrido conforme as necessidades e evoluções geracionais, económicas, culturais e...demográficas das populações do Concelho.
Alguém, na autarquia socialista, não deixou que a C-C se entranhasse nos cidadãos, porque os senhores vereadores e o senhor presidente não estranharam até hoje, tantos dias e tantas noites sem ponderada, adequada e vital programação, se exceptuarmos uma tentativa-esperança ao tempo do vereador Vítor Damião, mas logo "serenada" pelos limites financeiros, estratégicos, programáticos e...outros.
Antes e depois, pouco mais do que nada, ou seja, ocasionais eventos de C-C ocorreram.
Não têm provado (mas sabem que existe) o "fruto proibido". Temem-no.
Daí, não estranhemos (mas lamenta-se bastante) o tratamento institucional, os apoios, dados às Associações Culturais.
Também se percebe (e muito) a sentida "ausência" da senhora vereadora da Cultura desde que tomou posse. Não há uma entrevista de fundo, nem o anúncio dum projecto global. Senta-se, olha, sorri, fala quase nada, marca presença.
Desculpe-me a senhora (que não conheço pessoalmente), mas estamos perante uma cultura tipo chá-e-torradas. Mais um bom-bom.
Acaso já foi a todas as Associações Culturais para conhecê-las profundamente e colher sugestões, entender objectivos, fortalecer contactos, definir estratégias, apreciar trabalhos, sensibilizar-se com tamanhos esforços e talentos dos "carolas"?
Com quantas falou? O que lhes disse? O que (não) prometeu?
Espero que entenda: Cultura-Culta não é obrigatoriamente uma ópera ou uma exposição. É por certo e também, uma desfolhada nos Chãos, a Natureza salvaguardada e reprojectada pela H2O, ou uma dança dos Ranchos!
Para dinamizar o Concelho, muitíssimo mais do que um slogan, é necessário outro tipo de trabalho. Entender --e amar-- as pessoas. Apresentar mais, novos e consentâneos projectos.
Manifestamente o actual executivo já não consegue ter ideias "arejadas",inovadoras, surpreendentes e estimulantes ! Também para a C-C !
Cansou, são muitos anos! Não consegue Ver, só olha! Orienta a amiba e gere os tentáculos que criou!
DESENVOLVIMENTO. CONHECIMENTO. CULTURA.(*)
Estranho?
Nada estranho! -- vai entranhar-se a partir de 2009 !
(*) Muito eu gostaria que assim fosse, para todos!

10 Comments:
"Entender --e amar-- as pessoas"
Diz o Manoel Barbosa.
É, evidentemente, disso que se trata: Entender e amar as pessoas.
É disso que este município precisa: Antropocentrismo na actuação política, na governação.
De que vale um governo, como é o caso de governos autárquicos, se os respectivos cidadãos não constituirem o motivo e o objectivo da actuação política governativa?
Evidentemente que para isso é preciso entender e amar as pessoas.
É necessário características especiais, de competência e de carácter, por banda dos governantes.
E onde estão eles?
- "Ó Chico! Traz-me os bínóculos! ou melhor... traz-me o microscópio!!!"
CAro Manoel Barbosa:
Desculpe ocupar o espaço de comentário ao seu post.
Quero apenas lançar um desafio a si e aos restantes e respeitosos bloggers.
Para quando uma opinião relativamente a tudo o que se está a passar com o edificio do complexo mineiro do espadanal?
Para quando uma explicação de TODOS os factos relativos ao pedido de classificação como imóvel de interesse municipal, por parte da Junta de Freguesia??
Esta Câmara Municipal, na pessoa do seu presidente, depara-se com um problema que nunca antes o confrontou: Hoje, o executivo da Junta de freguesia de Rio Maior, excelentemente apoiados por toda a sua equipa, pensa por si próprio! Tem um fundamentada opinião acerca dos problemas e possíveis soluções para a sua freguesia! Não tolera desrespeitos ou faltas de consideração!
Sr Presidente da Câmara, quem com ferro mata, com ferro morre. Ferro Velho ganha ferrugem! Deixe que o ferro que acabou de sair da forja possa dar o seu contributo para o desenvolvimento da freguesia de Rio Maior.
Um abraço a todos
É preciso notar que o executivo da Junta de Freguesia tem um papel de importância muito relativa no processo de defesa das minas do espadanal...
Leiam-se os diversos artigos publicados no Região de Rio Maior e tome-se conhecimento da Comissão de Defesa do Património do Concelho de Rio Maior.
1 - parabens pelo exclente texto de manoel barbosa. as associações culturais de rio maior não têm significado para a cmrm porque a cm não entende a sua importancia e o seu papel.
2 - parabens à jfrm por levantar a questão das minas, afinal parte significativa do património do concelho e que bem dava ao pc poder vender pata continuar a tapar buracos do falsi investimento no desporto.
Ó caro anónimo, seria melhor deixar tudo como está ? mais vale ter um papel relativo e usá-lo do que não ter nenhum papel nem sentido do que se pode fazer. no entanto falta mobilizar a sociedade civil para a preservação das minas. e que tal uns coloquios no auditorio da biblioteca sobre o património mina, património vila romana, património marinhas do sal e património monumento nacional das grutas da senhora da luz ? mexam onde faz doer ao pc: mna mobilizaçãop civica para que ele perceba que este concelho não é uma carneirada...
Resposta a lsd.
Eu, já aqui manifestei o meu desagrado para tratar qualquer assunto com anónimos. Em todas as minhas lutas me identifiquei e protagonizei-as com pessoas identificáveis.
E não será com anónimos que conquistaremos apoios, atingiremos mudanças e credibilidade.
Mas também sou compreensivo, porque possivelmente estarei perante um riomaiorense que não pode identificar-se. Se assim é, o ambiente socio-dependente em Rio Maior é bastante problemático.
E porque o caso que "lsd"(raio de pseudónimo!)propõe é curial e credor da minha atenção não só desde há meses, vou responder-lhe:
-- A Fábrica de Briquetes, em qualquer local do mundo administrado por autarcas cultos, há muito tempo estaria já adquirida, recuperada, exibida e reconhecida como património e usada para fins museológicos e culturais.
E se meditássemos muito e bem, no facto de se tratar duma cidade carente de monumentos, nenhum presidente de Câmara, licenciado ou não em História, vacilaria perante esse património.
-- Sei, que um ex-autarca propôs em 2001 ou 2002, a aquisição (excelente preço para o momento), e lógica recuperação e dinamização da Fábrica e áreas envolventes. Tinha um muito bom projecto. Não foi aceite nem sequer minimamente compreendido por seus pares.
-- Consulto regularmente o blog "rio maior", excelente, sobre o património concelhio. Que defende muito sustentada e serenamente, a recuperação e qualificação da Fábrica.
E fiquei, como riomaiorense, entusiasmado por saber que foi constituída a Comissão para o Estudo, Defesa e Valorização do Património Cultural e Natural do Concelho de Rio Maior
-- não é uma "designação comprida", mas sim correcta. Parabéns a todos os seus constituintes e em particular ao arq. Nuno Alexandre Rocha, mentor do blog, da Comissão, e que um dia terei prazer em conhecê-lo.
Só lhes peço que à mínima espreitadela partidária, digam "não, obrigado".
-- Há muito mais património concelhio que não tem sido recuperado e dinamizado.
-- Para alguns raciocínios, o que "marca" um ou mais mandatos são as obras feitas de raiz...
-- Por muitos esforços que a actual (repito, actual) Junta de Freguesia faça para solucionar o assunto, colherá sempre agravadas e insolucionáveis dificuldades. Isaura Morais não vai ter quotidiano administrativo facilitado. E muito menos nos próximos dois anos
-- aproximam-se então eleições... Mas vai vencer muitas batalhas e possivelmente uma "guerra"!
-- Discordo de si, nisto: Silvino Sequeira não matou ninguém com ferros. Mas tem marcado algumas pessoas com específicos "ferros". Portanto, ninguém o vai "matar com ferros", só queremos que se habitue a entender e aceitar, democrática e pacificamente, uma urgente mudança administrativa-partidária a partir de Dezembro de 2009.
-- Está, desde há algum tempo na minha agenda como colaborador do "rio da ponte", o caso Fábrica de Briquetes do Espadanal. Em breve escreverei algo.
-- Nesse meu texto sobre as Associações, há um termo deliberadamente assim escrito: bom-bom.
Entenda-o, não como doce.
"Nunca desejando ser injusto para com as pessoas que têm trabalhado e bem na autarquia riomaiorense, neste meu texto sobre "Associações Culturais", omiti involuntariamente um ex-autarca que também e muito criou esperanças para uma quotidiana vivência cultural: MIGUEL PAULO !
Se mais não fez, foi porque não foi entendido entre pares e não lhe foram proporcionados "meios" necessários. Renunciou ao cargo.As minhas desculpas, Miguel Paulo.
Prezado Barbosa,
Miguel Paulo não renunciou ao cargo, apenas foi empurrado para a rua para dar lugar alguem que estava com a corda no pescoço.
Silvino Sequeira aquando da inauguração da casa da cultura de Rio Maior, disse de se tratar de uma prenda à cidade.
Um presente que até hoje, ainda não foi aberto, embora o embrulho estivesse muito bonito.
Hoje já nem tanto, pois já há sinais de vandalismo bem visiveis.
Eu como "jovem" preocupado, queria pedir ao Sr Presidente, um presente novo para 2007.
Bem sei que o Natal já passou, mas é que sinto um terrivel sentimento de inveja dos Abrantinos.
" Pode ser igual ao deles Sr Presidente"!
in Ribatejo: Ed 1106
12 de Janeiro de 2007
Valtejo Finicia
Prioridade às empresas em Abrantes
"A Câmara de Abrantes merece o reconhecimento por este apoio às empresas, porque muitos concelhos da região nem quiseram ouvir falar do Valtejo Finicia", referiu José Eduardo Carvalho, presidente da Nersant, na apresentação deste programa em Abrantes, no âmbito do Congresso da Cidadania. Dos três municípios da região (Cartaxo, Coruche e Abrantes) que já aderiram a este programa de financiamento, só Abrantes vai apoiar com uma verba não reembolsável no valor dos 100 mil euros. André Março, presidente do IAPMEI, entidade parceira deste programa, elogiou também a coragem da autarquia ao apostar nas empresas e referiu que é excepção a nível nacional, entre os 23 municípios que aderiram ao programa Finicia.
Assim, o Valtejo Finicia em Abrantes vai prestar apoio a micro e pequenas empresas de base tecnológica ou de serviços avançados com sede no concelho e que apresentem candidaturas para investimentos produtivos nas áreas das novas tecnologias, da modernização dos serviços/produtos ou para modificações estruturais decorrentes das novas imposições legais e de qualidade. Este fundo de apoio tem um valor total de 500 mil euros, dos quais 400 mil são financiados pelo BPI (banco parceiro) e os restantes 100 mil pela autarquia abrantina. No caso de investimentos para empresas já constituídas o apoio pode chegar até aos 100% do investimento, enquanto que em casos de criação de novas empresas pode ir até aos 50%, embora este vertente ainda não esteja definida de início. Os apoios por projecto não podem exceder os 45 mil euros, verba concedida a título de empréstimo pelo BPI com uma taxa Euribor a 180 dias e spread reduzido de 1%, sem comissões de avaliação e sem arredondamento das taxas de juro. A Garval é parceira deste projecto e vai prestar garantia aos empréstimos. O reembolso deve ser feito no prazo mínimo de 3 anos e máximo de 6 anos, com o máximo de 1 ano de carência. José Eduardo Carvalho destacou também a importância da entrada do BPI neste programa, uma vez que até aqui tem sido o BES a instituição bancária de apoio.
O Valtejo Finicia é sucessor do FAIME, um programa de apoio que, na opinião do presidente da Nersant, não teve um balanço positivo porque só 20 empresas usufruíram dos seus benefícios, tendo tido também muitas limitações e restrições no que diz respeito à aprovação de candidaturas.
A Câmara de Abrantes criou também um gabinete de apoio ao investidor, o Gabinvest, que vai funcionar na sede da câmara, disponibilizando um técnico para apoiar e acompanhar as empresas na sua relação com o município, nomeadamente no acompanhamento dos processos nos serviços da autarquia, mas também apoiar na divulgação de informações úteis ao sector, e na procura de investimentos para o concelho. Este gabinete vai também dinamizar o novo Vortal Empresarial de Abrantes, um sítio na Net (www.empresas.cm-abrantes.pt) que funcionará como directório de empresas do concelho e espaço privilegiado de contactos as empresas.
Via verde para licenças de obras
e de instalação de empresas
Nesta senda de apoio às empresas, a Câmara Municipal de Abrantes criou também uma medida chamada "Via Verde" para tornar mais rápidos os licenciamentos de obras e de empresas no concelho.
Esta medida vai fazer com que todos os processos relacionados com a instalação de empresas ou com algum tipo de obras de alargamento de infra-estruturas empresariais sejam tratadas de forma diferenciada e prioritária pelos serviços da autarquia.
Será que ainda não perceberam?
"Esta" Câmara não está interessada em investimento "fora do controlo".
Tudo nesta terra passa pelo crivo do controlo centralizado, cego e estúpido, mas certamente altamente rentável não só para alguns como para a manutenção e continuidade do poder instalado.
Rio Maior é o espelho dos governantes autárquicos que tem: De fraca figura.
O que obriga os da terra a "emigrar" cá dentro.
Por tudo isso de nada vale acenar com as boas acções que noutras paragens vão aontecendo.
A solução não é pedir aos paspalhos que têm o poder que façam coisas.
A solução é outra equipa apresentar-se aos eleitores ANTES de nova campanha eleitoral.
Antes que a máquina do poder instalado triture qualquer posterior atitude renovadora.
A solução é catapultar os melhores, em cada momento, em cada acontecimento.
Mas sem falácia, sem demagogia, e apenas com verdade, capacidade e vontade.
Isso há-de notar-se.
O eleitorado há-de aperceber-se.
Vai entranhando.
Porque, meus caros amigos, se não convencerem e se nãop forem convencendo aqueles que são os depositários das parcelas de poder chamadas "votos", de nada vale o esforço.
O esforço de última hora, entenda-se, em campanha eleitoral é curto e facilmente derrotado com as papas e bolos que os do poder distribuem à boca das urnas, com mais uma rua asfaltada, uma rotunda da treta ou outra qualquer merdice sem importância, mas que enche o olho a muita boa gente.
Pelo que tenho lido neste blog, há pessoas de bem, que dão a cara por ideias, que se comprometem, que pugnam pelo que julgam ser o melhor.
Bem hajam, pois se não houver gente capaz de afastar os flops do sistema do poder, Rio Maior vai continuar a marcar passo.
finalmente as associações culturais decidiram reagir. Não é lá muito bom reagir, seria melhor pro-acção .. mas mesmo assim é melhro que nada !!
Sexta-feira vamos ter forum associativo no auditório da biblioteca.
prezada alforreca,
pois é ... estamos à espera da vaga de fundo!
Estamos à espera que se compreenda que uma vaga de fundo não se origina no limitado espçao cultural de uma campanha eleitoral!!
Também manoel barbosa erra quando diz que lá para 2008/2009 será tempo para pensar nisso.
enquanto assim for SS bate as palmas de contente; não estranhará e ir-se-á entranhando...
Enviar um comentário
<< Home