Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

Cultura na Balança


Neste período de "balanço" do ano que passa, também eu, como riomaiorense, retrospectivei a Cultura que a Câmara ignorou, e sobretudo a que não proporcionou.
Mau demais!
Assim se perdem quotidianamente apetências, Conhecimento, progresso, integração plena na sociedade! (Suspeito que alguns políticos profissionais deste país não querem que os cidadãos progridam a partir da Cultura...
Probabilidade que faz-me arrepiar, ao lembrar outros tempos e personagens!)
Votos para que a Cultura pública, em 2007, aconteça !
Com surpresas ! E com a participação dos riomaiorenses num alargado e plural debate sobre o Concelho !

Excelente 2007 para todos !

Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

A espera...


A 6 de Outubro, o PSD assinava um Requerimento destinado a obter respostas da Câmara Municipal de Rio Maior sobre um tema que muito intriga os Riomaiorenses.

Como ainda não há resposta, eis que se volta a publicar o texto. Pode ser que alguém se lembre e o vá buscar ao baú…


REQUERIMENTO

Em Abril de 2004, um elemento do PS de Rio Maior elogiou em Assembleia Municipal, o bom andamento das obras do novo terminal rodoviário, na altura em construção.

Em Maio de 2006, com a obra concluída há largos meses, Silvino Sequeira, disse que estávamos “a meio do ano lectivo e que 90% dos utilizadores da Rodoviária são estudantes”, justificando assim o facto da infra-estrutura não estar ainda ao serviço de Rio Maior e dos riomaiorenses.

Apontou igualmente problemas na instalação eléctrica, considerando, no entanto, que estariam “reunidas as condições para que, no próximo ano lectivo, aquela infra-estrutura” entrasse em pleno funcionamento.

Chegamos a Outubro de 2006 com o ano lectivo já em andamento e com o terminal rodoviário ainda encerrado.

O PSD não quer que estas razões voltem a ser invocadas daqui a alguns meses para continuar a justificar esta situação. Assim, pretendem o PSD e os riomaiorenses saber:

1 – Haveria, em Maio de 2006, outras razões para além das divulgadas para o atraso no início de actividade do terminal?
2 – Não havendo, que motivos neste momento estorvam a abertura aos riomaiorenses duma obra concluída há tantos meses?

Segunda-feira, Dezembro 25, 2006

Natal em Rio Maior

Tarde de 24 de Dezembro em plena Praça da República.

Ausência de pessoas e de vida é cada vez mais a imagem de Rio Maior.

Enquanto noutras localidades as ruas fervilhavam de gente, a nossa terra estava deserta.

Somos cada vez mais um dormitório em que o progresso se avalia pelo número de camaratas construído.

Nisso, na especulação imobiliária, somos bons como ainda há pouco tempo assinalava o homem que conduziu a nossa terra a este marasmo.

Sábado, Dezembro 23, 2006

Bom Natal

Não é realmente a minha época preferida.

Por várias razões, mas essencialmente porque os níveis de hipocrisia são absolutamente sufocantes.

Porém como não podemos alhearmo-nos da realidade que nos cerca, aqui fica este Pai Natal "colhido" algures neste Rio que todos queremos Maior.

É a minha singela forma de desejar Boas Festas a todos os que visitam este espaço.

Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Político-Bala


Lido o artigo de opinião do Sr. Presidente da Câmara (PC) no “Região de Rio Maior”(15 de Dez.), fica-se com diversificadas sensações.
Título: “Rio Maior tem futuro!” Pois tem, todas as localidades têm futuro, embora dependendo de quem as pensou ou pensará, projectou ou projectará, administrará, e do modo coma as pretende vivificar.
É óbvio defensor deste governo, do seu partido, que de facto não é tão “misericordioso” nem “deixa andar” como foi o de Guterres. Com tantos problemas, vários, e concelhios, para resolver (alguns e de elevada magnitude criados nos seus mandatos), Silvino Sequeira não pode deixar de acreditar em Sócrates, seus ministros e secretários de estado… Explana a “bondade“ da “onda reformista” que (a)tinge as autarquias aos pobres e sintomaticamente esquece-se da Cultura. Adiante, porque me não surpreende a omissão.

O seu texto, por vezes comiserativo, não é normal e francamente impróprio dum político profissional e tarimbado. Parece criado para um tempo pré-eleitoral onde apresenta putativos intervenientes (vereadores jovens, programa diariamente revisto e alterável, políticas governamentais tidas como adquiridas para a região). Colhe-se também a hipótese dum texto pós-eleitoral e indiciador duma espécie de remodelação administrativa-autárquica. Descortinam-se apelos pessoais para que o futuro do Concelho passe exclusivamente por si e/ou pelos seus fiéis seguidores.
Renunciará ao cargo? Alguém, proximamente, vai ter de sair?

E surgem dois parágrafos diria que propositadamente simples, banais mas nada intrigantes, e esclarecedores porque contraditórios: “Faz-se (o Futuro) com pessoas que, porque a terra onde nasceram, e onde tudo começou, já é pequena, vão para terras maiores, mas não esquecendo a sua origem, sonham com maiores metrópoles” ; “Edifica-se com pessoas que tem a coragem de perante a oportunidade deparada para vencer não a desperdiçaram, não foram acomodadas, não foram negligentes, não foram comodistas.” Relendo-os, percebo os próximos tempos no número 1 da Praça da República. E antevejo-os: até 2009 o sr. PC tudo fará para continuar (ou ter continuadores) no poder. Mas teme perder as autárquicas. Pressente ou já sabe que o seu tempo político acabará nesse ano de mudança. Por tal, rebate vezes sem conta na tecla do futuro passando pela juventude (laboral, estudantil e subtilmente, partidária.) Ora, a Oposição não só sabe que assim será, como também pensa (ao contrário do sr. PC), que o desporto e os “tempos livres” não são as únicas opções da juventude. Tudo fará para lhe proporcionar regular, diversificado e evolutivo bem-estar – o que o sr. PC nem sempre tem feito.

O sr. PC já foi opositor na Câmara, na Assembleia da República e quiçá no Conselho Nacional do PS. Sabe muito bem que um político com ou sem obra feita, sujeita-se (democraticamente) ao reparo, à crítica, à alternativa e à ruptura. Portanto, presumo pelo que li, nunca “choramingou”, jamais olhou para o seu “umbigo”, não pensou em “maldizer”, repudiou a “inveja”, não trilhou o aportuguesado “dizer mal de tudo e de todos”. Contudo, nesse seu texto verifica-se o contrário, tipo “depois de mim será o caos” ou pior ainda, e porque o sei irónico, aceite a minha percepção de que sentindo-se “uma flor de estufa” não se lhe deve tocar. E olhar…só reverencialmente para baixo, directo para “nada” como se faz aos monarcas. Com inquestionável e exibida admiração.

Sentencia que “O Futuro de Rio Maior constrói-se com pessoas que do nada fazem alguma coisa e que vão crescendo”. Que se saiba, não é exclusivo do PS (nem de nenhum outro partido), a candidatura de pessoas oriundas de classes desfavorecidas, de cidadãos empreendedores, de conterrâneos que efectivamente colocam os interesses locais acima de benesses pessoais, partidárias ou corporativistas… O PS não é “dono” do Concelho, não o criou, por ele não fala nem o representa.

Todo o restante texto (escrito a pensar num “outra-vez Pai Natal”?!) nada adianta. Enuncia o que um político normal constata e escreverá. Não é um “flop”, mas sim indiciador de cansaço, de expectativas em vez de certezas. Redutor. Não galvaniza.
Volto à ironia que o sr. PC tanto usa e de mim vai novamente aceitar, porque esse seu texto é adequável a um político-bala. O senhor estica o braço pela pequena abertura da cortina e acena para o público, alheio – repito, alheio – ao que vai fazer. Abrem a cortina. Coloca-se dentro dum canhão e pensa ”isto é sucesso garantido, eles não sabem o truque”. Ejectado, abre os braços, sorri. Cai de pé na rede por si esticada, dão-lhe o microfone e diz: “esqueçam o Passado-canhão, mas foi muito difícil ! Cá estou de novo; sinto-me rejuvenescido, entre – e com – os meus. Somos os maiores.” Poucos bateram palmas e a maioria (porque já conhece o truque), nem um…”Óóh !...” Ou “Hóó!...”, conforme preferir. Alguém já está a recolher a rede. A exibição do político-bala em nada entusiasmou, porque “o número” está vulgarizado e o truque conhecido.

PS (post scriptum) - Quem lhe suceder na presidência em 2009, evidentemente doutro partido, não vai ter tarefa facilitada no primeiro mandato. Então, verificar-se-á se o senhor, na oposição, enaltece os méritos, sugere melhorias, critica docemente e “em vez de incentivar quem ousa”, não o “destrói” ou ajuda a “destruir”. “Sem ataques a Instituições e pessoas sem qualquer razão de ser, sem lamechices”, esperamos todos. De si e dos depostos.

Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

O rio Maior Poluído


Hoje, 21 de Dezembro cerca das 16 horas, na zona do rio da ponte, o rio Maior apresentava este aspecto POLUÍDO.
Sem tempo para grandes considerações sobre o assunto quero apenas deixar as imagens.
Para que conste!

Domingo, Dezembro 17, 2006

Lisboa, ver Amadeo


Hoje não vou escrever sobre assuntos riomaiorenses.
Mas aos riomaiorenses desatentos com o imparável e cada vez mais célere tempo, recordo e recomendo uma notabilíssima exposição de pintura e de desenho: AMADEO DE SOUZA-CARDOSO. Na Fundação Calouste Gulbenkian.
Trata-se duma retrospectiva, irrepetível, de praticamente toda a sua extraordinária obra, terminada abruptamente em 1918, tinha então Amadeo 31 anos.
Só até 14 de Janeiro. Imperdível !
Riomaiorenses, estão “convocados”!
Depois…não digam que “ninguém os avisou”!

Nascido em Amarante, foi para Paris com 19 anos, onde encontrou uma pujante e fervilhante cidade com alguns dos maiores criadores das artes, das músicas e das letras de todos os tempos a “ditarem leis” que estão na História.
A.Souza-Cardoso é um dos geniais pioneiros internacionais do Modernismo, a par dos seus amigos Robert e Sónia Delaunay, Amedeo Modigliani, Juan Gris, Brancusi, Archipenko, entre outros, também presentes nesta admirável mostra, igualmente com pinturas de Picasso ou Kandinsky.

Repito: exposição só até 14 de Janeiro.
Horário: de terça a domingo, das 10 às 22h00. Sextas, das 10 até às 24h00. Encerra às segundas.
Marcação de visita guiada (máximo de 40 pessoas): contactar serviços da Fundação.
Preço: 3 euros.

Câmara e Junta de Freguesia de Rio Maior, ainda estão a tempo de promover uma vinda dos munícipes a Lisboa, colocando um autocarro ao seu dispor. Por que não ?

Sábado, Dezembro 16, 2006

Homologações

Fartam-se os mais diversos responsáveis, aos mais diversos níveis de clamar pela segurança. Em nome da segurança se vão dizendo os maiores disparates, fazendo as maiores aberrações.

Chegou-se ao exagero de criar “marcas de segurança” para homologar tudo e mais um par de botas. Quem não se deparou já com as famosas etiquetas da “CEE” garantindo a segurança de um qualquer produto “made in china”?

É verdade que tais etiquetas não seguram ninguém, mas facilmente se pode imaginar os custos desse processo, desde os trabalhos de campo até redacção final. Seguramente foram muitos, muitos euros.

Porém quando damos de caras com acidentes como aquele que a foto mostra no parque infantil de Rio Maior, não podemos deixar de pensar que não há leis, normas, regulamentos que substituam a sensatez. Só assim é possível entender um acidente desta natureza num equipamento “aprovado, homologado, certificado, etc., etc.,”

Espero que apesar das garantias que tal equipamento dá, seja rapidamente substituído, mesmo que não seja por uma razão de bom-senso, que seja por uma questão de segurança!

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Sorriso Enigmático

Um dos assíduos leitores deste blogue, parabéns por isso, veio hoje reclamar, veementemente, da falta de interactividade deste sítio. E tem toda a razão. Nada como assumirmos as nossas insuficiências e aceitarmos as criticas quando elas são justas e nos podem ajudar a melhorar o nosso desempenho. Bem-haja por isso.

Sobre os factos concretos que aponta, sempre com um sorriso nos lábios assinale-se, é inegável que fiz parte do elenco camarário de Janeiro de 2002 a Outubro de 2005. Como vereador da oposição disse o que tinha a dizer, tomei as atitudes que me pareceram correctas, fiz as propostas que, em minha opinião, melhor poderiam servir os munícipes. Agora nunca agi subservientemente, isso nunca. Faça-me essa justiça!

Acerca do assunto tratado no “post Canal 114” devo dizer que muitas, inúmeras, vezes esse assunto foi levantado nos vários órgãos camarários e sempre as respostas foram evasivas e, invariavelmente, chutando a responsabilidade da situação para o governo central. Como dizia no “post”, mas admito que não tenha lido com atenção, a responsabilidade daquele troço é da câmara. Foi sempre isso que dissemos, foi sempre isso que fizemos, mas sempre deparámos com orelhas moucas e uma total inacção.

Quando à racionalização das forças de segurança, registo novamente uma grande falta de atenção, uma visão de um olho só. Não que isso seja grave, Camões só tinha um olho e corre o sério risco de ser eleito o “maior português de sempre”, apesar de o termos deixado morrer à mingua. Mas voltando à sua falta de atenção, a verdade é que ESTOU DE ACORDO com a racionalização, eu diria antes, com a rentabilização das forças de segurança, aliás já há dez anos estava. Não fui eu que mudei de posição. Foram os que todos sabemos. Na oposição dizem uma coisa. Quando estão no governo afirmam o contrário. Permita-me a comparação mas isso são mesmo contos do vigário, ou seja vigarices!

E pronto, Pronto outro dos nossos fiéis leitores, aqui tem de uma penada as respostas solicitadas. E prometo que vou tentar ser mais pressuroso nas respostas, pelo menos tanto quanto o é nas questões colocadas.

Uma última nota: Aceitamos a participação de TODOS os que queiram partilhar as suas ideias sobre a nossa terra. A sua será concerteza muito bem acolhida, no mínimo com um sorriso aberto.

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Pérolas


Durante a apresentação do sr. Provedor Municipal(PM), o sr. Presidente da Câmara(PC) avisou: em 2007 terá dificuldades acrescidas para proporcionar subsídios às associações e colectividades, porque o Tribunal de Contas (TC) vai ser rigoroso.
Arlino Santos na qualidade de provedor, poderá explicar.
Espantoso.
Talvez, compreendo, o PC teria querido informar que as finanças da autarquia não permitem “mais”, porque vêm aí cortes na despesa pública. Se a causa é efectivamente o TC, então, anteriormente, não ocorreu pormenorizada fiscalização?
Sobre a rigorosidade do TC não há novidade acrescida dada por quem quer que seja, é precisamente para tal que foi constituído. Todos nós contribuintes, agradecemos. Mas infere-se que estará mais atento, também aos Paços do Concelho riomaiorense. Muito bem!
Arlino Santos terá muito trabalho neste âmbito, porque por certo lhe serão colocadas bastantes e diversificadas questões. Não podendo acrescentar mais cêntimos às parcas comparticipações, resta-lhe também apaziguar “revoltas”, distribuir afectos pessoais e institucionais. A Câmara “lava as mãos” de qualquer responsabilidade.
Associações e colectividades assim colhidas, repito colhidas, pela surpresa, pouco mais do que aquém, sublinho aquém do suficiente-menos deverão usufruir.

O notório problema não é, será (só) económico-financeiro; mas sim e desde sempre, pela ausência duma adequada, regular e consubstanciada política sócio-cultural para o Concelho… Experimentem perguntar por exemplo ao pelouro da Cultura (ou preferencialmente à sua vereadora), o que globalmente pretende para 2007 ou até 2009…

Aconselho pormenorizada atenção aos subsídios destinados a alguns dos seus pares e sobretudo aos usufruidores que actuam na área desportiva ou representativa de clubes.
Como? Estando atentas às proporcionalidades, e se um emblema ou modalidade desportiva merece sociologicamente mais consideração camarária do que qualquer actividade humanista, ambientalista ou sócio-cultural.

Constou-me ontem, que a Casa da Cultura d’El Rei D.Miguel vai encerrar a partir de Janeiro. E que os serviços culturais passarão a laborar na Praça da República. Porquê a cessação de actividades? Porquê os serviços na câmara – ou mais ao lado?
Ah! A programação da novel Casa da Cultura após trinta dias da sua inauguração, tem sido extraordinária(mente) nula! Ou anulada! Nada acontecerá no próximo semestre?
A sra. Vereadora da Cultura ou o sr.PC não explicam às populações o que se passa? A comunicação social local não questiona nem solicita entrevista? Os srs. vereadores e deputados não ambicionam ser esclarecidos?

PS – Para os meus particulares amigos riomaiorenses Benfiquistas, esta “pérola” de Fernando Seara, in A Bola, sobre um livro duma mulher que ainda recentemente era insultada, desprezada por Benfiquistas: ”lê-se de um fôlego. No final fica-se sem fôlego”.
Por mim, lamento que não tenha causado regulares náuseas ao recente mandatário nacional do actual presidente da Sad e do Clube. São aqueles e estes, os bastidores, as ausências de carácter, os interesses, que dominam o nauseabundo futebol “português”. Ontem, uma desprezível criatura; hoje bem-vinda heroína e no caso, parcimoniosamente lida. E mais não quero escrever neste momento, sobre. Pobre S.L.Benfica com gente desta!
Para nós, o mais importante é o conteúdo desse livro ou o que se passa no nosso Clube? Essas páginas e fotografias abafaram o “caso” Mantorras? Já não há “caso” Alverca?

Domingo, Dezembro 10, 2006

O Filho Pródigo a Casa Torna!

De facto, e segundo certos passarinhos normalmente bem informados, o filho pródigo vai regressar a casa esta semana.
Depois de bem merecidos 6 meses de férias eis que volta para junto de seu pai, que necessita de ajuda neste momento complicado da governação do reino.

A ver vamos se assim será!

PS: Curiosamente o termo pródigo tem como sinónimos Perdulário, Dissipador, Esbanjador, etc...
A prodigalidade é aliás uma causa de interdição/inabilitação admitida pelo Código Civil e que pode ser requerida pelos familiares directos com base na realização constantes de despesas ruinosas e injustificadas.
Pena que os habitantes do reino não a possam requerer também.

Sábado, Dezembro 09, 2006

Razia

Por todo o país se vão ouvindo os clamores contra o encerramento dos SAP (Serviços de Atendimento Permanente) comummente designados de urgências. À medida que a quantidade de concelhos atingida aumenta, o alarido é maior, mas o governo há muito tempo que colocou tampões nos ouvidos. Depois é certo e sabido que as vozes dos mais fracos, geralmente, não têm eco.

Este governo, numa lógica capitalista de prestação de serviços aos cidadãos, faz orelhas moucas aos gritos daqueles que mais necessitam e para os quais é efectivamente preciso haver um Estado regulador, privilegiando todos aqueles que já têm sistemas de saúde alternativos e que a qualquer hora os podem solicitar, pagando-lhes obviamente muito bem. Esta é a realidade nua e crua, por mais que em tons rosa a queiram tingir!

Na memória, mais de ouvir contar, retenho ainda os tempos em que os médicos dos mais carenciados eram pagos em géneros. Era o chamado “partido” que anualmente se pagava ao médico. Foi ainda nesse tempo que tive as primeiras consultas com o Dr. Alexandre de Carvalho médico em S.João da Ribeira que sempre consultava “graça” os mais desfavorecidos e ainda lhe arranjava umas amostras gratuitas de medicamentos.

Hoje os mais desprotegidos MORREM à míngua de, por exemplo, não terem um carro para se deslocarem à “urgência mais próxima”. E assim prossegue o “ímpeto reformista” deste governo, fazendo de Zé do Telhado às avessas. Tira aos pobres para que os ricos fiquem ainda mais ricos. Daqui a nada isto já não é um país, é antes um “reformatório”!

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Escrever a História


Fernando Duarte foi o único e grande historiador do Concelho.
Nos jornais e revistas. Na rádio. Em documentários fílmicos, mas sobretudo no livro “História do Concelho de Rio Maior”.
Fernando Duarte viveu local e temporariamente “à distância”, acontecimentos simples e marcantes, únicos. Conheceu muitas pessoas, também através da sua profissão, solicitador. E pesquisou, recolheu, seleccionou criteriosamente. Entrevistou. Registou. Imprimiu fac-símiles e fotografias. Detalhou cronologicamente mais de 150 anos.
Sem o seu entusiástico interesse pelo Concelho, hoje estaríamos entre “espaços” obscuros e brancos, desconexos, maleáveis, sem caboucos. Com a sua obra, sabe-se quem somos e donde viemos.
Como poucos e pela sua maneira de estar na vida e perante pessoas, amou “a terra” onde nasceu e nela repousa em paz.

Não consigo entender o ainda inexistente e tão tardio reconhecimento público pelo seu riomaiorensismo!
Uma artéria ou um espaço cultural com o seu Nome, senhores autarcas !
E quantos exemplares da “História do Concelho de Rio Maior” adquiriu a Câmara, para oferecer a instituições, a convidados especiais, às juntas de freguesia, às escolas?

Suspeito que desde o falecimento de Fernando Duarte, mais ninguém se interessou em acompanhar, conhecer, compilar e escrever a História do Concelho. Se assim é, ocorre(rá) um hiato gravoso, irrecuperável.
Bastante se perdeu, e quem “pegar” no quotidiano concelhio a partir de meados dos anos 1980, resta-lhe um ocasional esforço de Sísifo, mas contudo não desesperante para consultar alguns jornais, esporádicas revistas, poucos livros, boletins e arquivos municipais (onde e como estão?), raros testemunhos orais.
Sugiro ao sr. Presidente da Câmara, ex-professor de História, que num dos seus discursos motive, entusiasme ou por iniciativa da edilidade crie qualquer estímulo para que alguém se interesse pelas “terras”, gentes, actividades, e registe, escreva sobre o Futuro. Obviamente sem favores sociais nem político-partidários.
Felizmente estão vivos riomaiorenses que possuem os seus “apontamentos” e documentos.

Surgiu no Feriado Municipal, o livro “Retratos do Passado“, de Marcolino Nobre. Nele, “movimenta” a vida riomaiorense e concelhia com personagens desde Retebé a Silvino Sequeira, Augusto César da Silva Ferreira a Mãe Alexandrina, revive lugares desde a Praça Velha à Azambujeira, e perspectiva o presente-futuro n’A Ponte dos Milénios. E edita fotografias, do Grupo de alunos da Escola Comercial nos anos quarenta ao “Sr.Carapau”. Lemos, numa escrita muito simples, um e por si escolhido “retrato” social e roteiro patrimonial. Por vezes de modo apaixonado, deixamo-nos voltar ao passado.
Não sendo um livro de História mas sim com estórias, Marcolino Nobre “pega-nos” no braço e leva-nos a lugares, “apresenta-nos” algumas das mais destacadas personalidades com quem convive(u).

Terça-feira, Dezembro 05, 2006

Faz de Conta

O Sr. Presidente da Câmara de Rio Maior anunciou, com pompa e circunstância, a criação do Provedor do Munícipe. Tal figura, nas doutas palavras do presidente da autarquia, visa "facilitar a solução dos problemas que os munícipes enfrentam na sua relação com a autarquia”.

Tal como solenemente anunciou, o provedor terá um gabinete na autarquia onde os cidadãos farão as suas queixas e os pedidos de esclarecimentos dos cidadãos. Chegou mesmo a anunciar, no seu inflamado discurso, que “os serviços camarários receberam ordens para colaborar com o provedor na resolução dos problemas, pelo que muitas das questões passarão ao lado do próprio executivo municipal”. Assim mesmo!

Existe um ditado popular que diz “quando a sardinha é gorda de mais, o pedinte desconfia”. É exactamente o sentimento que perpassa pelo mais desatento munícipe em relação a esta propagandeada noticia. É que a crer nas palavras, doutas, do Sr. presidente, praticamente será criado um serviço paralelo, mas muito mais eficaz. Sem atrasos, sem filas de espera, sem incompreensões.

Ora, para além do reconhecimento implícito que a autarquia não presta bons serviços aos munícipes, o anúncio deste “facilitador” pode ser comparada a um putativo anúncio de que o TGV iria circular nas linhas-férreas actuais. O resultado seria o descarrilamento certo. Valha-nos que a provedoria, tal como o TGV, ainda é um exercício de faz de conta!

Domingo, Dezembro 03, 2006

Francisco Sá Carneiro 1934 – 1980

A política segundo Francisco Sá Carneiro:

-“Por muito que se tenha sido educado no descrédito da política, é-se forçado a reconhecer que quando se começa a tomar, em profundidade, consciência da nossa própria existência pessoal e das realidades que nos cercam, somos constantemente conduzidos a ela”.

-“A intervenção activa é a única possibilidade que temos de tentar passar do isolamento das nossas ideias e das teorias das nossas palavras à realidade da actuação prática, sem a qual as ideias definham, e as palavras tornam-se ocas”.

Hoje, 4 de Dezembro de 2006, completam-se 26 anos sobre a data da sua morte. Mais que fúteis evocações do seu nome, aqui ficam as suas palavras.
Obs.
Por coincidência esteve no último ano da sua vida em Rio Maior. A recepção que o povo de Rio Maior lhe dedicou pode ver-se nesta imagem, com a Praça da República repleta de gente.

Sábado, Dezembro 02, 2006

Impluda-se!!!

É importante, é urgente, é mesmo um caso de “saúde pública” deitar abaixo a (in) contornável rotunda central da cidade. Chega de tentativas de amenizar tal monstruosidade, mal parida!

Não queremos saber dos “quês e porquês” do desastre, queremos é que a “via seja desimpedida”. Não se perca mais tempo com desculpas esfarrapadas, só porque algumas cabeças “pensantes” do burgo acham importante que os “hipopótamos” não morram de insolação.

Se não houver verba faça-se um cortejo de oferendas e leiloem-se as fogaças. Onde está o apregoado engenho e arte de vossa senhoria para arranjar a “massinha para fazer as obras”? Não nos diga que se esgotou nos moinhos de vento, qual D. Quixote de La Mancha.

Por mancha aquilo realmente é uma mancha, uma nódoa, um borrão, uma equimose. Por tudo isto e o que mais se queira adendar só existe uma solução: impluda-se!

Para não alegarem que não fazemos propostas construtivas, aqui fica a nossa: reconstituir a antiga fonte devidamente enquadrada. Iam ver que esta interligação entre o passado e o presente ficaria muito bem. Mas é só um alvitre, pois desconfio que a fonte, as pedras, há muito se perderam na voragem do tempo.

Nota.
Esta semana estava, pela enésima vez, um grupo de técnicos estava conjecturar sobre o mau funcionamento da rotunda. A crer nos exemplos anteriores os resultados serão idênticos e portanto, mais valia poupar-se as “massinhas” assim consumidas.