Sábado, Abril 29, 2006

A Simbologia...


Na última Assembleia Municipal, um dos temas levados pelo líder da bancada do PSD foi a desditosa “rotunda”. Valada Rodrigues disse não haver em Rio Maior ponta de orgulho ou agrado por aquele sorvedouro de dinheiro.

Referiu que se impunha uma solução e lançou a proposta: a somar às rotundas do Salineiro, Mineiro, Bombeiro e Desportista, faria sentido a rotunda do Agricultor, relevante profissão na estrutura social do Concelho.

A proposta, muito bem formulada, foi inclusivamente acolhida por um dos mais antigos elementos do PS na Assembleia Municipal.

Trata-se de uma proposta económica pois já temos estátua (está na Praça da República). Eu acrescento que é também uma proposta consensual, até porque a estátua contém uma simbologia conhecida dos riomaiorenses – um pai a levar o filho às cavalitas!

Infelizmente, a autarquia recusou a proposta. A CMRM referiu, contudo, que o caso não está fechado: a boa notícia é que pode ainda haver um fim feliz. A má notícia é que aquele buraco negro vai continuar a absorver dinheiros públicos…

Como nota final, resta-me lamentar que ideias praticáveis e passíveis de solucionar problemas, sejam rejeitadas apenas porque vêm da oposição!

Quarta-feira, Abril 26, 2006

Silêncio Escolar


Paira grande silêncio sobre a construção do novo edifício da Escola Superior de Desporto em Rio Maior. Depois de tantos esforços para que a sua construção avançasse, o que configura apenas uma questão de justiça face ao sucesso da escola, parece que uma pesada manta de silêncio se abateu sobre o processo, que não ata nem desata e até a placa anunciando o local da nova construção se esfumou. Esperemos que não seja uma premonição diabólica ou mesmo uma decisão Socrática!

Diz-se por aí entre-dentes – para evitar desagradar aos poderosos locais, não vão eles vingar-se nos pequenos interesses de quem ousa contestá-los – que o governo do Partido Socialista tem protelado a construção do edifício alegando que existem alternativas próximas – Escola Superior Agrária em Santarém – mas, de concreto, os riomaiorenses nada sabem. Sabem apenas que os seus autarcas se comportam como cúmplices de todo este processo, não se lhe conhecendo uma palavra, uma justificação, um esclarecimento. Convenhamos que para quem defendeu que “todo o investimento desportivo tinha tido como objectivo primeiro a vinda do ensino superior público para Rio Maior” este silêncio é muito, muito comprometedor.

Este silêncio é tanto mais grave quando se conhecem as lamentáveis actuações arruaceiras dos socialistas locais, como no caso da Escola de Alcobertas, convocando o povo pra intimidar os representantes locais dos partidos que então detinham o governo do país. Mais, governo que se limitou a seguir um estudo do anterior (socialista), que referia não existir população estudantil que justificasse a construção da escola. Agora quando a 700 alunos falta quase tudo para que tenham uma vida académica condigna na nossa terra, não se conhece uma palavra, um lamento, um protesto, pelo arrastar desta situação. Apenas o emudecimento.

O caso é ainda mais grave nas oposições. Quando deviam denunciar – por todas as formas e meios – este silêncio cúmplice e solidário dos socialistas riomaiorenses, que esta prejudicar gravemente os interesses do concelho, preferem perguntar, em surdina, “quando é que são pagas as senhas de presença nas reuniões de Câmara?”?!!! Eu sei que é difícil assumir posições diferentes, especialmente quando se querem proteger interesses pessoais, mas esse é um custo muito pequeno por comparação aos superiores interesses do concelho, para cuja defesa se disponibilizaram em campanha eleitoral. Não podemos deixar de dizer que, ou a baliza é demasiado grande ou os guarda-redes são anões.

Sábado, Abril 22, 2006

Isaura Morais na Comissão de Honra de Marques Mendes


A Presidente do PSD/Rio Maior integra a Comissão de Honra de Marques Mendes, núcleo de personalidades que dão a cara em http://www.marquesmendes.net/.

Da Comissão de Honra, liderada por Francisco Pinto Balsemão, militante n.º 1 do PSD, fazem parte inúmeros Presidentes de Câmara, Deputados e Dirigentes Nacionais do PSD.

Entre os dirigentes do distrito de Santarém inseridos na Comissão Honra de Marques Mendes, estão Carlos Coelho (Deputado Europeu), Vasco Cunha, Miguel Relvas, Mário Albuquerque (Deputados à Assembleia da República), David Catarino (Presidente da CM Ourém).

Bico calado


São 06.00h da madrugada.
Chego a casa vindo da Assembleia Municipal (AM), que terminou rente às 04.00h da manhã (!!!).
Cumpre dar aos eleitores conta dos trabalhos: é a obrigação dos eleitos.
Infelizmente, a esta hora a natural exaustão turva-me a clareza de redigir uma apreciação aos trabalhos. Aliás, durante a própria sessão, a exaustão causou-me (por vários segundos) uma embaraçosa fraqueza nas pálpebras …
Porém, antes de me recolher, quero testemunhar três acasos:

1 – O novo líder da bancada do PS é o Dr. António Moreira. Felicito o seu partido pela escolha. Estou certo que exercerá funções com cordialidade, correcção e educação.

2 – O apreço que temos pelas pessoas não se anuncia. Demonstra-se! Nesse sentido, penso que não preciso de provar o apreço que tenho pelo Dr. Victor Damião, Presidente da AM.
Foi, no entanto, com revolta que assisti à sua gestão restritiva dos tempos de uso de palavra.
Esta redução drástica nos “tempos de discurso” é um rude corte com a tradição de generosidade para com os membros da AM (sobretudo para com as oposições).
Senti-me aviltado, bem como toda a bancada do PSD e outros membros. A bancada da CDU chegou a formular um voto de protesto!
O Dr. Damião é um democrata a sério, mas os seus critérios hoje pareceram uma brincadeira de mau gosto! Eu mesmo lho disse!

3 – Perguntei à Câmara quais eram os critérios de atribuição de subsídios às associações juvenis de Rio Maior. Perguntei também se havia acompanhamento do uso que as mesmas faziam dos dinheiros de todos nós.
Não obtive resposta…

Sexta-feira, Abril 21, 2006

A dúvida


Daqui a uma hora começa a Assembleia Municipal.
Falta pouco para se saber quem será o novo líder da bancada do PS!
Confesso que estou curioso…

“Choque tecnológico”

Em Novembro de 2005, o governo socialista do Eng. José Sócrates anunciou, com a pompa e circunstância habituais, a concretização, com uma rapidez sublinhada, de uma das suas promessas eleitorais: o complemento social de pensões para idosos! Anunciou mesmo o seu custo estimado – 200 milhões de euros por ano – numa demonstração grandiosa da medida. De estalo!

Embrulhada em tão colorido papel, quase parecia uma repetição daquela cena de campanha, em que o primeiro-ministro agitava freneticamente um CD contendo o “plano tecnológico”, tal prenda parecia irrecusável, até ao momento em que os pobres idosos, distraídos "desta coisa" das novas tecnologias, começaram a embater, com violência, na papelada a tratar. Na sua boa fé, muitos ainda andaram a pedir a terceiros (aos filhos avindos, que aos desavindos vão ter de levantar processos) para os ajudarem no preenchimento da papelada, mas ainda assim, não evitavam idas a esta e aquela repartição, apesar da sua débil mobilidade. Um calvário!

Percorridas as capelas do calvário lá entregavam a papelada, e era com espanto que escutavam os comentários das recepcionistas: “tem casa própria?... nem vale a pena entregarem” ou então: “com este dinheiro no banco?... nem valia a pena perderem tempo com isto”. E caía-lhes o queixo de espanto, ao sentirem-se penalizados por uma vida inteira de poupança, por uma casinha humilde construída com sangue suor e lágrimas.

Perante este cenário de autêntico logro aos mais de 729.000 idosos com uma pensão de reforma inferior a 300 euros, o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, ainda tem o descaramento de afirmar. «Não vemos nenhuma razão para, dois meses depois desta prestação estar no terreno, proceder a alterações»! Lê-se e não se acredita, quando se sabe que volvidos os citados dois meses o saldo era este: a 13.000 requerimentos entrados na Segurança Social correspondiam 690 complementos diferidos. Pouco mais de 5% do total!!!

Se recuarmos ao tempo de outro governo socialista, podemos ter uma medida exacta da injustiça cometida sobre uma população que tudo deu ao país e que hoje se limita a viver das suas esmolas. Atente-se na contradição: no tempo do outro governo socialista, quando foi para dar dinheiro a toxicodependentes, bêbados, calões e outras “peças”, o chamado Rendimento Mínimo Garantido, pouco mais era necessário que a assinatura do presidente da junta a atestar a “indigência” dos signatários. Agora que era tão mais fácil atestar a dificuldade dos possíveis beneficiários, estoutro governo “socialista” sufoca-os” com papeis e mais papeis, esmiuçando as suas vidas até ao mais recôndito cêntimo. É injusto, é revoltante, é mesmo uma pulhice. Uma pulhice grada, porque é uma pulhice tecnológica!

Nota.
Hoje, 21 de Abril, o ministro veio anunciar que afinal já são 4217 os processos diferidos. Enfim mantém-se o folclore da medida e a desilusão dos interessados.

Quinta-feira, Abril 20, 2006

Apresentação


O meu nome é Nuno Malta e foi com muito gosto que aceitei o convite feito pelo Paulo Colaço e pelo Edgard Gomes para participar neste blog.

Neste espaço, espero contribuir, de alguma forma, ainda que modesta, para que se possa discutir sobre os problemas da nossa terra, do nosso país e do mundo. Poderá ser estranho participar num “blog criado pelos rapazes do PSD”, conforme disse o meu amigo Vasco, na medida em que nas últimas eleições autárquicas concorri nas listas do CDS-PP.

É verdade, mas fi-lo como independente e é nesta posição que farei a minha participação. Não me interessa a cor política, mas sim a minha terra.

Quem faz ou deixa de fazer são as pessoas e não os partidos. Num espaço livre de debate e de troca de ideias, é importante dar opiniões isentas. Criticar, com uma base construtiva, não dizer mal por dizer.

A todos um bem haja.

Marques Mendes em Rio Maior


NOTA: ESTE JANTAR FOI ADIADO PARA 1 DE JUNHO.
O líder nacional do PSD, Luís Marques Mendes, desloca-se à nossa terra para confraternizar com os militantes e simpatizantes laranja.

Promete ser um grande convívio social-democrata, juntando também dirigentes e autarcas do PSD dos concelhos vizinhos.

Data: 4 de Maio (quinta-feira)
Horas: 19.30h
Local: Complexo Turístico do Gato Preto


De salientar que o evento terá lugar na véspera de um momento inédito: a eleição directa do Presidente do PSD.

Terça-feira, Abril 18, 2006

(In)Correcto

Foi notória a renovação na política local que as últimas eleições autárquicas provocaram quer na situação, quer na oposição. Praticamente tudo é novo exceptuando o presidente da câmara e o filho que, desesperadamente, tentam implantar a dinastia “silvinina” em Rio Maior. Apesar deste facto espúrio, foi uma saudável lufada de ar fresco e juventude que se regista. As sociedades precisam de respirar, de se libertarem – gostei do slogan “libertar Santarém” de Moita Flores – para poderem capitalizar todas as vontades disponíveis. É urgente, é determinante que as vontades que vão aflorando aqui e além não se deixem estiolar em função de egoísmos estéreis! Tudo isto é politicamente correcto.

Politicamente incorrecto é dizer que não basta ser novo para ser melhor. Isso mesmo é demonstrado à exaustão pelo desespero sucedâneo que ocorre no seio socialista riomaiorense. É notório que o rapaz – um pé de chumbo nato – não há meio de carrilhar, apesar dos pesados investimentos feitos nele! Do outro lado também não basta enunciar que é “preciso uma nova maneira de fazer política”. É preciso dizer qual é a “nova” maneira de molde a que as pessoas a entendam! E quem é que entende alguém que tem “ideias próprias e convergentes”? Não será isto uma expressão moderna para ausência de ideias?

Socialmente correcto, que é aquilo que mais interessa às populações é dizer que não existe uma maneira socialista e outra social-democrata, de, por exemplo levar água potável à mais recôndita aldeia, ou prover de iluminação pública a mais inóspita rua. As populações são indiferentes às cores partidárias quando se trata de sanar as suas carências. Nesta perspectiva é muito difícil ser oposição numa câmara municipal ou numa junta de freguesia, sabemo-lo por experiência própria.

Porém, justamente por ser difícil, é que acaba por ser um exercício muito estimulante para aqueles que têm convicções e se batem por elas, sem outro objectivo que não seja, a vontade de contribuírem para que a sua terra seja melhor. Infelizmente é também muito cómodo para aqueles a quem faltam convicções, mas sobra o oportunismo. Para eles ser oposição, é um mero exercício de pavoneio, abanando a cabeça de um lado para o outro, mas sempre, sempre tentando cair nas boas graças de quem manda, “que o dia de amanhã ninguém o viu”.

Uma visão muito pobre...


Sou fã do site da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Quem se interessa pelo Poder Local tem ali muita informação.
O site é também um “cartão de visita” dos concelhos, pois contém links, imagens e informações resumidas sobre os mesmos.
Uma das coisas que reparei é que Rio Maior prima por uma presença muito infeliz naquele espaço.
Se clicarmos no País até aparecer a página relativa a Rio Maior, veremos um resumo sobre o nosso concelho. À semelhança dos restantes concelhos, há também um espaço de imagens.
Ora este “cartaz” fotográfico de Rio Maior é, no mínimo, desolador.
Comparei com as escolhas feitas por concelhos vizinhos (Alcobaça, Azambuja, Cadaval, Caldas e Santarém) e vi que Rio Maior, podendo escolher três fotos, escolheu apenas duas: que tibieza de vistas…
Observei, depois, que os nossos vizinhos optaram por mostrar olhares panorâmicos muito apelativos: vistas da cidade, monumentos históricos, imagens de cultura local, paisagem natural e pontos de relevante interesse turístico, que só por si trazem visitantes de fora.
Nós por cá, pasme-se, temos uma fotografia dum “campo da bola” e outra da Câmara Municipal. Como se não bastasse, a imagem da Câmara está muito desactualizada (ainda se vê o mamarracho ferrugento a fazer sombra a uma pedra).
Veja-se que não há mal em mostrar a Câmara – sobretudo se ainda tivéssemos para mostrar a antiga Albergaria, que tombou para dar lugar à estrutura de gosto duvidoso que aloja os serviços municipais.
O grave, em meu entender, é que Rio Maior é muito mais do que aquilo. Rio Maior é uma Serra cheia de vida, são Salinas, o Forno Medieval das Alcobertas, (onde o arqueólogo Carlos Pereira tem dado imenso de si), é uma Villa Romana, um Dólmen, é a imagem bonita que se avista da varanda da Rádio Maior.
Rio Maior é a sua gente, festas e tradições!
Mas nada disso é o nosso cartão de visita no site da ANMP.
Apenas a Câmara, uma pista e um relvado…
Isto diz muito acerca visão de Rio Maior na perspectiva do Poder: parece que o nosso Poder só se vê a si mesmo e ao desporto.
O resto nem sequer é paisagem!

Sexta-feira, Abril 14, 2006

Dar a Cara!


Olá a todos! O meu nome é Vasco Tavares e a convite dos dois fundadores deste blog aceitei expressar aqui também as minhas opiniões e preocupações sobre o futuro da nossa terra, do país e do mundo! (Rodrigo Guedes de Carvalho desculpa lá o plágio).
Como muitos de vocês sabem a minha vida faz-se no meio da comunicação social, porque sou locutor na Rádio Maior e responsável por um outro projecto denominado HiperFM. Não sou jornalista, nem tenho ambições de o ser, mas sou uma pessoa interessada naquilo que se passa ao nosso redor todos os dias.
Sei que muitos de vocês colocam neste momento a questão: “Mas como é que ele aceitou escrever num blog criado pelos rapazes do PSD?”
A resposta é simples: aceitando!
E não pensem que os meus textos neste blog serão vinculados a opiniões partidárias. Que eu saiba ainda não me converti em corrente de transmissão de nenhuma máquina partidária e tudo o que escrever será o que me vai na alma!
Como dizia o Edgard Gomes no seu primeiro post “Este é um espaço, onde as pessoas que aqui escrevem dão a cara pela sua terra., não se escondendo atrás de alcunhas ou anonimatos”. Compreendo os motivos daqueles que se escondem, que só manifestam a sua opinião no anonimato dos blogs e das urnas, mas eu quero dar a cara pela minha terra porque alguém tem finalmente que o fazer!
Quem me conhece sabe que sou rápido a criticar o que me parece estar mal, embora procure sempre ser objectivo e construtivo na minha critica. Rápido é também o elogio, quando devidamente merecido, se bem que nos últimos tempos encontro normalmente mais motivos para criticar do que para elogiar.
Espero que todos contribuam para tornar “O Rio da Ponte” um espaço de discussão salutar sobre os temas que nos preocupam e não um mero espaço do “bota abaixo”, como infelizmente tem acontecido com outros blogs dedicados aos assuntos de Rio Maior.
Sempre que quiserem o meu e-mail está ao vosso dispor: vascotavares@msn.com

Quinta-feira, Abril 13, 2006

Ensinar a Democracia


Para fomentar o debate entre os jovens dos 15 aos 22 anos, a Assembleia Municipal (AM) criou o Parlamento da Juventude, sob proposta da Câmara.
Após alguns meses de “experiência”, o Parlamento pode passar a outra fase.
Urge mudar a forme de designação dos jovens “parlamentares”.
No início compreende-se que os membros sejam nomeados, como uma “comissão instaladora”, mas há que passar da nomeação para a eleição!
Se um dos fins é a iniciação à participação democrática, importa mostrar aos jovens a beleza do sufrágio, pelo qual os nossos pares nos conferem um mandato fundado na responsabilização e na confiança.

Assim, defendi na AM a eleição dos jovens “deputados” e a Câmara aceitou este desafio do PSD.

Os actuais 29 jovens parlamentares estão assim distribuídos:
- 5 Alunos (um de cada Escola: Sup. de Desporto, Dr. Augusto César da Silva Ferreira, Profissional, Marinhas do Sal e Fernando Casimiro);- 14 Jovens trabalhadores (cada um indicado por uma Junta de Freguesia);
- 5 Jovens indicados pela Câmara;
- 5 Jovens indicados pela Assembleia.

Proponho passar para 35 membros (como na AM), com este rateio:
- 21 Alunos eleitos nas cinco Escolas (a distribuir proporcionalmente de acordo com o respectivo número de alunos);
- 14 Jovens trabalhadores (eleitos pelos jovens de cada uma das freguesias).

Tudo isto pode parecer despropositado, mas será possível chamar despropositado ao supremo valor da legitimação democrática popular?

Quarta-feira, Abril 12, 2006

Assembleia Municipal

A Assembleia Municipal é, ou antes devia ser, o local de debate político sobre os problemas do concelho. Porém, e enquanto o actual figurino de mantiver, acaba por ser apenas uma correia de transmissão do executivo camarário e mais não faz que subscrever as propostas da câmara com o menor ruído possível. Esta é uma verdade irrebatível!

Os sete anos em que integrei os órgãos municipais deram-me uma perspectiva da crescente desvalorização deste órgão. Mais grave ainda, chegou-se ao ponto de convocá-lo/manipulá-lo para tentativas de linchamento da oposição, incendiando as pessoas contra aqueles que legitimamente defendiam ideias diferentes das professadas pela maioria. Um verdadeiro atentado à decência política!

A discussão de qualquer ideia/assunto que fuja ao controle da maioria, acaba sempre na maior confusão. Uma vez, por altura do passamento do Dr. Sequeira Aguiar, o PSD propôs a interrupção da sessão, em memória daquele que sempre fora membro da A.M., gerando a maior confusão na maioria socialista. Como sempre, após os “conselhos de quem manda”, lá se calaram as vozes dissonantes e a proposta foi rejeitada. A surpresa aconteceu quando um retardatário da maioria chega ao hemiciclo, pede a palavra e indignado pergunta: porque razão esta sessão não foi interrompida em memória do Dr. Aguiar?

O resultado mais grave desta desvalorização/ridicularização do órgão foi o abandono das suas sessões pela comunicação social. Hoje apenas sabemos da sua realização através dos anúncios pagos na imprensa, pelas convocatórias dos seus membros e eventualmente por algum “militante empedernido” que espera horas e horas “pra botar faladura”, normalmente lá para as três da manhã. Para o publico apenas repassam duas ou três linhas no “boletim municipal”, geralmente relatando os “sentares e levantares” das votações.

No próximo dia 21 (sexta-feira), pelas 19.00h, terá lugar mais uma sessão ordinária. Bom seria que os riomaiorenses fizessem daquela sala de sessões mais um prolongamento dos seus direitos/deveres de cidadania.

Terça-feira, Abril 11, 2006

A mudança


Há duas horas atrás, a LUSA noticiava: «Romano Prodi, reivindicou hoje a vitória nas eleições legislativas, mas a direita contestou os resultados divulgados pelo ministério do interior.»

A confirmar-se, lamento que a Itália tenha escolhido uma “agremiação” de 14 partidos que em comum tinham apenas a aversão a Berlusconi.
Esperemos que Prodi seja em Itália o líder que nunca soube ser na Europa, e que este governo-saco-de-gatos dure uma legislatura inteira.

Interrompeu-se, ao que parece, o Poder do centro-direita em Itália. O mesmo não significa dizer que se interrompeu o poder de Berlusconi. Esse perdurará, seguramente.
Da mesma forma como perdurará a sua personalidade polémica e pouco dada à sensatez e moderação que se espera dos Estadistas.

Certa vez terá afirmado que os ocidentais eram superiores aos muçulmanos. Ora isto, que é uma suma barbaridade, foi interpretado assim pelo Deputado Mário David:
Faz-me muita confusão, cada vez que vou ao aeroporto de Bruxelas, ter de passar por uma mesquita. Não me faz confusão o facto de ser uma mesquita. A minha confusão é esta: quando eu vou a um país muçulmano não encontro uma igreja católica que é a minha fé!
Portanto devemos exigir reciprocidade.
Chamaram tanta coisa ao senhor Berlusconi quando ele disse que nós somos superiores porque não exigimos reciprocidade! Berlusconi [apenas queria dizer] que a nossa tolerância faz-nos considerar superiores!


Podia ser que Mário David estivesse a fazer uma interpretação benévola das palavras de Berlusconi, mas o conceito que lançou é espantoso. E aplica-se a tudo: aquele que é tolerante e não exige reciprocidade tem razões para se considerar superior.
Os católicos simplificam-no na perfeição: “fazer o bem sem olhar a quem”.
Ao menos esta polémica de Berlusconi não foi estéril. Haja uma...

Segunda-feira, Abril 10, 2006

Comunicação Social Local


O primeiro tema que aqui quero trazer é justamente a comunicação social local. No momento em que vão surgindo outras formas de comunicação mais incisiva, é justo e pertinente enaltecer a coragem das pessoas que na comunicação tradicional local – escrita e falada – têm ânimo, de contra ventos e marés, continuarem a proporcionarmos a possibilidade de, também lá, explanarmos as nossas ideias, manifestarmos as nossas diferenças e, através dela, fazê-las chegar ao conhecimento dos nossos conterrâneos.

Da minha experiência na comunicação social local, quer na rádio onde durante quase um ano participei num programa de debate político, quer na imprensa onde escrevi centenas de artigos de opinião, só posso reforçar o aplauso que atrás deixei aos seus responsáveis. São pessoas que todos os dias jogam nas suas empresas a sobrevivência, num concelho de economia débil e tradicionalmente pouco aberto a mudanças, contrariamente a outros que, sentados nas suas poltronas de luxo, tentam usá-los para atingir os seus objectivos.

Não entendemos e lamentamos por isso, os ataques que sofrem daqueles que deviam ser os primeiros a reconhecer a sua importância. O ataque à comunicação social é sempre a arma dos perdedores, dos que não conseguem transmitir uma ideia – geralmente pela falta delas – e que na ausência destas tentam, desesperadamente, fazer crer que lhas entravam! Essa nunca será a nossa luta, apesar de estarmos agora a iniciar um nova forma de comunicar, o nosso respeito pela comunicação tradicional será o mesmo ou maior ainda, até porque temos a ideia, que são formas complementares de comunicação.

Domingo, Abril 09, 2006

Vêm aí as "directas"


No próximo dia 5 de Março, os militantes do PSD vão às urnas e escolhem o seu líder para os dois anos que se avizinham.
O único verdadeiro candidato que se anunciou foi o actual Presidente, Luís Marques Mendes.
Digo “verdadeiro” porque nestes dias tivemos notícia de possíveis concorrentes (como José Alberto Pereira Coelho), cujas candidaturas, a serem concretizadas, não se esperam muito mobilizadoras.
Embora eu nunca tenha defendido a eleição directa do líder do PSD, não posso deixar de reconhecer o arrojo do Congresso em largar a sua mais mediática tarefa: eleger o Presidente do Partido.
Tendo sido participante sem direito a voto, não fui dos que levantei a mão durante as deliberações da Revisão Estatutária. De outro modo certamente votaria contra as directas.
Mas a proposta passou e, confesso, não lamento agora tanto quanto achava que lamentaria.
Marques Mendes, a pessoa que apoiei e que muito estimo, bateu-se com vigor por esta alteração e por vezes contagiamo-nos com o entusiasmo das pessoas que apoiamos.
Em abono da credibilidade que se deseja para o Partido, espero sinceramente que a afluência às urnas seja fortíssima e que Marques Mendes revalide o seu mandato.
O PSD precisa de arrumar a casa e dedicar-se, por inteiro, à tarefa de oposição.
Embora neste momento o PSD enfrente claras dificuldades em combater o Governo socialista menos de esquerda de sempre…

Entretanto, recomendo uma visita a www.marquesmendes.net

B.I. do blog


Sério, enérgico, convicto, livre e de cara descoberta.

Este é o Rio da Ponte.

Edgard Gomes
edgardgomes@mail.telepac.pt

Paulo Colaço
paulocolaco@jsd.pt

Liberdade... condicional!


Estávamos ainda em testes para o formato deste blog e a definir o estilo (bem como outros pormenores) quando, tanto eu como o Edgard Gomes, verificamos, deliciados, que o Rio da Ponte estava a ser alvo da brincadeira de alguém que, valha a verdade, lá teve a sagacidade de “descobrir” este espaço antes dele ser tornado público.

Como os comentários que estavam a “dar entrada” não nos pareciam nada saudáveis do ponto de vista ético, e menos ainda do ponto de vista da sua utilidade e ponderação, mais não se fez que obliterar tais observações.

Pensamos que condicionar a publicação de comentários é um factor essencial para a criação de um bom ambiente “bloguístico”. Um pouco como seleccionar a clientela de um restaurante, para que não se instale um ambiente que afaste os consumidores.

Aliás, estamos a falar de um blog de duas pessoas que dão a cara, logo, no mínimo, não a desejam maculada por outros que escondem a sua.

Assim, inspirados nos critérios do insuspeito jornal PÚBLICO, eis os limites aqui estabelecidos:

Não serão publicados:
1- Comentários incompreensíveis
2- Comentários contendo acusações de ordem criminal a terceiros
3- Comentários contendo linguagem grosseira
4- Comentários mal estruturados, com má pontuação e/ou erros ortográficos

Este é um espaço de liberdade, é certo, mas a liberdade sem limites pode conduzir à devassidão.

Sábado, Abril 08, 2006

O Rio da Ponte


Este foi o nome escolhido pra esta forma de comunicação que hoje iniciamos com os riomaiorenses. É, pensamos nós, uma ligação agradável entre o passado e o futuro.

Porém, se a expressão Rio da Ponte imediatamente nos remete para Rio Maior e para as suas origens, é nossa vontade que nos leve também ao futuro da nossa terra. Será de futuro que aqui trataremos, por mais que possamos falar do presente ou mesmo do passado.

Este é um espaço, onde as pessoas que aqui escrevem dão a cara pela sua terra., não se escondendo atrás de alcunhas ou anonimatos. Aqui debitarão as suas perspectivas sobre os caminhos de Rio Maior, mas sempre, sempre assinando por baixo.

Contudo, este será um espaço tanto mais conseguido quanto mais interactivo for. Por isso todas as contribuições serão valiosas desde que comunguem do seu objectivo: debater ideias sobre Rio Maior! Sem esquecer, que Rio Maior faz parte do País, e o País do Mundo.