Sou fã do site da
Associação Nacional de Municípios Portugueses. Quem se interessa pelo Poder Local tem ali muita informação.
O site é também um “cartão de visita” dos concelhos, pois contém links, imagens e informações resumidas sobre os mesmos.
Uma das coisas que reparei é que Rio Maior prima por uma presença muito infeliz naquele espaço.
Se clicarmos no País até aparecer a página relativa a Rio Maior, veremos um resumo sobre o nosso concelho. À semelhança dos restantes concelhos, há também um espaço de imagens.
Ora este “cartaz” fotográfico de Rio Maior é, no mínimo, desolador.
Comparei com as escolhas feitas por concelhos vizinhos (Alcobaça, Azambuja, Cadaval, Caldas e Santarém) e vi que Rio Maior, podendo escolher três fotos, escolheu apenas duas: que tibieza de vistas…
Observei, depois, que os nossos vizinhos optaram por mostrar olhares panorâmicos muito apelativos: vistas da cidade, monumentos históricos, imagens de cultura local, paisagem natural e pontos de relevante interesse turístico, que só por si trazem visitantes de fora.
Nós por cá, pasme-se, temos uma fotografia dum “campo da bola” e outra da Câmara Municipal. Como se não bastasse, a imagem da Câmara está muito desactualizada (ainda se vê o mamarracho ferrugento a fazer sombra a uma pedra).
Veja-se que não há mal em mostrar a Câmara – sobretudo se ainda tivéssemos para mostrar a antiga Albergaria, que tombou para dar lugar à estrutura de gosto duvidoso que aloja os serviços municipais.
O grave, em meu entender, é que Rio Maior é muito mais do que aquilo. Rio Maior é uma Serra cheia de vida, são Salinas, o Forno Medieval das Alcobertas, (onde o arqueólogo Carlos Pereira tem dado imenso de si), é uma Villa Romana, um Dólmen, é a imagem bonita que se avista da varanda da Rádio Maior.
Rio Maior é a sua gente, festas e tradições!
Mas nada disso é o nosso cartão de visita no site da ANMP.
Apenas a Câmara, uma pista e um relvado…
Isto diz muito acerca visão de Rio Maior na perspectiva do Poder: parece que o nosso Poder só se vê a si mesmo e ao desporto.
O resto nem sequer é paisagem!