Sexta-feira, Junho 30, 2006

Lê-se e não se acredita, mas depois entende-se a mecânica.

Hoje no Diário Digital citando o Publico:

«Menezes obriga jornais de Gaia a cobrir actividade camarária»

Os sete jornais de Vila Nova de Gaia estão obrigados a acompanhar «adequadamente os actos públicos» e «toda a actividade da câmara e empresas municipais» na sequência de um acordo assinado no início do ano entre os órgãos de comunicação e a autarquia, informa hoje o jornal Público.
Segundo o diário, o protocolo foi aprovado pelo Executivo liderado por Luís Filipe Menezes ainda no mandato anterior.

O referido acordo obriga ainda os jornais a enviarem até ao dia 8 de cada mês à Direcção Municipal de Comunicação e Imagem da câmara uma informação discriminada das publicações efectuadas no mês anterior relativas ao município ou empresas municipais.

A Câmara de Gaia garante que o acordo visa apenas distribuir equitativamente os gastos anuais do município em publicidade institucional obrigatória»


No primeiro relance lê-se e não se acredita, mas depois entende-se a mecânica. É uma “obrigação voluntária, uma transacção”. É mais uma troca, um coça-me agora as minhas costas agora que depois te coço as tuas. Será também, se quisermos, uma adaptação livre de uma estrofe da Grândola – Vila Morena: “Em cada esquina um cacique, em cada jornal desigualdade, se um jornalista é amigo, leva mais publicidade.”. Estamos a bater no fundo, com estrondo.

21 Comments:

At Sexta-feira, 30 Junho, 2006, Anonymous Anónimo said...

saudaçoes...
engraçado,,por momentos pensei que se estivesse a falar de um jornal do concelho de Rio Maior...

KOK

 
At Sexta-feira, 30 Junho, 2006, Anonymous Anónimo said...

,,, eu tenho que perguntar uma coisa..
nao ha aqui um artigo da assembleia municipal que passou(dia 28)?..lol

KOK

 
At Sexta-feira, 30 Junho, 2006, Blogger Paulo Colaço said...

Caro KOK, (e caro anónimo do post anterior)

a última Assembleia Municipal será tema incontornável do meu próximo artigo. Nem me passaria pela cabeça que assim não fosse depois da dinâmica aqui criada!

Mesmo que a sessão tivesse sido desinteressante (que o não foi, bem pelo contrário), não se perderia a oportunidade de fazer o rescaldo dos acontecimentos momentos.

Cumprimentos

 
At Sexta-feira, 30 Junho, 2006, Anonymous poisé said...

O problema não é tanto haver órgãos de informação ao serviço do poder instalado.
Problema de resolução mais premente, a meu ver, é haver órgãos informativos camuflados de independentes, com 'funcionários' travestidos de jornalistas.
E é verdade kok, Rio Maior não é excepção.
Infelizmente.
E não se confunda jornalismo com comentário politico-partidariamente conotado.
Nem se confunda jornalistas com jornaleiros!
Como toda a gente sabe, jornaleiro é aquele que anda à jorna.
E há putativos jornalistas que, por isso mesmo, não passam de jornaleiros!
Mas, bem vistas as coisas, muito dificilmente se atingirá (numa qualquer sociedade e muito menos na nossa, pequenina, e precisamente por isso mesmo) um grau de isenção jornalística que convirja numa ascese jornalistica. Nem sei se tal seria desejável (provavelmente não!).
Isto porque, não nos podemos esquecer, do outro lado, a jusante, temos o leitor, e mais a sua cultura, e mais capacidade de análise, e mais a sua capacidade crítica e de crítica, e mais a suas competências como pessoa e como cidadão.
Enfim, é ao cidadão que cabe, em última análise, a separação do trigo do joio.
Numa sociedade intelectual e culturalmente desenvolvida esse tipo de 'jornalismo' tende a desaparecer ou... a valer o que vale...
Pessoas bem informadas e com capacidade crítica não se deixam envolver nesse tipo de informação.
No nosso país é um problema.
Porquê?
Basta ver que tipo de jornais e revistas mais são vendidos!
"Maria", "caras", "24 horas" etc etc
Está tudo dito!
Por isso e em face do factor proximidade aos problemas e às notícias, o tipo de 'jornal' que o post aponta é ainda muito penetrativo no tecido social que temos.
Penetrativo, não no sentido de ser lido por muitas pessoas, mas no sentido de que quem o lê vê ali a 'verdade' com exclusão de todas as outras 'verdades'.
E afinal ainda tem um papel preponderante a desempenhar.
Do ponto de vista institucional é algo difícil de combater (veja-se o Alberto João Jardim lá no seu jardim).
Só a a elevação do nível cultural permite enfrentar este tipo de problemas.
Pode até nem ser apenas pela elevação do nível cultural, em sentido restrito: Basta que os cidadãos cultivem mais um pouco o conhecimento dos seus direitos e deveres de cidadania e desenvolvam uma consciência crítica e, porque não, uma capacidade crítica (no sentido do exercício da consciência crítica).
Se não formos exigentes, dentro daquilo que são os nossos deveres e os nossos direitos, não nos podemos queixar.
Nesse caso, temos apenas o que merecemos.

 
At Sexta-feira, 30 Junho, 2006, Blogger comissario said...

boas!!!esta é a minha primeira vez neste, tão falado e badalado,blog.ate estou a tremerrrr...
Á espera do momento oportuno, não é sr. Paulo Colaço?lol
ou sera que não faz ideia de como se justificar por todas as mentiras e calunias que tem vindo a apresentar?normalmente quem nao deve não teme.ainda esta a tempo de sair disto tudo com um "pouquinho" de honra e dignidade, mas na minha modesta opinião, deveria "dar corda aos sapatos", não va ser tarde...
Ja agora...Amei a vossa habil forma de tentarem desmentir que o Dr. Marques Mendes não se referia a Rio Maior no seu discurso.lerem so a primeira parte!? lindo!!!lindo!!!é pena que toda a gente tivesse acesso ao resto do texto...lolololol

fico ansiosamente a espera dessa tal justificação(se é que a explicação!?)

 
At Sexta-feira, 30 Junho, 2006, Blogger Vasco Tavares said...

Caro comissario, felicito-o desde já pela escolha do nome! Estou ainda para ver se vai ser um Alto ou um Baixo comissário, mas se continuar a seguir as pisadas do seu colega killer se calhar o "Baixo-Comissariado" é o destino mais provável.

Longe de mim vir para aqui defender o Paulo Colaço, que tem idade suficiente para se defender sozinho e sem ajudas de ninguém, coisa que outros parecem só ser capazes de fazer por intermédio de terceiros.
Mas venho dar uma "achegazinha" ao que ele provavelmente lhe irá responder perguntando-lhe apenas o seguinte: esse seu conselho de "dar corda aos sapatos" vem no seguimento de uma ameaça velada feita em plena Assembleia Municipal, sem destinatário definido, de levar pessoas à barra dos tribunais?? É para recordar essa ameaça que aqui veio?
Se foi só por isso pode ir já embora, que não faz cá falta nenhuma.

Quer uma justificação sobre o que disse Marques Mendes em Rio Maior? Eu digo-lhe onde a pode obter. Junto do próprio Marques Mendes!! Se a afirmação é dele porque é que outros têm que a justificar?
Não me diga que voçê é daqueles que passa a vida a justificar as afirmações dos outros?

E não precisa de ficar a tremer só por vir a este blog. Aqui ninguém faz mal a ninguém!!
Aqui só se discute aquilo que interessa ao concelho, ao País e ao Mundo, com entusiasmo e no respeito pela opinião dos outros.
Bastava ler o cabeçalho do blog meu caro!

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Blogger Paulo Colaço said...

Caro Comissário,
Se soubesse o quanto me agradam textos como o seu… ehehehehe

Vamos a 7 notas:

DÓ - Fico contente com o seu registo no blogger. Compreendo o seu anonimato: se eu escrevesse como o senhor, também teria vergonha de assinar com o meu nome.

RÉ - Tempo oportuno? Claro. Aqui fazemos a nossa gestão de tempo (veja: a nossa, não a sua). E tem corrido bem!

MI - É pena que a comunicação social (jornais/rádio) não siga as sessões da Assembleia. É talvez por isso que os nossos rescaldos tenham clientela.

FÁ – Se há sessão que me vai agradar relatar será esta. Eu gostei muito dela. É nítido que o senhor não. Por muito que disfarce!

SOL – Mentiras e calúnias que tenho vindo a apresentar? Quais?

LÁ – Falando em honra e dignidade lembrei-me duma historieta. Certo almirante prendeu um corsário e atirou-lhe:
- Custa-me ver um homem tão valente lutar por dinheiro.
- Então o senhor luta porquê, almirante? – devolveu o corsário.
- Eu luto pela honra e dignidade!
- Precisamente – respondeu o corsário – cada um luta pelo que não tem!

SI – Comissário: eu não preciso de lutar nem por “muitinho” nem por “pouquinho” de honra e dignidade. Nessa matéria, se um de nós está em falta, não sou eu!

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Blogger Alberto said...

Rio Maior é uma terra pequena e nao é preciso ir às assembleias municipais para saber o que la se passa.
uma coisa é certa: o "novo" PSD já mexe e já faz mexer. Duas horas a falar da vinda de Marques Mendes é significativo que o PS está incomodado...

Senhor Comissário: ve-se que o senhor é novato neste blog. Se já tivesse a rodagem feita saberia que aqui se discute tudo, se responde a tudo e não se vira a cara ao debate.

Mas, como o Paulo Colaço disse: os timings são os deles e não os seus.

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Blogger Snake said...

Caro Rio da Ponte:
reclamo duma pequena coisa: num dos primeiros textos foi dito que não seriam publicados textos em mau portugues.

o senhor comissário (que melhor faria se mudasse o nome para "analfabeto"), tem um texto deplorável e que não acrescenta rigorosamente nada à lebre levantada pelo KOK.

Deve primar-se pelo português correcto! Se vocês o fazem nos vossos posts, deveriam exigir o mesmo aos comentadores.

Cumprimentos

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Anonymous alice das piadinhas said...

senhor comissário, faça um favor a lingua de Camoes: aceda ao seu perfil do bloggers, va ao seu nick e adicione o acento no "a".
e que senao a palavra torna-se paroxitona e nao proparoxitona...

para o ajudar em matéria de acentos, deixei neste comentario varias vogais por acentuar. comece a treinar portugues inserindo os acentos nos lugares certos.

(senhor poise, as meninas tb sabem palavras caras...)

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Anonymous pronto said...

Caro Edgar,
Efectivamente Gaia procura controlar; Rio Maior procura controlar; igual faz Rui Rio no Porto quando subsidia organizações e depois exige-lhes deveres de "ética", como por exemplo, não desenvolvendo actividades que critiquem a autarquia.
Identificada a questão, diga-nos as soluções que engendra para o que se vive no nosso concelho?
é que o seu texto não é inocente.É é que se passa em rio maior que justifica o seu texto... vá ponha a mão na nossa diminuta realidade.

Prezado pois é...
mostra a outra face do problema. Ou seja, temos os jornais que temos e o que controle que as insituições fazem porque o nosso índice cultural e de cidadania é aquele que é. É uma constatação, é uma identificação do problema.
Podemos alargar o nosso olhar e pensar o que acontece com a comunicação social nacional. quem domina os principais periódicos ?
quem controla as televisões ?
se descermos à realidade distrital, podemos pensar quem são os accionistas de jornais como "o ribatejo", os jornais de leiria, bem como muitos outros. se, de um lado temos os grupos económicos a controlar os orgãos de informação, porque não os eleitos a tentar controlar os jornais locais ?
é certo que o fazem com o dinheiro de todos nós. Daí a importância da net como meio de disseminação da informação, sejam as redes de informação independente, sejam os blogs.
Aliás veja-se aqui a maneira estúpida e desconexa como alguns comentadores preferem não abordar a essência dos posts e passam à palermice.
No entanto, passe pf, a um registo construtivo e diga-nos o que fazer para evitar que isto aconteça.

aos bloggers,
neste esforço de informar/esclarecer/discutir, seria importante que deixassem essa tendência para responder à letra às provocações. Vocês dão a entender que conhecem a identidade de A, B ou C e trazem par aqui resquícios de trocas de palavras nas AM's ou insinuações se este ou aquele passam de altos a baixos comissários.
a discussão e a informação também passam pela elevação do discurso e por "os deixar zurrar à vontade" !

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Blogger killer said...

tambem eu me estreio como comentador registado! registei-me em junho e só comecei a usar o nick em junho para ninguém me "roubar" a designação.

a primeira coisa que quero dizer é que esse "comissário" é certamente uma personagem inventada para provocar a reacção jocosa do Paulo Colaço e para afastar a discussão do que realmente importa e que o KOK muito bem referiu: o texto do edgar faz mesmo lembrar um jornal onde tres dos cinco bloggers escrevem!

Mas, o sempre voluntarioso Paulo Colaço teve de afastar a discussão de cima do Região! Terá quota na empresa?

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Blogger Paulo Colaço said...

Caro Pronto
talvez tenha razão ao questionar a nossa tendencia para "comentar os comentários".
Não o fazemos sempre, é certo, mas fazemo-lo com frequência e admito que isso possa trazer ruído na discussão, mas a verdade é que este espaço também foi criado para podermos todos "polemizar" à vontade, com trocas de argumentos.

Percebo o que quer dizer (e tentarei tê-lo em linha de conta) mas a verdade é que a fronteira entre "deixar zurrar à vontade" e "fugir com o rabo à seringa" é ténue.

Caro killer,
ganhe juizo, homem!

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Blogger O Atento said...

Senhor Pronto,

esta coisa não ter resposta "pronta" às provocações tem dois problemas:
1 - muitas vezes o "silêncio de estado", ou seja, a prudência, é tida como "fraqueza" e a fraqueza de um dos oponentes leva ao abuso por parte do outro.
2 - quando alguém merece levar um açoite por aquilo que diz ou faz, o açoite não lhe pode ser negado. é que a impunidade leva à reinicidência.

Assim, deve-se sempre, em meu entender, dar o troco! Aliás, ou muito me engano, essa é também uma forma dos bloggers avivarem aqui o debate.

Sobre o Regiao de Rio Maior, trata-se do jornal mais lido no concelho. Quem tem algo contra o região deve primeiro vomiter este sapo e só depois dizer o que lhe apetece!

Caro Paulo Colaço, pelo que sei da ultima Assembleia Municipal e pelo que conheço de si, você deve ter-se divertido como um perdido!
O PS já começa a ter medo e a ter reacções de virgem ofendida!


Estou ansioso pelo texto do "tal rescaldo". Não nos faça esperar muito!

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Anonymous Anónimo said...

FAÇA-SE AQUI UMA TRÉGUA POR CAUSA DA SELECÇÃO!

Ou é pedir muito?

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Blogger Picador de Gelo said...

Senhor Poisé: digá lá os nomes dos tais jornaleiros e falsos jornalistas!

Ou será que desde que passou a ser colaboracionista com os me~mbros deste blog passou tb a proteger um certo jornal da terra?

O Comissário, apesar de tosco a escrever disse uma coisa acertada: Marques Mendes referia-se a Rio Maior e o PSD local nao teve a ombridade de defender as cores do concelho, alinhando com os seus inimigos!

 
At Sábado, 01 Julho, 2006, Anonymous Anónimo said...

Por aquilo que é sabido, o PSD "obrigou" o PS a estar mais de duas horas a justificar a opção familiar no Poder!

é assim mesmo! parabens! uma~acusação destas por mês e os riomaiorenses começarão a perceberem em quem têm confiado estes anos todos...

 
At Domingo, 02 Julho, 2006, Anonymous Anónimo said...

Sr.vasco Tavares
Você não se escreve com ç.
Obrigado

 
At Domingo, 02 Julho, 2006, Blogger Vasco Tavares said...

obrigado pela nota!! Escapou-me tal erro.
É o que dá escrever comments a altas horas da noite!

 
At Domingo, 02 Julho, 2006, Anonymous poisé said...

Caro pronto,
assertivo o seu comentário.
Creio que não há soluções de algibeira.
É meu costume dedicar-me mais às patologias (denúncia, normalmente, não fulanizada).
Sempre ouvi dizer, e já o constatei na minha própria vida, que a melhor defesa é o ataque (parece que se marcam golos a atacar e não a defender!).
Por isso, nesta matéria, importante seria contra-atacar com um veículo de informação (jornal?) alternativo, no qual se praticasse um jornalismo sério e o comentário assertivo, sem medo dos poderes instalados (fosse de que cor fosse).
Mas isto é utópico.
E é, a meu ver, uma utopia que quase está ao nível da utopia de pensar-se que as alternativas político-partidárias se constroem facilmente.
É preciso, de facto, pessoas capazes, competentes. Mas não basta.
É preciso que estejam disponíveis e queiram trabalhar (e muito) quase a troco de nada, o que significa altruísmo (qualidade que não abunda propriamente...).
É preciso dinheiro (o grande problema!).
Porquê o grande problema (a meu ver)?
Porque não o há?
Não!
Porque o nosso modelo político-partidário é movido a dinheiro de escusas proveniências.
O modelo de financiamento dos partidos políticos tem lançado Portugal num pântano, num lodaçal tremendo, ao nível autárquico sobretudo.
O prejuízo é das populações.
No sistema que temos, que começa a ser uma democracia autocrática, ou seja, uma democracia semântica, o controlo das vozes incómodas assume requintes de malvadez.
Basta ver como grandes jornais nacionais se vendem completamente ao poder político instalado.
É o eterno problema: Alguém é altruísta (ou estúpido! Ou louco!) ao ponto de morder a mão que o alimenta?
Só se tiver alternativa!
Mas que alternativa?
Ora leiam lá o Eça para se perceber que, afinal, são sete cães a um osso!
Pelo osso (percebe?)!

Por isso, caro amigo, sendo o futebol uma arte, é altura de nos dedicarmos à cultura, à elevação do espírito.
Portugal vai revelando, cada mais, uma grande capacidade de produção artística futebolística.
Será mesmo o grande desígnio nacional.
Espero é que ninguém pense fazer do país um "país-desporto".
É que se viesse a acontecer ao país-desporto o que aconteceu à cidade-desporto... seria um caos ainda maior.
Mas os do poder são espertos (chicos!): Essa arte nobre do futebol é para eles uma mera alavanca.
Também ao nosso pequeno nível é assim; às duas por três, pela cultura jornalística iconográfica imposta, damos por nós a perguntar: "Mas quem é aquela atleta ali junto do silvino?" Já outros a quem esta parte do país não interessa nada perguntam: "Quem é aquele palhaço ali junto da Suzana Feitor?"
E eis como o desporto, que deveria ser um fim em si mesmo, se transforma, mas garras destes mabecos, numa pastilha elástica "que se prova, mastiga e deita fora", como dizia a canção.

(E a conversa é mesmo como as cerejas... desculpem lá este longo arrazoado)

 
At Domingo, 02 Julho, 2006, Blogger Edgard C.Gomes said...

Eu sei que não é uma grande ideia, neste momento em que o país esta em polvorosa, envolto na espuma dos dias gerada pelos nossos novos conquistadores que se aprestam para, com espírito de equipa, capacidade de combate e sofrimento, nos fazerem recordar outras épocas em que fomos grande no mundo.

Porém é necessário assumir que o país e o mundo, não se interrompem para vivermos as nossas glórias efémeras. Como todas as glórias aliás. O mundo prossegue a sua marcha como rolo compressor onde os mais fracos e sobretudo os incompetentes se vão esmagando todos os dias.

Lá mais para Setembro, cairemos na “real”. Desamparados e sem remissão. A competitividade do país é cada vez menor, o Estado a cada dia a demitir-se mais das suas funções, abandonando quem mais precisa e assumindo-se como sangue suga dos que ainda vão, quais “Ricardo’s” aguentando a “marcha do marcador”. Vai ser uma queda geral não se tenham dúvidas. O desemprego a aumentar, as festas a terminar e a fé exausta são factores que se conjugam para a depressão geral que se avizinha.

Em Setembro encontraremos os portugueses com aquele espírito “venho da festa”…Com serviços a que estavamos habituados encerrados, os bolsos vazios e encargos com as férias para pagar durante um ano ou mais. E viva o velho!

 

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