Proposta “Salgada”
Em Abril de 2004 apresentámos, na Câmara, uma proposta para melhorar o nosso grande cartaz turístico: as Marinhas de Sal. Como a nova safra se aproxima e o afluxo de visitantes vai aumentar, achamos pertinente divulgar os “desenvolvimentos” da referida proposta.Essa proposta tinha duas vertentes, a saber:
1. Uma intervenção de emergência, elencando em oito pontos o que considerávamos urgente e fazível, para que os visitantes do verão que se aproximava, não ficassem com uma imagem errada sobre a nossa terra.
2. Criação de um grupo/comissão para promover a instalação de uma entidade que pudesse falar a uma só voz com as várias instâncias de poder, condição que considerámos e consideramos, indispensável, para que as Marinhas de Sal ascendam ao estatuto que merecem.
Apresentada que foi a proposta, rapidamente a maioria se pronunciou sobre ela, alegando que estava já a promover muitas das obras que constavam da proposta. E claro, rejeitou-a!
Dois anos volvidos a situação é a seguinte, tendo como roteiro a proposta apresentada na altura:
1. Construir/terminar o muro em pedra fronteiro à Cooperativa dos Salineiros. É um espelho de desleixo que nos envergonha a todos.
(foi efectivamente construído o muro e a situação esta regularizada)
2. Fazer as diligências necessárias para repor os telhados tradicionais em algumas Casas de Sal, cuja cobertura, actualmente, é feita em placas de fibrocimento. Também muitas destas casas têm as “paredes” laterais em muito mau estado, com a madeira apodrecida e carcomida a dar-lhe um péssimo aspecto, que urge melhorar.
(não temos conhecimento que qualquer coisa tivesse sido feita neste sentido e as tradicionais casas de sal continuam a degradar-se, valendo a carolice de alguns proprietários que vão recuperando algumas, poucas)
3. Criar um subsídio para que os salineiros procedam à reparação dos talhos, através de um protocolo que preveja a obrigatoriedade do seu amanho durante um determinado período. Um protocolo idêntico poderá ser celebrado com os proprietários das Casas de Sal, para a sua reparação.
(também aqui não temos conhecimento de que algo tivesse sido feito, antes pelo contrario, continua-se a deixar degradar um património que, sendo privado é de interesse municipal e público)
4. Proceder a uma limpeza geral da zona e tentar, junto dos proprietários dos terrenos circundantes, conseguir a cedência de alguma parcela de terreno, onde fosse possível instalar um parque de estacionamento provisório, para utilizar no período de maior afluência de visitantes.
(é justo realçar que a limpeza da zona foi, na altura feita, mas quanto aos possíveis estacionamentos nada foi feito e basta passar por lá num fim de semana de Primavera/Verão para dar conta do caos instalado)
5. Terminar a reparação, iniciada há um ano atrás e nunca concluída, do largo fronteiro à Cooperativa dos Salineiros, que como todos sabemos é o principal parque de estacionamento da zona.
(uma outra obra que foi realizada, alcatroando o largo, o que não me parece grande opção, mas ainda assim, bastante melhor que a lama e o pó, anteriormente existente)
6. Promover uma divulgação consistente o objectiva desta nossa riqueza turística, através da divulgação, por exemplo, de publicidade estática (vulgo painéis) nas diversas entradas da cidade.
(neste aspecto também nada foi feito e continua a pobreza franciscana de serem umas singelas placas de transito a indicar a quem nos visita, que temos algo de único no nosso país. E existe ainda a velhinha placa de azulejos na esquina da rua 5 de Outubro)
7. Dinamizar o posto de turismo existente nas marinhas, provendo-o do pessoal necessário e habilitado para guiar os visitantes. Seria muito interessante procurar entre os mais velhos das marinhas os “cicerones” óptimos, dado que seriam, para alem de uma nova experiência, um verdadeiro livro vivo.
(esta é uma daquelas coisas que nem sabemos porque não funciona, porque não cumpre a sua missão. Será que apenas serve para suportar a placa que anuncia, a subida ao lugar de governador civil (por uma breve temporada) do actual presidente de câmara? Quanto à sugestão de poderem ser os salineiros mais velhos os cicerones das visitas, coisa que espontaneamente já fazem, nunca sequer ouvimos uma palavra, fosse ela de aprovação ou reprovação)
8. Utilizar o quiosque junto ao Rio da Ponte, que se encontra devoluto, para a criação de um pólo de primeiro contacto com as atracções turísticas do concelho, aproveitando o pequeno largo fronteiro para pequenas demonstrações dessas realidades, com especial incidência nas Marinhas do Sal.
(sobre este assunto também nunca mais soubemos nada, sabemos que o referido quiosque é património municipal, mas a autarquia prefere vê-lo degradar-se todos os dias, a dar-lhe alguma utilidade)
Finalmente sobre a formação de uma entidade que englobasse os todos os interesses das marinhas e, por essa forma se constituísse como interlocutor juntos dos diversos organismos, nacionais e internacionais, foi-nos dito que já em tempos tinha sido tentado mas que todas as tentativas tinham sido infrutíferas. Enfim, desculpas de quem não tem qualquer interesse em ter uma sociedade forte e participativa.
Ao jeito de conclusão e perante este cenário, ao qual somamos os milhões que a autarquia tem esbanjado em obras para mais tarde recordar, só nos resta uma conclusão, que é também uma certeza: tivessem as salinas sido uma obra de Silvino Sequeira e estariam num brinquinho. Como são obra da natureza, ficam entregues a esta e aos seus caprichos!
(foi efectivamente construído o muro e a situação esta regularizada)
2. Fazer as diligências necessárias para repor os telhados tradicionais em algumas Casas de Sal, cuja cobertura, actualmente, é feita em placas de fibrocimento. Também muitas destas casas têm as “paredes” laterais em muito mau estado, com a madeira apodrecida e carcomida a dar-lhe um péssimo aspecto, que urge melhorar.
(não temos conhecimento que qualquer coisa tivesse sido feita neste sentido e as tradicionais casas de sal continuam a degradar-se, valendo a carolice de alguns proprietários que vão recuperando algumas, poucas)
3. Criar um subsídio para que os salineiros procedam à reparação dos talhos, através de um protocolo que preveja a obrigatoriedade do seu amanho durante um determinado período. Um protocolo idêntico poderá ser celebrado com os proprietários das Casas de Sal, para a sua reparação.
(também aqui não temos conhecimento de que algo tivesse sido feito, antes pelo contrario, continua-se a deixar degradar um património que, sendo privado é de interesse municipal e público)
4. Proceder a uma limpeza geral da zona e tentar, junto dos proprietários dos terrenos circundantes, conseguir a cedência de alguma parcela de terreno, onde fosse possível instalar um parque de estacionamento provisório, para utilizar no período de maior afluência de visitantes.
(é justo realçar que a limpeza da zona foi, na altura feita, mas quanto aos possíveis estacionamentos nada foi feito e basta passar por lá num fim de semana de Primavera/Verão para dar conta do caos instalado)
5. Terminar a reparação, iniciada há um ano atrás e nunca concluída, do largo fronteiro à Cooperativa dos Salineiros, que como todos sabemos é o principal parque de estacionamento da zona.
(uma outra obra que foi realizada, alcatroando o largo, o que não me parece grande opção, mas ainda assim, bastante melhor que a lama e o pó, anteriormente existente)
6. Promover uma divulgação consistente o objectiva desta nossa riqueza turística, através da divulgação, por exemplo, de publicidade estática (vulgo painéis) nas diversas entradas da cidade.
(neste aspecto também nada foi feito e continua a pobreza franciscana de serem umas singelas placas de transito a indicar a quem nos visita, que temos algo de único no nosso país. E existe ainda a velhinha placa de azulejos na esquina da rua 5 de Outubro)
7. Dinamizar o posto de turismo existente nas marinhas, provendo-o do pessoal necessário e habilitado para guiar os visitantes. Seria muito interessante procurar entre os mais velhos das marinhas os “cicerones” óptimos, dado que seriam, para alem de uma nova experiência, um verdadeiro livro vivo.
(esta é uma daquelas coisas que nem sabemos porque não funciona, porque não cumpre a sua missão. Será que apenas serve para suportar a placa que anuncia, a subida ao lugar de governador civil (por uma breve temporada) do actual presidente de câmara? Quanto à sugestão de poderem ser os salineiros mais velhos os cicerones das visitas, coisa que espontaneamente já fazem, nunca sequer ouvimos uma palavra, fosse ela de aprovação ou reprovação)
8. Utilizar o quiosque junto ao Rio da Ponte, que se encontra devoluto, para a criação de um pólo de primeiro contacto com as atracções turísticas do concelho, aproveitando o pequeno largo fronteiro para pequenas demonstrações dessas realidades, com especial incidência nas Marinhas do Sal.
(sobre este assunto também nunca mais soubemos nada, sabemos que o referido quiosque é património municipal, mas a autarquia prefere vê-lo degradar-se todos os dias, a dar-lhe alguma utilidade)
Finalmente sobre a formação de uma entidade que englobasse os todos os interesses das marinhas e, por essa forma se constituísse como interlocutor juntos dos diversos organismos, nacionais e internacionais, foi-nos dito que já em tempos tinha sido tentado mas que todas as tentativas tinham sido infrutíferas. Enfim, desculpas de quem não tem qualquer interesse em ter uma sociedade forte e participativa.
Ao jeito de conclusão e perante este cenário, ao qual somamos os milhões que a autarquia tem esbanjado em obras para mais tarde recordar, só nos resta uma conclusão, que é também uma certeza: tivessem as salinas sido uma obra de Silvino Sequeira e estariam num brinquinho. Como são obra da natureza, ficam entregues a esta e aos seus caprichos!

8 Comments:
Deixe citar uma frase sua, caro Edgard:
Finalmente sobre a formação de uma entidade que englobasse os todos os interesses das marinhas (...) foi-nos dito que já em tempos tinha sido tentado (...) enfim, desculpas de quem não tem qualquer interesse em ter uma sociedade forte e participativa.
a verdade é que o PS o que quer é "matar" as organizações da vida privada (associativismo) e dar apenas destaque às organizações que se vergam ao poder...
assim se mata a iniciativa popular!
As salinas nunca passarão de palavra vâ na mão dos politicos locais.
os do poder hao-de nunca mexer uma palha em prol das salinas, pois isso distrai as pessoas dos seus interesses privados (que são três: o desporto, o desporto e o desporto).
os da oposição hao-de sempre ter nas salinas um cavalo de batalha inóquo, porque os salineiros sao os primeiros a nao deixar que as coisas avancem. têm demasiadas intrigas entre si...
Eu sei do que falo!!!
por falar no quiosque, bem eu gostava de saber porque razao está ele naquele estado sem que ninguem faça rigorosamente nada!!!
bem que podia ser aproveitado, mas apenas se vê o mesmo a envelhecer a olhos vistos.
parece o coreto que em tempos esteve no jardim municipal...
e de novo as salinas...
batam-lhes!!! batam-lhes com força!
pode ser que um dia percebam que o desporto só alimenta 3 ou 4 e as salinas alimentam um conselho inteiro (trata-se da industria do turismo)
enquanto uns se esforçam por trabalhar pela terra, outros só têm um objectivo na cabeça: bater!
nao fosse terem ganho a freguesia de rio maior e nao sei se este nao seria o ano em que o PSD fechava as portas...
Quase tudo muito bem.
Não me parece coisa menor, as salinas.
Pelo contrário, devidamente enquadradas turisticamente, deveria ser uma boa fonte de rendimento, mesmo que sazonal, para o município.
Mas, se me permitem, as salinas devem ser integradas em algo maior.
Por exemplo, incluídas naquilo que poderia ser um roteiro gastronómico da região.
Deveria ainda haver a capacidade para o estabelecimento de parcerias com outras entidades, públicas e privadas, especialmente porque aqui em volta há efectivamente fortes pontos culturais de apoio, a começar em óbidos, dos quais as salinas não desmerecem.
São ou poderiam ser sinergias que não podem ou não deveriam desaproveitar-se.
Falta, evidentemente, o resto. Ou seja. quase tudo.
Falta especialmente vontade.
E falta ainda (sem querer ser mauzinho, mas a vida é que nos ensina) falta ainda que isto seja um projecto que traga a possibilidade de encher os bolsos a uns quantos.
Quando as salinas se transformarem num bom negócio, ou seja, num negócio que permita "sacar" dinheiros públicos para fins privados, então sim, como tudo ou quase tudo o mais, andará para diante!
Quanto ao resto:
"Subsidiar a reparação dos talhos".
Sou contra.
Chega de andar de mão estendida aos dinheiros públicos para que se faça alguma coisa.
É uma idéia que já se entranhou no pensamento português:Sem subsídio não se mexe uma palha!
Não pode ser assim!
ESta é uma economia de mercado e como tal deve ser tratada e deve comportar-se.
E há mecanismos públicos para obrigar a que assim seja!
E não são subsídios! Pôrra!
Preazdo edgar,
o que propõe para as marinhas de sal são uma série de medidas avulsas que não mudam absolutamente nada. tem de haver uma abordagem global que compreenda a as salinas como uma âncora para uma série de coisas que podem ir a reboque do sal.
Ou seja: há as salinas propriamente
ditas que precisam de uma intervenção específica para lhe conservar uma perspectiva patrimonial (se quiser eco-museu) e há as salinas factor produtivo que precisam de ultrapassar o simples negócio da venda por grosso e apostar no sal de qualidade.
Depois há um conjunto de actividades que podem surgir à volta das salinas (a gastronomia já está instalada, mas é de péssima qualidade, tipo mercado de Santana), desde o turismo activo e cultural, o artesanato, a venda de produtos locais, etc.
O conceito de eco-museu é o que melhor de adapta às salinas porque há uma actividade artesanal auto-sustentável, há história, há tradições e costumes perfeitamente definidos. Não há um centro de interpretação das salinas (fora com o posto de turismo que é mais unma nódoa no ambiente das salinas !) que faça o enquadramento dos visitantes à chegada e que os faça pagar pela visita, não há um pequeno núcleo museológico que preserve coisas do passado que já não podem estar activas na exploração diária, não há, não há ...
essencialmente não há visão estratégica para este concelho!!
Os salineiros e a sua coop. já fazem muito (pelo menos vão mantendo!!), mas cristalizaram e já não são capazes de passar da cepa torta.
Ah ! A Câmara Municipal devia ter vergonha da estátua do salineiro. É usurpar valores locais quando não conseguiram fazer nada pela preserção da memória das salinas.
Caro Edgar,
mude as suas agulhas porque o que propõe não acrescenta nada de valor ao que já está feito.
Um dos pontos citados neste post é a limpeza da zona envolvente das Marinhas, certo?
Agora lanco-vos um desafio a todos vos:
Estao todos convidados a visitarem as Marinhas e as zonas envolventes, sem deixar para tras a zona do antigo rio que passa paralelo á estrada que liga a Rio Maior e a encosta do caminho pedestre que passa paralela ao rio que atravessa a exploracao.
Vejam bem com olhos de gente e de seguida perguntem ao Presidente da Cooperativa quem la pos toda aquela trampa. Perguntem!
E já agora publiquem aqui as respostas. :)
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