Opinião

Este fim-de-semana falou-se da acção de sensibilização protagonizada por George Clooney e outras pessoas mediáticas sobre a retirada da ajuda internacional de um país Africano. Vergonha para o mundo e para aqueles países que se dizem preocupados com os direitos humanos e com a liberdade.
Todos sabemos que a fome é um negócio, dá muito dinheiro. Não acredito, que se assim se entendesse, não se acabasse com a fome no mundo, pois hoje me dia com os avanços tecnológicos e técnicas de produção é possível acabar com a fome no mundo, só que isso não interessa.
A fome gera conflitos, que por sua vez se transformam em guerra. A guerra implica a compra e venda de armamento. E quais são os países fornecedores de armamento? Os mesmos que de forma hipócrita vêm apregoar à paz.
Ao não adoptar políticas de intervenção mais activas, junto de países como o Sudão e outros de miséria extrema, não se pode acabar com a fome. Não acredito que os EUA e Inglaterra, por exemplo, se realmente se preocupassem com os problemas humanitários, não tinham já resolvido estas situações, com uma invasão. Desculparam-se com a tirania no Iraque, quando todos sabemos que a verdadeira causa e o que realmente preocupava os países que tiveram uma intervenção, maior ou menor, foi o petróleo.
Nos países onde não há petróleo, coitados, têm de morrer de fome ou da guerra, aí não há ditadores.
Este tema de não é original, também não é isso que se pretende. O que se pretende é que não nos esqueçamos que continua a existir fome e guerra no mundo.
Todos sabemos que a fome é um negócio, dá muito dinheiro. Não acredito, que se assim se entendesse, não se acabasse com a fome no mundo, pois hoje me dia com os avanços tecnológicos e técnicas de produção é possível acabar com a fome no mundo, só que isso não interessa.
A fome gera conflitos, que por sua vez se transformam em guerra. A guerra implica a compra e venda de armamento. E quais são os países fornecedores de armamento? Os mesmos que de forma hipócrita vêm apregoar à paz.
Ao não adoptar políticas de intervenção mais activas, junto de países como o Sudão e outros de miséria extrema, não se pode acabar com a fome. Não acredito que os EUA e Inglaterra, por exemplo, se realmente se preocupassem com os problemas humanitários, não tinham já resolvido estas situações, com uma invasão. Desculparam-se com a tirania no Iraque, quando todos sabemos que a verdadeira causa e o que realmente preocupava os países que tiveram uma intervenção, maior ou menor, foi o petróleo.
Nos países onde não há petróleo, coitados, têm de morrer de fome ou da guerra, aí não há ditadores.
Este tema de não é original, também não é isso que se pretende. O que se pretende é que não nos esqueçamos que continua a existir fome e guerra no mundo.

6 Comments:
Não podia deixar de comentar também este texto.
A guerra e a pobreza são os dois maiores negócios do mundo. Juntos, devem render mais que o petróleo e os diamantes e tudo o resto.
É trsite e vergonhoso que países em que nos habituámos a confiar (sobretudo porque são da Europa) se deixam envolver nestas redes e as protegem.
Mas a verdade, se olharmos bem, é este, se os homens entre si, conseguem ter relações por vezes tão perversas, como podemos nós estranhar que os estados não as tenham?
Suponho que a culpa é de todos nós, pois se forçássemos os nossos governos a agir, eles sentiam a pressão em cima deles!!!
Cumprimentos
JF
Caro Nuno Malta
Vejamos o seguinte: em primeiro lugar percebo a sua indignação, porque é a minha também e a de todo o mundo.
Agora é preciso compreender a posição norte-americana. Os EUA consideram-se os polícias do Mundo, visto serem o País mais poderoso.
Se calhar até são, mas ainda que não fossem, o facto de serem os primeiros a quem o Mundo pede ajuda em caso de crise, deposita sobre eles um poderoso fardo.
E não esqueçamos que todos os estados são dirigidos por pessoas.
Ora as pessoas, por muito boas que sejam, quando solicitadas a despender esforço ou dinheiros, escolhem o que mais convém!
Se um cidadão comum pode optar por ajudar as obras da paroquia, uma instituição de caridade ou um asilo que animais abandonados (ou optar por não ajudar nenhum), porque razão não podem os americanos optar por ajudar quem querem de acordo com as suas prioridades?
Pensemos nisso.
Cumprimentos
A juntar aos Ingleses (que são falsos aliados de Portugal e da Europa) e aos Americanos, há a juntar aqui os Russos e os Chineses.
Este dois últimos tentam sempre de tudo para impedir a entrada em outros países, porque têm medo de serem invadidos ou investigados. é que bem sabemos que na Russia e na China cometem-se as maiores atrocidades...
Tudo é verdade, desde o post aos comentários.
Sou e entendo que devemos ser, todos nós, solidários com aqueles que morrem à míngua de alimentos e bens elementares.
Mas não se esqueçam, senhoras e senhores, de que os primeiros e talvez maiores responsáveis são os dirigentes dos países africanos.
Salvo raras excepções, a riqueza desses países bem como os bens que solidariamente chegam de fora, são alvo de uma pandilha corrupta que desvia a riqueza pública para fundos pessoais e para a guerra.
Aliás, os senhores da guerra, com as suas guerras intestinas e fraticidas são os principais responsáveis pela fome em África.
África é rica, na generalidade.
Acabar com a fome em África implica previamente um reviralho político que afaste do poder os déspotas carniceiros e afaste as lutas e a possibilidade de luta pelo poder.
Democracias?
Talvez.
Mas não devemos esquecer que as lutas intestinas e fraticidas actuais mais não são do que a versão moderna de lutas ancestrais entre tribos, pelo poder ou simplesmente pelo ódio tribal.
Resolvida essa questão, o resto vem por acréscimo, naturalmente.
Até lá, vamos doando umas coisitas e acreditando, ingenuamente se me permitem, que é possível acabar com a fome em África através de caridade.
Encontramos conforto para as nossas consciências de cariz cristão acreditando nisso.
Mas a verdade parece ser bem mais cruel e o problema irremediável no curto/médio prazo.
Caridade é uma mera panaceia.
Não é o remédio.
Quero aqui realçar duas notas.
Uma deixada pelo autor:
«Nos países onde não há petróleo, coitados, têm de morrer de fome ou da guerra, aí não há ditadores.»
e outra deixada pelo Poisé:
«a riqueza desses países bem como os bens que solidariamente chegam de fora, são alvo de uma pandilha corrupta que desvia a riqueza pública para fundos pessoais e para a guerra»
saudações da Ribeira
Caro Jf:
Este é o mundo que temos, não aquele que desejaríamos ter...
Não sabe o Senhor e não sei eu, como agiríamos se estivéssemos nos lugares que por inerência possuem todo o poder de decisão, não podemos saber porque nunca estivemos nessa posição. O dinheiro e o poder alteram muita coisa... imagino eu...
O que pode fazer, ao invés de se perder em discursos demagógicos como qualquer simples mortal, é melhorar o "bocadinho de mundo" que está à sua volta.
Não podemos querer pressionar os governos nas situações que nos são favoráveis ou agradáveis, e depois fugir daquelas que não nos são...
Não se ensinam os governos a governar! Podemos é escolher quem nos governa...Particularmente, neste cantinho plantado ao extremo ocidental, escolheu-se! Bem ou mal escolheu-se!
Por agora é apertar o cinto, qualquer dia é suster a respiração..
No final... saudamos D. CArlos..
Não pretendo ofender ninguém, e tudo isto é apenas a minha opinião...e já dizia o fadista.. se não gostam; desculpem qualquer coisinha!
É a 1a vez que comento este blog, hj anónimo amanhã já não.
Parabéns pelo Blog!
LSD
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