Terça-feira, Abril 18, 2006

Uma visão muito pobre...


Sou fã do site da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Quem se interessa pelo Poder Local tem ali muita informação.
O site é também um “cartão de visita” dos concelhos, pois contém links, imagens e informações resumidas sobre os mesmos.
Uma das coisas que reparei é que Rio Maior prima por uma presença muito infeliz naquele espaço.
Se clicarmos no País até aparecer a página relativa a Rio Maior, veremos um resumo sobre o nosso concelho. À semelhança dos restantes concelhos, há também um espaço de imagens.
Ora este “cartaz” fotográfico de Rio Maior é, no mínimo, desolador.
Comparei com as escolhas feitas por concelhos vizinhos (Alcobaça, Azambuja, Cadaval, Caldas e Santarém) e vi que Rio Maior, podendo escolher três fotos, escolheu apenas duas: que tibieza de vistas…
Observei, depois, que os nossos vizinhos optaram por mostrar olhares panorâmicos muito apelativos: vistas da cidade, monumentos históricos, imagens de cultura local, paisagem natural e pontos de relevante interesse turístico, que só por si trazem visitantes de fora.
Nós por cá, pasme-se, temos uma fotografia dum “campo da bola” e outra da Câmara Municipal. Como se não bastasse, a imagem da Câmara está muito desactualizada (ainda se vê o mamarracho ferrugento a fazer sombra a uma pedra).
Veja-se que não há mal em mostrar a Câmara – sobretudo se ainda tivéssemos para mostrar a antiga Albergaria, que tombou para dar lugar à estrutura de gosto duvidoso que aloja os serviços municipais.
O grave, em meu entender, é que Rio Maior é muito mais do que aquilo. Rio Maior é uma Serra cheia de vida, são Salinas, o Forno Medieval das Alcobertas, (onde o arqueólogo Carlos Pereira tem dado imenso de si), é uma Villa Romana, um Dólmen, é a imagem bonita que se avista da varanda da Rádio Maior.
Rio Maior é a sua gente, festas e tradições!
Mas nada disso é o nosso cartão de visita no site da ANMP.
Apenas a Câmara, uma pista e um relvado…
Isto diz muito acerca visão de Rio Maior na perspectiva do Poder: parece que o nosso Poder só se vê a si mesmo e ao desporto.
O resto nem sequer é paisagem!

3 Comments:

At Terça-feira, 18 Abril, 2006, Anonymous Paulo Rogério said...

só se vê a si mesmo ao desporto e á feira das tasquinhas é a triste limitação de objectivos a que estamos sujeitos á 20 anos!!!....em 20 ANOS!!!!!, não se fez nada para dinamizar a indústria, em 20ANOS!!!!, não se atraiu nenhum investimento fabril para a cidade, tudos se perderam para santarem, alcanede, caldas da rainha e azambuja. Há 20 anos tinha eu 16 via a cidade a crescer imenso durante os primeiros anos que orgulho eu tinha de rio maior, agora passado 20 anos vejo os da minha geração e sair da terra porque aqui não há trabalho! e não é só de agora é desde há muitos anos!!!....estes miopes que nos ''enrascam'' será que não percebem que uma ou 2 grandes empresas que empreguem 200 a 300 pessoas representam 400 a 600 familias a viver e consumir na nossa terra com o dinamismo ue criavam ao comercio e as novas opurtunidades indirectas era um grande avanço na melhoria das condições de vida da nossa terra e uma forma de segurar aqui os filhos da terra.....mas não nada disso interressa, é mais importante o apoio ao u.d.r.m., é mais importante o centro de estágios, é mais importante as tasquinhas, é mais importante, trazer os idosos do concelho a visitarem a obra feita e almoçarem de borla...(próximo das eleições claro).....tristes anos, tanto tempo perdido, tanto tempo a ver o futuro passar ao lado, tantas opurtunidades perdidas....até quando????

 
At Terça-feira, 18 Abril, 2006, Anonymous o senhor sal said...

Caro Colaço,

no seu texto falou do forno medieval (que nao sei onde fica), do dólmen (que ja visitei) e da Villa Romana (que conheço menos bem).

Mas há uma coisa a acrescentar: todos esses locais histórios e arqueológicos significam ZERO para a CMRM!

ZERO!

E isso é estranho, atendendo à área de formação do autarca mor do concelho de Rio Maior...

 
At Quarta-feira, 19 Abril, 2006, Anonymous O Funcionário said...

Eu sei de fonte segura que quando na Câmara se fala de cultura e património há umas vozes que dizem: chiu, falem mais baixo, isso nao sao conversas para aqui!

Voltarei (mas só nas horas de expediente ihihih)

 

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