Assembleia Municipal
A Assembleia Municipal é, ou antes devia ser, o local de debate político sobre os problemas do concelho. Porém, e enquanto o actual figurino de mantiver, acaba por ser apenas uma correia de transmissão do executivo camarário e mais não faz que subscrever as propostas da câmara com o menor ruído possível. Esta é uma verdade irrebatível!
Os sete anos em que integrei os órgãos municipais deram-me uma perspectiva da crescente desvalorização deste órgão. Mais grave ainda, chegou-se ao ponto de convocá-lo/manipulá-lo para tentativas de linchamento da oposição, incendiando as pessoas contra aqueles que legitimamente defendiam ideias diferentes das professadas pela maioria. Um verdadeiro atentado à decência política!
A discussão de qualquer ideia/assunto que fuja ao controle da maioria, acaba sempre na maior confusão. Uma vez, por altura do passamento do Dr. Sequeira Aguiar, o PSD propôs a interrupção da sessão, em memória daquele que sempre fora membro da A.M., gerando a maior confusão na maioria socialista. Como sempre, após os “conselhos de quem manda”, lá se calaram as vozes dissonantes e a proposta foi rejeitada. A surpresa aconteceu quando um retardatário da maioria chega ao hemiciclo, pede a palavra e indignado pergunta: porque razão esta sessão não foi interrompida em memória do Dr. Aguiar?
O resultado mais grave desta desvalorização/ridicularização do órgão foi o abandono das suas sessões pela comunicação social. Hoje apenas sabemos da sua realização através dos anúncios pagos na imprensa, pelas convocatórias dos seus membros e eventualmente por algum “militante empedernido” que espera horas e horas “pra botar faladura”, normalmente lá para as três da manhã. Para o publico apenas repassam duas ou três linhas no “boletim municipal”, geralmente relatando os “sentares e levantares” das votações.
No próximo dia 21 (sexta-feira), pelas 19.00h, terá lugar mais uma sessão ordinária. Bom seria que os riomaiorenses fizessem daquela sala de sessões mais um prolongamento dos seus direitos/deveres de cidadania.
Os sete anos em que integrei os órgãos municipais deram-me uma perspectiva da crescente desvalorização deste órgão. Mais grave ainda, chegou-se ao ponto de convocá-lo/manipulá-lo para tentativas de linchamento da oposição, incendiando as pessoas contra aqueles que legitimamente defendiam ideias diferentes das professadas pela maioria. Um verdadeiro atentado à decência política!
A discussão de qualquer ideia/assunto que fuja ao controle da maioria, acaba sempre na maior confusão. Uma vez, por altura do passamento do Dr. Sequeira Aguiar, o PSD propôs a interrupção da sessão, em memória daquele que sempre fora membro da A.M., gerando a maior confusão na maioria socialista. Como sempre, após os “conselhos de quem manda”, lá se calaram as vozes dissonantes e a proposta foi rejeitada. A surpresa aconteceu quando um retardatário da maioria chega ao hemiciclo, pede a palavra e indignado pergunta: porque razão esta sessão não foi interrompida em memória do Dr. Aguiar?
O resultado mais grave desta desvalorização/ridicularização do órgão foi o abandono das suas sessões pela comunicação social. Hoje apenas sabemos da sua realização através dos anúncios pagos na imprensa, pelas convocatórias dos seus membros e eventualmente por algum “militante empedernido” que espera horas e horas “pra botar faladura”, normalmente lá para as três da manhã. Para o publico apenas repassam duas ou três linhas no “boletim municipal”, geralmente relatando os “sentares e levantares” das votações.
No próximo dia 21 (sexta-feira), pelas 19.00h, terá lugar mais uma sessão ordinária. Bom seria que os riomaiorenses fizessem daquela sala de sessões mais um prolongamento dos seus direitos/deveres de cidadania.


2 Comments:
Um dos problemas do PS na assembleia municipal é o mesmo dos partidos que estão no Poder: a iniciativa pertence ao executivo e os deputados servem apenas para defender as ideias e propostas do governo.
Mas esse nao é o único problema do PS de Rio Maior na Assembleia Municipal: o maior de todos é vergarem-se à vontade do "chefe" e nao terem coragem (é a palavra) de pensar pela própria cabeça, tirando um ou outro caso.
Mas o mesmo acontece com o PSD nos sítios onde é Poder. O caso de Rio Maior choca-nos mais porque é a nossa terra e ficamos tristes por ver que tanta gente cala a boca para manter um emprego ou uma amizade com o Poder!
é curioso que quem faz o "relato" do que se passa na Assembleia Municipal é precisamente a Câmara no seu suplemento do Região.
Ou seja, temos o "realizador" a fazer a "crítica" do seu próprio "filme"...
só em Rio Maior!
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